quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ES terá túnel de Vitória a Vila Velha

22/12/2010 - Webtranspo

Edital do projeto foi lançado nesta semana

O governo do Espírito Santo lançou nesta semana o edital para elaboração do projeto do túnel que ligará as cidades de Vitória e Vila Velha. A elaboração do plano inicial de engenharia tem prazo aproximado de um ano após a contratação da empresa.

A ligação necessariamente implica a transposição sobre a baía de Vitória e envolve diretamente o tráfego de embarcações. O Paulo Hartung, governador do Estado, lembrou que os estudos indicaram a necessidade de fazer uma nova ligação entre Vitória e Vila Velha e que a alternativa mais viável foi o túnel.

“Essa obra está inserida em um conjunto de intervenções viárias que têm o objetivo de melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana de Vitória. Agora, estamos dando mais um passo para a concretização dessa obra, que é a publicação do edital para a contratação da empresa que ficará responsável pela elaboração do projeto executivo”, afirmou.

A concepção de túnel subaquático é mais vantajosa porque é um conceito limpo, que não impacta a rotina das duas cidades onde será implantado (Vitória e Vila Velha), nem a rotina da navegação na baía de Vitória.

BNDES aprova empréstimo-ponte de R$ 1 bilhão para usina de Belo Monte

22/12/2010 - BNDES

O BNDES aprovou empréstimo-ponte no valor de R$ 1,087 bilhão à Norte Energia S.A. (Nesa) para o projeto de implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, Estado do Pará. Os recursos serão utilizados na compra de materiais e de equipamentos nacionais, além do pagamento de serviços de engenharia e de estudos técnicos para a instalação da usina. O projeto faz parte do programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

O empréstimo-ponte é um adiantamento de recursos a título de pagamento inicial das encomendas para a fabricação de máquinas e equipamentos necessários ao projeto, a fim de garantir o cumprimento do cronograma da obra, estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

A operação para concessão de financiamento de longo prazo, enquadrada na modalidade de project finance, está em análise pelo BNDES e depende da conclusão do processo de licenciamento do projeto. Nenhuma obra civil ou instalação de equipamentos será realizada no local da usina antes da obtenção do devido licenciamento ambiental e da licença de instalação do empreendimento.

Com capacidade instalada de 11.233 MW, a UHE Belo Monte será a terceira maior do mundo, atrás da chinesa Três Gargantas, com 22,5 mil MW, e da binacional Itaipu, com 14 mil MW. A usina permitirá a ampliação da oferta de eletricidade, necessária para o crescimento e desenvolvimento econômico do País, contribuindo para a segurança energética. 

A primeira unidade geradora da Hidrelétrica de Belo Monte deverá entrar em operação comercial em fevereiro de 2015. Diferentemente de diversas usinas de grande porte, Belo Monte operará a “fio d’água”, ou seja, sem reservatório de acumulação.

A Norte Energia venceu, em abril deste ano, o leilão de geração promovido pela Aneel para a construção, operação e manutenção da Usina de Belo Monte. A operação e manutenção do empreendimento será realizada pela Eletronorte.

Durante as obras de construção, o projeto deverá gerar 18,7 mil empregos diretos e 23 mil empregos indiretos. A fim de atender de forma adequada a esse novo contingente populacional, será implementado o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS), voltado à promoção do desenvolvimento da região, com foco na melhoria da qualidade de vida da população local. O PDRS se desenvolve no âmbito de uma parceria entre o Governo Federal e o governo do Estado do Pará e é um instrumento para a descentralização das políticas públicas na região.

Senado aprova criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo

22/12/2010 - Portal 2014

Projeto regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista

O Senado aprovou ontem (21/12), o projeto de lei da Câmara PLC 190/10, que cria o CAU, Conselho Nacional de Arquitetura, e os conselhos estaduais específicos. O projeto, que regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista, segue agora para sanção do presidente da República.

O PLC 190/10 substitui a legislação atual e permite que os arquitetos tenham regulamentação própria, desvinculada de engenheiros e agrônomos. O projeto dispõe que entre as tarefas dos arquitetos estão a direção de obras e a elaboração de orçamentos, seja no campo da arquitetura, do planejamento urbano e da arquitetura de interiores, entre outros.

Para exercer a profissão, o arquiteto e urbanista, além de ser graduado na área, deverá ter o registro profissional no CAU de seu estado, que permitirá sua atuação em todo o território nacional. Empresas de arquitetura e urbanismo também deverão registrar-se no CAU.

Para saber mais, acesse www.cau.org.br


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Niemeyer entrega projeto de aquário em Búzios

20/12/2010 - Paulo Roberto Araújo

Oscar Niemeyer apresenta projeto do aquário ao prefeito Mirinho Braga/ Foto: Sergio Quissak/Divulgação

RIO - Aos 103 anos, completados na sexta-feira, Oscar Niemeyer não sossega. Ele entregou na segunda-feira o projeto do aquário de Búzios, que será o primeiro sob a água do mar, dando ao visitante a impressão de estar no fundo do oceano. O aquário, cujo projeto foi antecipado pela coluna Gente Boa, do GLOBO, fará parte de um complexo que inclui uma universidade de oceanografia e um centro de pesquisas marinhas. A obra será financiada pela iniciativa priva.

