sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Anápolis: Prefeitura inaugura primeiro viaduto no Centro

29/12/2011 - Prefeitura de Anápolis


A Prefeitura de Anápolis inaugurou nesta quinta-feira, 29, o primeiro viaduto construído no centro da cidade, localizado entre as avenidas Universitária, Presidente Kennedy e Contorno. Milhares de pessoas compareceram ao evento que contou com a participação da Orquestra Jovem de Anápolis e benção ecumênica na entrega da obra. Em seguida, foi realizada uma apresentação da dupla de humor Nilton Pinto e Tom Carvalho e um grande show com Israel & Rodolffo.

Estiveram presentes na inauguração o prefeito Antônio Gomide; a primeira dama Ana Cláudia Dezzen; o vice-prefeito João Gomes; o presidente da Câmara Municipal, Amilton Batista; os vereadores João Feitosa, Pedro Mariano, Luiz Lacerda, Gina Tronconi, Sírio Miguel, Assef Naben, Wesley Silva, Domingos Paula e Dinamélia Rabelo; o bispo Dom João Wilk; o presidente do Conselho de Pastores, Leordino Lopes; os ex-prefeitos Eurípedes Junqueira e Olímpio Ferreira Sobrinho; o superintendente da Academia Estadual de Segurança Pública, coronel Raimundo Nonato; o comandante do 4º BPM, tenente coronel Paulo Inácio; o delegado regional, Luiz Teixeira; o presidente da CDL, Reinaldo Del Fiaco; o presidente do SICMA, Álvaro Dantas Maia; diretores da Construmil - Trade Construtora; secretários municipais; entre outras autoridades.

As obras do primeiro viaduto foram concluídas antes do previsto, superando as expectativas. A ordem de serviço foi assinada com prazo de até um ano para ser entregue, mas o serviço terminou em nove meses. O viaduto tem extensão de 313 m² e 15 metros de largura. Mais de 650 m³ de concreto, 1.200 perfis metálicos e 16 mil quilos de ferro foram utilizados no empreendimento. Foi feita ainda uma base de 80 cm em brita, piso drenante e a iluminação mais moderna, toda em led.

O primeiro viaduto no centro da cidade liga um dos trechos de maior movimento, dando acesso facilitado às avenidas Universitária, Presidente Kennedy e Contorno, garantindo mais fluidez ao trânsito e segurança e comodidade aos condutores. Um levantamento estatístico feito pela Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) apontou que, naquele trecho, passam por dia uma média de 15 mil veículos.

Essa obra é mais uma demonstração de que a Prefeitura de Anápolis trabalha de forma planejada e com foco no desenvolvimento da cidade, priorizando a infraestrutura urbana que necessita de investimentos cada vez maiores, devido ao crescimento acelerado do município. O investimento é oriundo do tesouro municipal e a construtora responsável foi a Construmil- TradeConstrutora.

Desenvolvimento

Manuel Marques de Souza mora em Anápolis desde 1964 e declarou que nunca tinha acompanhado a inauguração de um benefício tão importante. “Fico feliz de poder acompanhar esse desenvolvimento de Anápolis. Essa região precisava desse viaduto”, comentou. Djalma Moraes, que mora há 30 anos na cidade disse que agora o trânsito irá melhorar. “Nos últimos anos o número de veículos aumentou e com isso os riscos de acidente. Agora teremos mais segurança”, observou.

Eurípedes Junqueira, ex-prefeito de Anápolis, parabenizou a equipe de trabalho da atual gestão pelo grande presente que as famílias de Anápolis receberam. “Tive o privilégio de construir durante a minha gestão a Avenida Presidente Kennedy e não imaginava que um dia estaria na inauguração de uma construção tão ousada feita em tempo recorde. Essa administração entrega mais um cartão postal da cidade. A inauguração desse viaduto ficará marcada na memória de Anápolis como um grande acontecimento”, exclamou.

O também ex-prefeito, Olímpio Ferreira Sobrinho, disse que o bom trabalho transforma a cidade na melhor do País. “Nossas famílias ganham esse presente. Nesse momento esquecemos as diferença porque todos devemos comemorar o crescimento da cidade. São dias de glória”, comentou.

O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Amilton Batista, ressaltou que a entrega do benefício é uma preocupação da administração pública em atender as necessidades do cidadão. “As pessoas podem ver seus impostos devolvidos em melhorias”, falou.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Clodoveu Reis, o viaduto foi a solução rápida que a administração municipal encontrou para o trânsito de Anápolis. “Precisava dessa atenção nessa região porque nos horários de pico causava muitos transtornos. Essa é uma obra grandiosa que atende a necessidade das pessoas que trafegam pelo local. Estamos levando essa melhoria para dar mais fluidez na mobilidade da cidade”, disse.

O prefeito Antônio Gomide ressaltou que a cidade pode comemorar a entrega de mais uma importante obra. “Nesses três anos de trabalho mostramos que é possível fazer pelas pessoas. É uma oportunidade única poder trabalhar nessa cidade atendendo a população e suprindo suas necessidades. Entregamos uma grande obra que irá melhorar o trânsito da cidade. Esse foi um planejamento para que Anápolis continue crescendo, mas oferecendo qualidade de vida aos que moram aqui”, avaliou.

Primeiro shopping do Acre muda cenário em Rio Branco às vésperas do Natal

08/12/2011 - O Estado de São Paulo

Via Verde Shopping foi inaugurado há um mês; clientes reclamam por local não ter escada rolante

Vivian Pereira - Reuters

RIO BRANCO - Às vésperas do Natal, os moradores de Rio Branco poderão, pela primeira vez, escolher entre fazer suas compras nas tradicionais lojas de rua ou no conforto de um shopping center. Foi apenas há um mês que o Acre, no ponto extremo do Brasil, ganhou seu primeiro shopping.

Divulgação
Shopping térreo ganhou reclamações por não ter escada rolante

Reflexo do contínuo desenvolvimento econômico de Rio Branco, que reúne quase metade da população do Estado - um dos menos povoados do País -, o Via Verde Shopping recebeu investimentos da ordem de R$ 150 milhões e, ao gerar 2.200 empregos diretos, passou a ser o maior empregador privado do Acre.

