terça-feira, 3 de agosto de 2010

Obras da Via Expressa irão demolir 771 imóveis em Salvador

02/09/2009 às 14:06
  | ATUALIZADA EM: 02/09/2009 às 16:18 


Luisa Torreão, do A TARDE
Na manhã desta quarta-feira, 2, o coordenador executivo da Via Expressa, Armindo Gonzalez, apresentou à imprensa o projeto de desapropriações a serem feitas nos 10 bairros localizados no entorno das obras. Ao todo, serão demolidas 771 unidades, das quais 75% já têm cadastro físico com detalhamento espacial do imóvel. Dessas, 21% estão em processo atual de negociação para remoção dos moradores ou comerciantes – os primeiros podem optar pela relocação em unidade de valor similar, enquanto os segundos só terão direito à indenização.
O custo total das indenizações é estimado em R$ 49,2 milhões. Gonzalez, que também é diretor de operações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder), informou que 136 famílias da Baixa de Quintas, Estrada da Rainha e Dois Leões estão inscritas no programa Minha Casa, Minha Vida, por apresentarem renda familiar de 0 a três salários mínimos.
O projeto prevê ainda a relocação de moradores para dois prédios com um total de 62 apartamentos, que estão sendo recuperados na Rodoviária Velha (Sete Portas). No Comércio (Rua Frederico Pontes), outros 35 apartamentos também estão sendo recuperados para a mesma finalidade.
Em nota oficial, a Conder garante que a Via Expressa irá desafogar o trânsito com seus 4,2 km de pista. Seu objetivo é ser alternativa ao transporte de cargas que hoje sobrecarrega as avenidas San Martin, Bonocô e Suburbana, além da criação de novas opções para os 62 mil veículos que vão utilizar as novas faixas da via. Outra vantagem apontada é a criação de um novo acesso à Cidade Baixa com a utilização de túneis, passarelas, viadutos e ciclovias.

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