- Quando surgiu a ideia do aquário, logo pensei que o faria em pleno mar. Uma ideia que nunca vi proposta por nenhum arquiteto, o que conferiria a meu trabalho maior importância. Projetei uma cúpula de 40 metros de diâmetro. Nos primeiros croquis, a cúpula pareceu uma solução espetacular. Mas, pouco a pouco, quando desenhei a entrada do aquário, a cúpula começou a parecer um peixe, o que não era a minha intenção inicial - contou o arquiteto, que entregou o projeto ao prefeito de Búzios, Mirinho Braga.

Segundo Niemeyer, o projeto leva o visitante a um grande hall, cercado de um enorme aquário, o que lhes daria a impressão de estar no fundo do mar:

- O passeio não chegaria ao fim. E, caminhando pela rampa que circunda todo o aquário, eles terminariam esse passeio que nunca mais iriam esquecer.

A ideia de construção do aquário foi do neto de Niemeyer, o arquiteto Caíque Niemeyer, frequentador assíduo de Búzios. Para ele, o projeto fará com que a cidade deixe de ter as praias como único atrativo. O prefeito da cidade concorda e explica que precisava ter o projeto final em mão para definir o local mais apropriado para a construção:

- O aquário será um diferencial no turismo de Búzios, que atrai turistas de todo o mundo. A iniciativa privada já demonstrou interesse em financiar o projeto.

O arquiteto e urbanista Maurício Pinheiro disse que os aquários são grandes atrativos turísticos no exterior e que o de Búzios será diferente de todos:

- Não há no mundo uma diversidade marinha como a brasileira. Além disso, Niemeyer faz parte da história da arquitetura do Brasil e do mundo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sedes da Copa ainda enfrentam obstáculos para tocar obra dos estádios

17/12/2010 - Portal 2014

Um ano e sete meses após o anúncio das sedes, Portal 2014 divulga balanço das obras

Dunas: ao lado do "Itaquerão", a grande incógnita da Copa (crédito: Populous/Divulgação)

Agora em dezembro, completa um ano e sete meses desde o anúncio das cidades-sede da Copa de 2014. E apesar do tempo que tiveram para se organizar, parte delas ainda enfrenta obstáculos para levar adiante as obras dos estádios do Mundial.

Seja por falta de planejamento, seja por paralisações judiciais, a realidade é que o otimismo que marcou a indicação para a Copa recebeu um verdadeiro balde de água fria. A recente declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o maior problema são os aeroportos e a capacidade hoteleira não condiz com os desafios da preparação brasileira.

Até o momento, oito sedes tocam os projetos das arenas sem entraves: Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Brasília e Manaus também já começaram as obras. No entanto, os governos do Distrito Federal e do Amazonas ainda lutam com o Ministério Público para liberar a verba dos estádios. 

No caso da Arena Amazônia, há indício de sobrepreço em mais de 80 itens do edital. Após ter concedido o empréstimo, o próprio BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) suspendeu os pagamentos a pedido da Controladoria Geral da União, que exige uma correção de rota do governo amazonense.

O banco, aliás, aprovou financiamento para apenas um terço das arenas. Os governos de Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Ceará foram os únicos a assinar o contrato. O que não significa, necessariamente, agilidade. 

A reforma do Castelão, em Fortaleza, foi a penúltima a ser licitada e deve começar apenas em março. Curitiba prevê obras em junho. E só nesta semana Recife recebeu a última licença para erguer a Arena Pernambuco.

A demora só não é maior que a de Natal. A concorrência aberta em novembro para a construção do Estádio das Dunas terminou sem interessados. Com isso, o COL/2014 (Comitê Organizador Local) teve que estender o prazo dos natalenses, que tentarão fechar o contrato em março.

Tranquilo
O COL e a própria Fifa parecem fazer vistas grossas ao atraso dos estádios brasileiros. Neste ano, as cidades-sede estouraram nada menos que três “prazos-limites” da entidade, o primeiro deles em janeiro. 

Mesmo assim, a preocupação do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, parece ter um único foco: aeroportos. Citando a Copa de 2010, o francês disse estar tranquilo. "Um estádio demora 24 meses para ser construído. Estamos acostumados com a África do Sul." 

Nenhum dos 10 estádios do Mundial sul-africano, porém, foi inaugurado em menos de 33 meses, como mostra reportagem do Portal 2014 (confira). E como faltam dois anos e meio para a Copa das Confederações, evento que testa a infraestrutura do Mundial, boa parte das capitais pode dar adeus às pretensões de receber alguma partida da competição.

Abertura
Além dos impasses para o início das obras dos estádios, a definição da sede de abertura foi outra novela que marcou o ano de 2010. Em outubro, o presidente do COL, Ricardo Teixeira, parecia ter finalmente batido o martelo por São Paulo e o estádio do Corinthians. Mas, no mês seguinte, Blatter o desautorizou.