O montante investido era o mesmo previsto inicialmente em vendas para o primeiro ano de operação do shopping. A estimativa foi elevada para R$ 200 milhões, após desempenho visto no primeiro mês, quando o público foi de 400 mil pessoas, número bem acima do esperado. Em novembro, o faturamento foi de R$ 10 milhões, montante que deve dobrar no último mês do ano.

"Na rua as lojas são muito espalhadas, aqui tem tudo junto. A gente anda menos sem passar calor", disse o músico Renato Melo, acompanhado da manicure Ivone da Silva, que acrescentou: "É muito bom o conforto e o ar condicionado".

Com 138 lojas e um hipermercado, o Via Verde é um shopping térreo em uma área de 120 mil metros quadrados em uma localidade ainda pouco explorada da capital acreana, cercada de vegetação e terrenos disponíveis.

O Estado espera um aumento significativo na arrecadação fiscal graças ao shopping, que deve ter todas as lojas em operação em janeiro. "As condições econômicas do Acre ganharam fôlego na última década. Com o shopping, a economia do Estado está integrada pela primeira vez", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio do Acre, Edvaldo Magalhães (PCdoB). 

Escada rolante. Somada às questões envolvendo o preço por produtos e serviços, os comentários sobre o formato do primeiro shopping local ganharam proporções além do esperado. Tudo porque o Via Verde não possui escadas rolantes.

"Optamos pelo shopping térreo pelo custo operacional de construção e manutenção. Mas, na cabeça do consumidor, shopping tem que ter escada rolante", reconheceu Regini, da Landis.

O departamento de marketing do shopping administra diariamente reclamações e críticas envolvendo a ausência de escadas rolantes no local.

Outra discussão polêmica envolve a apresentação do Via Verde como primeiro shopping do Acre. Para muitos, o Mira Shopping, criado no final da década dos anos 1990 por uma família de empreendedores locais, no centro de Rio Branco, deveria ser considerado o precursor.

No formato de galeria, o Mira não conseguiu atrair lojas-âncora, o que foi apontado como motivo para seu fracasso.

"O Mira Shopping tinha escada rolante... Era shopping mesmo. (O Via Verde) é um galpão cheio de lojas. Esperava algo melhor, no padrão de outros Estados", reclamou o gerente de uma loja de CDs e DVDs numa das ruas de comércio popular de Rio Branco.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Brasil terá 113 novos shoppings até 2014

26/12/2011 - O Estado de São Paulo, Marcia de Chiara

Segundo a Alshop, novos empreendimentos vão consumir pelo menos R$ 5 bilhões em investimentos

SÃO PAULO - Levantamento feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) indica que há em construção no País 113 shoppings. Eles devem entrar em funcionamento até meados de 2014. A maioria dos empreendimentos está no Sudeste (60%) e no Nordeste (14%).

"O fato de o Nordeste aparecer como a segunda região do País que vai sediar novos shoppings foi uma surpresa boa", afirma o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, fazendo menção ao processo de descentralização do crescimento econômico pelo qual o Brasil está passando.

Sahyoun conta que os prefeitos de cidades com mais de 100 mil habitantes se esforçam para ter um shopping em seu o município, a fim de não perder arrecadação para a cidade mais próxima que tenha algum shopping.

Os investimentos previstos nesses novos empreendimentos deverão passar de R$ 5 bilhões, segundo informações coletadas com as empresas empreendedoras dos projetos e administradoras de shoppings.

Financiamento. O presidente da Alshop observa que recursos para bancar a expansão do setor não faltam. No passado, diz ele, o funding para os investimentos em shoppings vinham apenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agora existem novas fontes de financiamento, como os bancos de investimento, linhas de crédito de bancos comerciais, além dos recursos arrecadados no mercado pelos próprios empreendedores de shoppings com a abertura de capital dessas empresas. Desde 2007 até agora, os empreendedores arrecadaram mais de R$ 7 bilhões com a venda de ações no mercado de capitais.

Na avaliação do presidente da Alshop, o interesse de investidores estrangeiros, da Europa e dos Estados Unidos pelo segmento de shoppings no Brasil continua forte. "O Brasil tem um potencial extraordinário."

Com esses novos shoppings, 20,3 mil novas lojas serão inauguradas nos próximos dois anos e meio. Atualmente, existem em funcionamento no País 802 shopping centers, 36 a mais do que no ano passado. Esses empreendimentos reúnem 107.148 lojas e empregam 1,150 milhão trabalhadores.

"O Brasil é o oitavo país em número de shoppings", observa Sahyoun. Este ano, pela primeira vez, o faturamento do setor de shoppings vai passar de R$ 100 bilhões. Em números exatos são R$ 104,1 bilhões. Mais de 90 segmentos, de faculdade a laboratórios médicos, estão dentro de shoppings.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Manaus inaugura hoje 1ª etapa da Nova Ponta Negra

23/12/2011 - Panrotas

Manaus, a capital do Amazonas, vai ganhar hoje à noite a primeira fase do projeto de revitalização de um dos cartões-postais da cidade – a praia de Ponta Negra. A cerimônia começa às 19h e será liderada pelo prefeito Amazonino Mendes.

Nesta primeira etapa, os recursos para execução da obra são da ordem de R$ 29 milhões. A verba para a reforma é de um convênio com o Ministério do Turismo.

“Sem reforma há mais de 18 anos, desde que havia sido inaugurada por Amazonino Mendes em 1993, a Ponta Negra foi totalmente reformulada. A concepção atual é contemplativa; isto significa que, agora, quem for a esse espaço terá uma visão de frente para o rio Negro, valorizando uma das paisagens mais bonitas de Manaus”, explica a prefeitura por meio de uma nota.

A primeira fase da modernização contempla as seguintes melhorias: um novo calçadão todo em pedras portuguesas com 670 metros lineares de extensão, três mirantes da Praça da Marinha, anfiteatro, escadaria, passarela, praça na Rotatória com chafariz e espelho d´água, com uma fonte que funciona com música e iluminação em Led, estacionamentos e jardins, entre outras intervenções.

Além disso, foram realizadas todas as melhorias de infraestrutura, como rede de esgoto, elétrica, hidráulica e projeto de iluminação cênica dos jardins e de todo calçadão, valorizando a nova arquitetura do local.

Um aterro hidráulico foi realizado para possibilitar a perenidade de um trecho da praia, que vai proporcionar que os amazonenses tenham praia o ano inteiro. Para que isso fosse possível, estão sendo utilizados quase um milhão de metros cúbicos de areia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Criciúma


Cartão Postal

Cidade de Goiás comemora 10 anos do título de Patrimônio Histórico Mundial

11/12/2011 - Correio Braziliense

Renato Alves

A cidade de Goiás está em festa. O município de 25 mil habitantes, distante 270km de Brasília e também conhecido como Goiás Velho, comemora 10 anos do título de Patrimônio Histórico e Cultural Mundial, concedido pela Unesco, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Em função da data, construções centenárias passaram por restauração ao longo de 2011 e uma série de eventos começa na noite da próxima quarta-feira.

Fundada em 1727 pelo filho do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, Goiás Velho conserva o cenário de quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. Quase todas as residências do município mantêm as paredes feitas de barro. As ruas são pavimentadas com pedras, como há três séculos. A cidade ainda teve fundamental importância para os integrantes da Missão Cruls, o primeiro grupo de cientistas a explorar as terras que formariam o Distrito Federal.

O casario de Goiás Velho é diferenciado e mantém o estilo que justifica o status de tombamento local

Nenhuma outra cidade goiana tem a memória tão preservada em museus e igrejas como Goiás Velho. Nesse quesito, supera e muito Pirenópolis, xodó dos brasilienses. Os edifícios seculares de Goiás Velho guardam algumas das mais antigas relíquias do estado do qual o município foi a primeira capital. Dos templos religiosos, destaca-se a Catedral de Sant’Ana, cuja fachada ostenta as três fases da sua construção, do início, no século 18, até o fim da recuperação, em 1997.

Já a Igreja de Nossa Senhora do Rosário chama a atenção pela bela torre e a sua história. Conhecida como antiga Igreja dos Pretos, foi demolida e reconstruída em estilo neogótico em 1934 pelos frades dominicanos oriundos da França. No seu interior, encontram-se afrescos elaborados por Nazareno Confaloni na segunda metade do século 20, percursor do modernismo no estado de Goiás e fundador da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás.

Alguns dos templos passaram por restauração em 2011 por causa dos 10 anos do título da Unesco. “Recuperamos a Igreja São Francisco de Paula, o Colégio Santana e refizemos a ponte do Carmo, que liga os bairros de Santana e do Carmo. Também realizamos ações como descentralização de recursos para encontro de corais, de violeiros e concerto de piano”, conta a superintendente do Instituto do Patrimônio (Iphan) em Goiás, Salma Saddi.

Arte e sabores
Além da arquitetura colonial, Goiás Velho é terra de arte e de artistas. A poeta Cora Coralina, que morreu em 1985, aos 95 anos, é sua mais célebre representante. A memória dela está preservada na casa onde nasceu e morou. O imóvel está como Cora o deixou, com seus móveis, roupas e objetos pessoais. Na cozinha, ficaram os utensílios usados por ela para fazer doces cristalizados.

Cora também era doceira de mão cheia, e descreveu como ninguém a riqueza da culinária goiana em detalhes de dar água na boca. Generosa, passou adiante as receitas de seus doces cristalizados, que continuam a fazer o maior sucesso em prendadas mãos conterrâneas. Nas varandas de casas e em pequenas lojas de Goiás Velho, podem ser provados e adquiridos limõezinhos-galegos recheados com doce de leite, os doces de figo e de mamão maduro, passas de caju e compotas.

A primeira capital do estado em que está inserido o DF também preserva outras delícias da culinária goiana, muito parecida com a mineira. No café, por exemplo, não falta pão de queijo. São inúmeras as pamonharias e os diferentes sabores de pamonhas em Goiás Velho. A mais exótica é a à moda, com recheio de linguiça, queijo e pimenta. Também há típicos e simples restaurantes para saborear o arroz com pequi ou guariroba. .
 
 
O que visitar

Museus
» Casa de Cora Coralina
Casa onde nasceu e morreu a poetisa Cora Coralina. Guarda seus móveis, roupas e objetos pessoais.
» Museu das Bandeiras
Funciona na antiga Casa de Câmara e Cadeia. Tem acervo com peças e mobiliário do século 18.
» Palácio Conde dos Arcos
Tem acervo com obras do século 18, utensílios domésticos, pertences, artes decorativas e mobiliário dos antigos governantes goianos.
» Museu de Arte Sacra da Igreja da Boa Morte
Guarda o maior acervo do escultor barroco Veiga Vale, nascido em Pirenópolis, reunindo mais de 100 peças e coleções de prataria.

Igrejas
» Catedral de Sant’Ana
Localizada na Praça do Coreto, é um edifício feito de adobe e recém-restaurado.
» Igreja Nossa Senhora da Abadia
Capela do século 18, tem afrescos no teto.
» Igreja de Santa Bárbara
Apresenta retratos de compositores goianos do século 19 feitos pelo artista Amaury Meneses
» Convento dos Padres Dominicanos
Edifício do século 19 que guarda uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, trazida por religiosos franceses.