Além disso, muitos criticam o zelo com que o COL analisou os cinco projetos do Morumbi, finalmente vetado, comparando-o com a rapidez com que aprovou a arena corintiana. No segundo caso, não há projeto concluído nem garantia financeira para um terço da obra. Dutos da Petrobras e questionamentos judiciais acerca do terreno também ameaçam dificultar a construção.

BELO HORIZONTE
As obras do Mineirão começaram em janeiro e a segunda etapa deve terminar neste mês. No próximo ano começam as intervenções complexas, como construção da esplanada no entorno e das novas arquibancadas. 

BRASÍLIA
A demolição do antigo Mané Garrincha já terminou e a obra passa para o estágio de fundações. O governo distrital aguarda a Fifa anunciar oficialmente a sede de abertura para definir se o novo estádio terá 40 mil ou 72 mil lugares. Além disso, o Ministério Público distrital recomendou a suspensão de repasses e a rescisão do contrato com o consórcio. 

CUIABÁ
A construção da Arena Pantanal começou em abril e está na fase de fundações.

CURITIBA
Após meses de impasse, a prefeitura conseguiu aprovar uma lei que garante repasse de R$ 90 milhões ao Atlético-PR por meio de títulos de potencial construtivo. O dinheiro será usado para adequar a Arena da Baixada. O projeto executivo deve estar pronto em janeiro, mas o clube não definiu a construtora nem o cronograma de obras. 

FORTALEZA
O governo cearense assinou nesta segunda a ordem de serviço para o início da obra, colocando fim a paralisação de 10 meses. O Castelão, no entanto, só fecha em março de 2011. Com isso, o tempo para a reforma fica mais curto, já que a Fifa quer os estádios prontos em dezembro de 2012.

MANAUS
Construção começou em março. Em outubro começaram as obras de fundações. O BNDES suspendeu os repasses para a obra a pedido do Ministério Público, que apontou indícios de sobrepreço.

NATAL
Permanece como a sede mais atrasada da Copa. Não houve interessados na concorrência de parceria público-privada aberta em novembro para a construção do Estádio das Dunas. Depois de negociar extensão de prazo com o COL, o governo do Rio Grande do Norte recebeu ultimato e terá que lançar nova concorrência até o dia 31. 

PORTO ALEGRE
A instalação de estacas para sustentar a cobertura do Beira-Rio começou em agosto. Nesta semana, teve início a demolição da arquibancada inferior, que será feita em quatro etapas. O Internacional convenceu a Fifa de que é desnecessário rebaixar o campo, intervenção que aumentaria o custo da obra, atualmente em R$ 155 milhões.

RECIFE
A terraplanagem do terreno da Arena Pernambuco começou apenas em novembro, seis meses depois da assinatura do contrato. A licença de instalação que autoriza a construção do estádio foi liberada nesta semana. 

RIO DE JANEIRO
As obras no Maracanã começaram em março com sondagens. A demolição do anel inferior terminou, e o consórcio segue agora para o desmonte do anel superior e a construção de lajes que darão suporte à estrutura interna.

SALVADOR
A antiga Fonte Nova foi implodida em agosto. Neste momento, os operários trabalham na remoção de entulhos e terraplanagem do terreno, que deve terminar em fevereiro. 

SÃO PAULO
O estádio do Corinthians ganhou a indicação do COL para receber a abertura da Copa, mas não recebeu apoio oficial da Fifa. O início das obras está previsto apenas para março. No entanto, ainda falta resolver ao menos duas pendências. A principal delas é quanto ao financiamento. O clube precisa captar R$ 200 milhões para ampliar a arena para 65 mil pessoas (capacidade mínima para a abertura). Por enquanto, há garantia de apenas R$ 350 milhões da Odebrecht. Outro entrave é quem bancará a remoção ou desvio dos tubos da Petrobras que passam pelo terreno do estádio.

*COLABORARAM: Alexandre de Santi, Daniela Martins, Dimas Rodrigues, Gabriela Ribeiro, George Fernandes, Igor Costoli, Jackeline Farah, Karlo Dias, Rafael Massimino, Simone Sousa, Thompson Neto, Vanessa Cristani

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Iphan tomba Centro Histórico de Natal (RN)

13/12/2010 - Panrotas

NATAL - O Centro Histórico de Natal acaba de ser decretado, oficialmente, Patrimônio Cultural do Brasil. A proposta de tombamento foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

Segundo o Iphan, grande parte da história social, econômica, política e urbana de Natal pode ser contada a partir do centro histórico, que mescla uma malha urbana colonial com um conjunto arquitetônico eclético.

Apesar das intervenções contemporâneas ao longo dos anos, a área que deu início à cidade ainda conserva conjuntos de edifícios e bairros com suficiente representatividade histórica, justificando sua preservação como patrimônio cultural brasileiro.

Um dos aspectos mais determinantes é a preservação do traçado das ruas do Centro Histórico, que ao longo das décadas não foi alterado. Com o tombamento, o Centro Histórico de Natal, que possuiu cerca de 500 imóveis, será resguardado pela fiscalização do Ministério da Cultura.

O conselho que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.

Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entre outras.