Programação
» Dia 13
20h — Cantata natalina, abertura do projeto Goiás-Cidade Presépio. Local: Igreja do Rosário

» Dia 14
6h30 — Alvorada Festiva
8h — Café Cultural. Local: Praça do Coreto
10h — Abertura da exposição Olhar para Serra Dourada, do fotógrafo João Caetano. Local: Palácio Conde dos Arcos
16h — Tarde cultural, manifestação da cultura afro. Local: Praça do Coreto
19h30 — Apresentação da peça teatral Histórias e estórias de Vila Boa. Local: Centro Histórico
20h30 — Show Canto da Gente, com artistas locais. Local: Teatro São Joaquim
23h — Serenata pelas ruas da cidade. Local: Centro Histórico

» Dia 17
20h — Cantata natalina pelas ruas da cidade. Saída da Praça do Chafariz

» Dia 30
20h30 — Show da Integração Goiás, patrimônio do mundo e de todos nós. Local: Praça de Eventos

» Dia 31
20h30 — Show da Virada, Ano-novo da paz e do amor por Goiás. Local: Praça de Eventos
24h — Show pirotécnico

Memória
Em busca do ouro
Descobertas as Minas Gerais de um lado e as minas de Cuiabá de outro, no século 17, uma ideia renascentista (a de que os filões de metais preciosos se dispunham de forma paralela em relação à Linha do Equador) iria alimentar a hipótese de que, entre esses dois pontos, também haveria do mesmo ouro. Assim, foram intensificadas as investidas bandeirantes, principalmente paulistas, em território goiano, que culminariam tanto com a descoberta quanto com a apropriação das minas de ouro dos índios goiases, que seriam extintos dali mais rapidamente que o próprio metal.

Onde habitava a nação Goiá, Bartolomeu Bueno da Silva fundaria, em 1727, o Arraial de Sant'Anna. Em 1736, o local seria elevado à condição de vila administrativa, com o nome de Vila Boa de Goyaz (ortografia arcaica). Na época, ainda pertencia à Capitania de São Paulo. Em 1748, foi criada a Capitania de Goiás. Com o esgotamento do ouro, no fim do século 18, Vila Boa perdeu dinheiro, prestígio e teve sua população reduzida. Deixou de ser capital do estado em 1937, quando se deu a transferência para a recém-fundada Goiânia.
 
Cidade readaptada
Antes de receber o cobiçado título da Unesco, Goiás Velho tinha uma infraestrutura típica de cidade do interior. Era muito carente em todas as áreas. Para pleitear o prêmio de Patrimônio da Humanidade, o governo goiano pediu dinheiro emprestado ao Banco Mundial (Bird). Em obras, somente em 2001, gastaram-se R$ 40 milhões. Além de uma nova rede de esgoto, foram instaladas fiações elétricas subterrâneas.

Mas quase tudo se perdeu após a chuva que destruiu parte da cidade, na passagem de 2001 para 2002. Mais de 20% dos imóveis tombados foram atingidos pela enchente. Entre eles, a casa onde viveu a poetisa Cora Coralina, transformada em museu. Porém, em boa parte graças ao esforço dos moradores, hoje tudo está recuperado. Mais casarões foram restaurados do que havia em 2001. E mais pousadas abriram para receber os turistas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Primeiro shopping muda cenário econômico do Acre

08/12/2011

VIVIAN PEREIRA - REUTERS

Às vésperas do Natal, os moradores de Rio Branco poderão, pela primeira vez, escolher entre fazer suas compras nas tradicionais lojas de rua ou no conforto de um shopping center. Foi apenas há um mês que o Acre, no ponto extremo do Brasil, ganhou seu primeiro shopping.

Reflexo do contínuo desenvolvimento econômico de Rio Branco, que reúne quase metade da população do Estado -um dos menos povoados do país-, o Via Verde Shopping recebeu investimentos da ordem de 150 milhões de reais e, ao gerar 2.200 empregos diretos, passou a ser o maior empregador privado do Acre.

O montante investido era o mesmo previsto inicialmente em vendas para o primeiro ano de operação do shopping. A estimativa foi elevada para 200 milhões de reais, após desempenho visto no primeiro mês, quando o público foi de 400 mil pessoas, número bem acima do esperado. Em novembro, o faturamento foi de 10 milhões de reais, montante que deve dobrar no último mês do ano.

"Na rua as lojas são muito espalhadas, aqui tem tudo junto. A gente anda menos sem passar calor", disse o músico Renato Melo, acompanhado da manicure Ivone da Silva, que acrescentou: "é muito bom o conforto e o ar condicionado".

Com 138 lojas e um hipermercado, o Via Verde é um shopping térreo em uma área de 120 mil metros quadrados em uma localidade ainda pouco explorada da capital acreana, cercada de vegetação e terrenos disponíveis.

O Estado espera um aumento significativo na arrecadação fiscal graças ao shopping, que deve ter todas as lojas em operação em janeiro.

"As condições econômicas do Acre ganharam fôlego na última década. Com o shopping, a economia do Estado está integrada pela primeira vez", disse à Reuters o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio do Acre, Edvaldo Magalhães (PCdoB).

VETOR DE CRESCIMENTO

O governo estadual e a prefeitura da capital se encarregaram de criar a infraestrutura no entorno do empreendimento. O local não tinha, por exemplo, rede de esgoto.

Agora, a área do Via Verde pode se tornar o vetor de crescimento de Rio Branco. O Carrefour, por exemplo, instalará sua primeira loja no Acre (sob a bandeira Atacadão) em um terreno que acabou de adquirir naquela região. O governo estadual, por sua vez, está levando alguns dos prédios de órgãos públicos para as redondezas do shopping.

"Além de garantir uma opção a mais para os consumidores, (o shopping) puxou outros serviços e ocupou o espaço da carência de lazer na cidade", acrescentou o secretário.

A carioca Landis Shopping Centers, operadora responsável pela construção e administração do Via Verde, começou a "olhar" o Acre há cerca de seis anos. Rio Branco era uma das potenciais cidades para abrigar o primeiro empreendimento do grupo na região Norte.

Não fosse a crise econômica mundial em 2008, que travou os investimentos e projetos de forma generalizada, o Acre teria recebido seu primeiro shopping dois anos antes.

"Além da demanda, um fator preponderante para instalar um shopping é ter investidores dispostos a apostar nesses mercados", disse o presidente da Landis, Dorival Regini. "Há dez anos, ninguém queria investir em imóvel, que era sinônimo de baixo retorno. Com mais disponibilidade de recursos, os investidores passaram a buscar mais oportunidades."

A Landis tem como sócios no Via Verde a gestora de fundos Prosperitas, a consultoria e gestora de recursos Bicar e a empresa do segmento imobiliário LGR.

MUDANÇA DE HÁBITO

O shopping pode ser responsável por uma mudança radical no comportamento do consumidor, que costumava ir às compras em Cobija, na Bolívia, fronteira com a cidade acreana de Brasileia, em busca de eletrônicos, roupas e brinquedos mais baratos por praticamente não haver incidência de impostos.

Nos corredores do shopping de fachada e decoração simples, é mais comum encontrar pessoas fotografando umas às outras do que carregando sacolas de compras.

"A população não tem hábito de comprar em shoppings, e isso não muda da noite para o dia. O consumo em shoppings vai sendo incorporado à cultura do local, mas leva tempo", afirmou o presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo da FIA, Cláudio Felisoni.

Segundo a operadora do shopping, uma das reclamações mais frequentes envolve a cobrança de 3 reais pelo uso do estacionamento por um período de 3 horas. O Via Verde possui 1.169 vagas de estacionamento descoberto.

E o preço dos produtos ainda parece afugentar os consumidores, que elegeram o shopping como um ponto de encontro e espaço de lazer seguro e agradável na cidade onde os termômetros chegam a marcar 42 graus durante o dia.

"Estava precisando de um shopping, mas ainda falta muita coisa. Achei mais caro, em outros Estados é mais barato", disse a enfermeira Ana Araújo.

O "MITO" DA ESCADA ROLANTE

Somada às questões envolvendo o preço por produtos e serviços, os comentários sobre o formato do primeiro shopping local ganharam proporções além do esperado. Tudo porque o Via Verde não possui escadas rolantes.

"Optamos pelo shopping térreo pelo custo operacional de construção e manutenção. Mas, na cabeça do consumidor, shopping tem que ter escada rolante", reconheceu Regini, da Landis.

O departamento de marketing do shopping administra diariamente reclamações e críticas envolvendo a ausência de escadas rolantes no local.

Outra discussão polêmica envolve a apresentação do Via Verde como primeiro shopping do Acre. Para muitos, o Mira Shopping, criado no final da década dos anos 1990 por uma família de empreendedores locais, no centro de Rio Branco, deveria ser considerado o precursor.

No formato de galeria, o Mira não conseguiu atrair lojas-âncora, o que foi apontado como motivo para seu fracasso.

"O Mira Shopping tinha escada rolante... Era shopping mesmo. (O Via Verde) é um galpão cheio de lojas. Esperava algo melhor, no padrão de outros Estados", reclamou o gerente de uma loja de CDs e DVDs numa das ruas de comércio popular de Rio Branco.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Deputados visitam obras de duplicação de ponte e rodovia Mário Andreazza

29/11/2011 - O Documento

Os deputados estaduais vão conhecer a primeira grande obra da Copa do Mundo de 2014 que trata da Mobilidade Urbana

Liderados pelo presidente da Comissão de Acompanhamento da Copa do Mundo, Sérgio Ricardo (PR) os deputados e o secretário extraordinário da Copa do Mundo, Eder Moraes.
 
Depois de visita as obras da Arena Pantanal, agora será a vez da duplicação da Rodovia Mário Andreazza, inclusive com a duplicação da ponte sobre o Rio Cuiabá, a duplicação da Estrada da Guarita que se tornará uma nova via de acesso ao Aeroporto Marechal Rondon em Várzea Grande com a Capital do Estado. "É uma obra essencial e fundamental para garantir acesso para que está indo de Cuiabá para o interior de Mato Grosso e vice-versa, além de também prever a primeira trincheira que interligará a Mário Andreazza a Arena Multiuso e a Av. Miguel Sutil ou Perimentral, uma das principais vias de desafogamento das ruas e avenidas do centro de Cuiabá", disse o deputado Sérgio Ricardo.
 
O parlamentar republicano reafirmou o compromisso do secretário Eder Moraes de estar toda semana para uma reunião com os deputados estaduais da Comissão de Acompanhamento prestando contas das ações da Secopa e de como anda o cumprimento dos cronogramas de obras e ações relativas a Copa do Mundo. "Tenho convicção de que as coisas agora vão andar, por cobraremos com firmeza o cumprimento das metas", disse Sérgio Ricardo.
 
O secretário Eder Moraes sinalizou que as coisas agora vão ganhar um novo ritmo, pois a fase da burocracia, dos projetos e das negociações está quase concluso. "Ainda temos alguns obstáculos a serem vencidos, mas as obras já estão em andamento e vão ser cumpridas dentro dos prazos previstos", disse o secretário. A visita começa às 14 horas na ponte da Rodovia Mário Andreazza.

domingo, 30 de outubro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

Investimentos para mobilidade nas cidades-sede da Copa devem chegar a R$ 18 bi

22/10/2011 - Agência. Brasil

O PPA prevê investimentos nos próximos quatro anos de R$ 5,4 trilhões

Por Marcos Chagas

Brasília - O relatório preliminar do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2012 a 2015 prevê investimentos de R$ 18 bilhões, nos próximos três anos, para projetos de mobilidade urbana nas cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2014. O valor destinado às políticas de infraestrutura preveem investimentos totais de R$ 1,2 trilhão, segundo o relator Walter Pinheiro (PT-BA), que apresentou parecer hoje (21) à Comissão Mista de Orçamento.

O relatório deverá ser apreciado na comissão na quinta-feira (27). A expectativa do relator é que o parecer final do Plano Plurianual 2012-2015 seja votado pelo Congresso na primeira semana de dezembro.

O senador ressaltou que existe entre os parlamentares a preocupação para que os projetos em obras viárias e de transporte urbano nas cidades-sede sejam elaborados para perdurar e também melhorar o deslocamento do cidadão. “Esses programas não podem ter como finalidade apenas o deslocamento das pessoas durante a copa, mas, sim, facilitar o deslocamento urbano de cada um.”

O PPA prevê investimentos nos próximos quatro anos de R$ 5,4 trilhões. Para facilitar o trabalho e a definição de como e onde esses recursos serão aplicados, Pinheiro dividiu o programas em quatro principais áreas do governo: políticas sociais, políticas de infraestrutura, políticas de desenvolvimento produtivo e ambiental e, por fim, políticas e temas especiais.

Do total de recursos destinados à área social, R$ 1,4 trilhão – 57% do total previsto para as áreas temáticas do PPA – estão previstos para o Programa da Previdência Social. Mais R$ 316,7 bilhões devem ser usados nos próximos quatro anos em programas de aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Para programas de incentivo e geração de trabalho, emprego e renda; o valor previsto chega a R$ 248 bilhões, e a área de Educação deve consumir recursos governamentais da ordem de R$ 197,6 bilhões.

Para infraestrutura, estão previstos 26% dos R$ 5,4 trilhões de investimentos entre 2012 e 2015. Esses valores foram distribuídos, segundo Walter Pinheiro, para os programas de moradias dignas que terá à disposição R$ 389,7 bilhões; petróleo e gás (R$ 227,7 bilhões); energia elétrica, R$ 177,2 bilhões; combustíveis, R$ 122,5 bilhões ; e mais R$ 117,1 bilhões serão investidos em transporte.

Os programas de desenvolvimento produtivo e ambiental receberão 14% dos quatro programas temáticos estabelecidos pelo relator. Pinheiro destacou os recursos que serão repassados para programas de agropecuária sustentável, abastecimento e comercialização chegarão a R$ 211,8 bilhões nos próximos quatro anos. Ele disse também que para ações ligadas ao comércio exterior estão previstos R$ 181,2 bilhões e os programas de desenvolvimento produtivo receberão investimentos da ordem de R$ 101,6 bilhões.

O relator do PPA frisou que as políticas de desenvolvimento produtivo e ambiental têm objetivos bem específicos como ampliar o investimento de 18,4% para 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB); de 44,3% para 45,3% o valor agregado da indústria nacional nos próximos quatro anos e elevar de 30,1% para 31,5% a participação da indústria.

Os investimentos ambientais foram divididos em programas temáticos. Entre eles, os programas de florestas, prevenção e controle do desmatamento e dos incêndios deverão receber R$ 5,8 bilhões. Já R$ 2 bilhões estão previstos em programas relacionados a mudanças climáticas.

Na área de políticas e temas especiais estão previstos recursos de R$ 60,5 bilhões para “a organização do Estado”, especialmente na Política Nacional de Defesa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dilma anuncia investimento de R$ 30 bi em obras de transporte urbano

17/10/2011 - Agência Rio

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (17) investimento de R$ 30 bilhões, pelo governo federal, em obras de mobilidade urbana. Segundo ela, o pacote vai incluir a construção de metrôs, corredores exclusivos para ônibus e veículos leves sobre trilhos (VLT).

“A população passa boa parte de seu tempo se deslocando entre a casa, o trabalho, a escola e outras atividades. Por isso, garantir um transporte público de qualidade, rápido, moderno, seguro e com preços acessíveis significa melhorar a vida de todas as pessoas”, disse.

No programa semanal Café com a Presidente, Dilma lembrou que nas cidades brasileiras onde já há serviços de metrô, o transporte é reconhecido como rápido, moderno, com qualidade e conforto por diversas classes sociais.

Apenas em Curitiba (PR), segundo ela, o metrô será responsável pelo transporte de cerca de 300 mil pessoas todos os dias. Já em Belo Horizonte (MG), de acordo com a presidenta, a ideia é construir 11 terminais de integração de ônibus. A obra deve incluir sete municípios da região metropolitana.

Em Porto Alegre (RS), serão oito corredores. Outra opção de transporte público são os trens urbanos, com previsão de construção em São Leopoldo e Novo Hamburgo, ambos no Rio Grande do Sul, e em outras 21 cidades.

“Cada vez mais brasileiros estão tendo oportunidade de comprar o seu próprio carro. É sinal que a renda da população está melhorando e o país continua crescendo. Comprar seu próprio carro significa também ter um transporte para os dias de lazer, para que você possa passear com a sua família. Mas a solução do transporte nas grandes cidades está no investimento no transporte público de qualidade. Sem isso, as cidades se transformam em um caos”, concluiu Dilma.

MS

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

BNDES libera R$ 647 milhões para 6 novos shoppings

12/10/2011 - O Estado de São Paulo

Empreendimentos serão construídos nas cidades de Jundiaí, Ribeirão Preto, Barueri, Rio de Janeiro e Manaus

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, por meio de um comunicado, que aprovou um financiamento de R$ 647,7 milhões para seis novos shoppings centers nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Amazonas. Segundo o banco, os empreendimentos serão erguidos nas cidades de Ribeirão Preto, Jundiaí, Barueri; na capital fluminense; e em Manaus.

O Interior do Estado de São Paulo deverá ficar com R$ 141,4 milhões para a construção do shopping Center Iguatemi Ribeirão Preto. Os recursos serão alocados à SCIRP Participações Ltda., Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada pela Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A. (IESC) para a operação. Também no interior de São Paulo, a construção do Jundiaí Shopping será financiada com R$ 124,1 milhões. O beneficiário é a Multiplan Empreendimentos Imobiliários, empresa responsável pelas obras e que pertence ao Grupo Econômico Multiplan, operador de shopping centers no País.

Ainda no interior paulista, o Parque Shopping Barueri receberá do BNDES R$ 30,8 milhões. O beneficiário é a Send Empreendimentos e Participações Ltda, que possui 13 shopping centers em operação e cinco em implantação. No Rio de Janeiro, o ParkShopping Campo Grande, a ser construído no bairro de Campo Grand, na zona oeste, receberá R$ 99,8 milhões. O responsável pelo projeto também é o grupo econômico Multiplan. Ainda na Zona Oeste, o bairro de Jacarepaguá contará ainda com o Shopping Metropolitano, cuja construção será financiada pelo BNDES com R$ 144 milhões.

No Amazonas, o shopping Ponta Negra será construído próximo às margens do Rio Negro, na cidade de Manaus, e receberá financiamento de R$ 107,6 milhões. O responsável pelo projeto é a JHSF Manaus Empreendimentos e Incorporações S.A.

Recorde

O BNDES deve bater recorde, referente ao ano passado, de desembolsos para o setor de shoppings e de condomínios lojistas este ano. A informação partiu da chefe do Departamento de Bens de Consumo, Comércio e Serviços do banco, Ana Cristina da Costa.  Segundo ela, as liberações do banco para o segmento atingiram em torno de R$ 360 milhões em 2010. De janeiro a julho deste ano, os desembolsos alcançaram R$ 249 milhões. "Tudo indica que provavelmente vamos bater o recorde do ano passado este ano", afirmou.

A chefe de departamento lembrou que, em março de 2009, houve uma mudança nas regras do banco para financiamentos no setor de shoppings e condomínios lojistas. Antes desta data, o banco concentrava liberação de recursos paara estes segmentos somente em áreas menos abastadas, com maior potencial de desenvolvimento urbano, como na região Norte, por exemplo. Assim, na prática, o empreendimento poderia ajudar ao aprimoramento da economia nas localidades. Mas agora esta restrição não existe mais. "Antes desta mudança, os desembolsos na área giraram em torno de R$ 100 milhões", afirmou a especialista.

Ana Cristina comentou que, além de aprovações de financiamentos para seis novos shoppings centers, anunciadas pelo banco hoje, o BNDES tem atualmente em análise mais quatro operações de consulta de financiamento com perfil similar às divulgadas hoje, à espera de possível enquadramento. Pelo menos uma pode ter desembolso aprovado ainda este ano, de acordo com ela.

Na avaliação de Ana Cristina, o aumento de interesse por empreendimentos como shoppings centers está ligado ao contínuo aquecimento da demanda no mercado interno, nos últimos dois anos. Ela lembrou ainda que, neste período, ocorreram também ascensões sociais nas faixas de renda C e D, que aumentaram seu potencial de consumo - impulsionado por bons desempenhos do mercado de trabalho, e aumento da renda.

Isso, na prática, ajudou a incrementar a participação das liberações do banco voltadas para o setor de comércio e de serviços. Nos desembolsos totais do BNDES, a participação do setor de comércio e serviços atingia  12% em 2009; saltando para 16% em 2010. No último boletim de desempenho do banco, de julho de 2011, este setor já atingia fatia de 18%.

Para a chefe de Departamento, o aumento do interesse das empresas por empreendimentos por shoppings e condomínios lojistas deve continuar em 2013, mesmo com perspectiva de crescimento mais fraco da economia para o ano que vem. "Não estamos prevendo nenhuma mudança drástica nesta trajetória", afirmou.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Macaé livre das favelas

09/10/2011 - O Dia, Especial

Quatro mil famílias de baixa renda vão ser beneficiadas pela prefeitura da cidade

Muita coisa mudou na vida da dona de casa Eliane Helena Xavier da Silva, 41 anos, depois que foi contemplada com uma casa no Condomínio Morada das Rosas, no Bairro Ajuda, em Macaé. "Tenho uma renda de apenas R$ 540,00 e com a economia, comprei móveis novos e passei a ter melhor qualidade de vida", explica a dona de casa, uma representante das 4 mil famílias de baixa renda que serão beneficiadas com a política de habitação da Prefeitura de Macaé. As ações já atenderam 1.152 famílias. A previsão é investir mais de R$ 300 milhões no projeto Macaé Sem Favelas, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Habitação.

Depois de décadas sem receber verbas do governo federal, Macaé conta hoje com uma sólida parceria com a União. De acordo com o secretário da pasta, José Cabral, o governo está com uma reserva de terras de 800 mil m² para atender a demanda de moradia. "O município está alinhado às diretrizes do Ministério das Cidades na captação de recursos, como o Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida", afirma José Cabral.

O PAC 1, que está sendo executado na Comunidade Nova Esperança, irá beneficiar 64 famílias. As obras já estão em fase de finalização. O PAC 2 está na etapa de análise de documentação na Caixa Econômica Federal. Esta fase irá retirar mais 128 famílias de áreas de risco como Ajuda de Baixo e Planalto da Ajuda. Além disso, o grupo gestor do PAC está concluindo o projeto de captação de recursos do Pró-Moradia, que prevê a retirada de 500 famílias das margens do canal da Rua Medeiros, em Nova Holanda e Nova Esperança. As obras devem iniciar ainda este ano.

O secretário destaca que o ponto principal do Macaé Sem Favelas é a conclusão do Plano Local de Habitação de Interesse Social. As primeiras comunidades atendidas serão Águas Maravilhosas, Ilha Leocádia e Fronteira, beneficiando 1000 famílias. Do total, a Caixa já autorizou 336 unidades.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Na Bahia, Governador apresenta projeto da Ponte Salvador-Itaparica

29/09/2011 - A Crítica

O governador da Bahia, Jaques Wagner, apresentou, agora à tarde, o projeto da Ponte Salvador-Itaparica. Segundo o plano, a ponte terá 11,7 quilômetros de extensão, com seis faixas de trânsito (três em cada pista), sem falar dos acostamentos. O custo projetado é de R$ 7 bilhões.


O projeto, desenvolvido em consórcio pelas construtoras OAS, Odebrecht e Camargo Correa, prevê entre 200 e 250 metros de distância entre os pilares de sustentação da ponte, um vão central de 700 metros de largura e 70 de altura para a passagem de navios e ainda um trecho de pista móvel, com pilares girando sobre o próprio eixo, para possibilitar a passagem de estruturas maiores, como plataformas de petróleo.

De acordo com o governador, a obra tem previsão de início para 2014 e deve estar concluída em 2018. "O financiamento será feito por três fontes: o governo federal, o governo estadual e a iniciativa privada", afirma. "Já há um compromisso do governo federal com essa obra, mas seguramente vamos falar em pedágio."

Para Wagner, o anúncio de um projeto de tal porte em um período de crise econômica global não é megalomania. "Quando se tem bons projetos, o dinheiro aparece - e vamos construir esse dinheiro", garantiu.

"Estamos falando em desenvolvimento, em negócios. Já há empresas interessadas. Não podemos perder esta janela de oportunidade que o Brasil vive."

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Preparo do entorno

Brasil Econômico, Encontro de Contas, 14/set/2011

O grupo Multiplan acaba de deflagrar em Ribeirão Preto (SP) obras de infra-estrutura urbana em contrapartida à construção de um complexo imobiliário de cerca de R$ 800 milhões junto ao Ribeirão Shopping. O centro comercial, que já tem três décadas, vai receber um gigantesco up grade, com a edificação de vários prédios integrados ao shopping.

Serão erguidos edifícios residenciais de luxo, uma torre comercial, um deck-park, um centro de convenções, dois hoteis de alto padrão e um apart-hotel. Além de obras viárias,a Multiplan se comprometeu a construir, a pedido da prefeitura, um terminal rodoviário urbano próximo  
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Santos terá túnel para o Guarujá e VLT para São Vicente

15/08/2011 - Jornal de Turismo

Ficaram para o final as informações mais aguardadas pela população de Santos (SP): a ligação a São Vicente por meio do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e ao Guarujá através de túnel imerso. As boas novas fazem parte do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Baixada Santista e foram anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin na última quinta-feira, no Mendes Convention Center de Santos. Além do setor de transportes, o pacote de R$ 5,3 bilhões contempla os segmentos de educação, saúde, pesca, cultura e turismo.

Após pesquisa em que todas as partes interessadas foram ouvidas, o Estado optou pela construção de um túnel de 900 metros de comprimento, com tecnologia inédita no Brasil. Do lado de Santos, essa ligação seca  vai começar na avenida Rodrigues Alves, no Macuco, atravessar pelo meio do canal do Estuário e seguir até Vicente de Carvalho, próximo ao Terminal de Contêineres. Contará com três pistas de cada lado para automóveis, ônibus e motos, além de outra central, isolada e com ventilação independente, para passagem de bicicletas e pedestres.

Para Alckmin, a ponte não seria uma solução viável, pois poderia limitar a expansão do porto:  “Não se sabe que tamanho os navios terão no futuro. Então a ponte teria que ter uma tal altura que causaria um impacto muito grande sobre Guarujá e Santos, do ponto de vista de deterioração, desvalorização imobiliária e questões urbanísticas”.

O prefeito de Santos, João Paulo Papa, considerou a escolha do túnel como a mais acertada: “O ganho será de um melhor e mais eficiente transporte público para as pessoas que se deslocam diariamente entre as duas cidades, inclusive os ciclistas e turistas”.

O equipamento respeitará uma profundidade mínima de 21 metros. Em vez de ser escavado, será composto por perfis de concreto armado que serão construídos em terra firme e depois transportados e afundados no local da travessia. Segundo o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido,  além dos 21 metros em relação ao espelho d’água, compatível com o projeto de aprofundamento do canal do porto, haverá um acréscimo de cerca de 10 metros de aterro. “ Um túnel escavado seria mais longo e profundo”, disse.

A expectativa é que a nova ligação diminua o tempo de viagem, distâncias percorridas e custos. A previsão é que as obras tenham início em 2013, com investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão, incluindo as obras viárias necessárias nos dois municípios.

Ressaltando o grande fluxo de navios no porto de Santos, Alckmin ponderou: “Não há como manter a travessia por meio de balsas como é hoje, uma das mais movimentadas do mundo”. Enquanto a ponte não chega, ele prometeu melhorar o atual sistema de travessia com a reforma das balsas e construção de novos atracadouros.

O Sistema Integrado Metropolitano, que vai utilizar VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) no transporte público regional, foi assegurado pelo governador. Geneticamente apegada à irmã mais velha, Santos terá seu VLT, numa primeira fase, operando entre o Valongo, no Centro Histórico, e a Ponte dos Barreiros, em São Vicente, totalizando uma linha de 15 km.

“O Estado vai realizar 100% das obras. Queremos que o VLT esteja operando em 2014”, disse Alckmin.

O empreendimento, que chegará até o túnel, prevê outras fases de complementação, estendendo-se até a Praia Grande. A obra será importante para atender o volume de demanda a ser gerada com a instalação da Petrobras, no Valongo, onde trabalharão cerca de seis mil pessoas. Entre os principais benefícios do modal destacam-se redução dos congestionamentos, da poluição sonora e do ar e do tempo de viagem, além de oferecer mais conforto ao passageiro e menos interferência no tráfego urbano.

domingo, 24 de julho de 2011

População quer urbanização da área por onde passam os trilhos
Publicado: domingo, 24 de julho de 2011
A Prefeitura ainda não definiu nenhum projeto para a área


Por Ana Cristina Santos    

O governador André Puccinelli (PMDB) já declarou que a obra emblemática do governo do Estado, em Três Lagoas, não será a construção do contorno ferroviário e sim a revitalização da área central onde estão os trilhos, como já ocorreu em Campo Grande com a construção da Orla Morena.

Assim como na Capital, no município não será diferente. Puccinelli disse que será realizada audiência pública para a população sugerir o que deve ser feito na área com a retirada dos trilhos.

Segundo o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda, que participou da elaboração e, agora da revisão do Plano Diretor de Três Lagoas, ainda não existe um projeto para o local. Ele disse que essa é uma área muito grande e precisa ser realizado um levantamento de todo o patrimônio. Arruda informou que no Plano Diretor, elaborado em 2006, não foi incluído nenhum item em relação ao que fazer depois da retirada dos trilhos, mas a revisão deve conter alguma proposta para o futuro dessa área.

Fonte: Jornal do Povo - Três Lagoas - MS
 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Área de antiga linha férrea será revitalizada e ganhará avenida

12/07/2011 - EPTV - Campinas

Governo federal passou para o município o direito de cessão de toda a extensão do antigo ramal ferroviário de Rio Claro

O governo passou para a prefeitura a cessão da área da antiga linha férrea de Rio Claro, na região Central do Estado de São Paulo. A intenção é fazer uma grande avenida e investir na revitalização.

Segundo os moradores, a América Latina Logística (ALL), responsável pela área, além de não fazer a manutenção do espaço, também não retirou a linha férrea, que já foi desativada há muitos anos.

Neste mês, uma decisão do governo federal passou para o município o direito de cessão de toda a extensão do antigo ramal ferroviário.

A prefeitura já elaborou projetos que prometem, inclusive, resolver o problema de inundação na Avenida Rio Claro. “Nós vamos captar essa agia, construir uma galeria embaixo da antiga linha férrea. Essa água vai ser desviada para o Córrego Olinda”, explicou o diretor de projetos e recursos Marcos Pisconti Machado.

A segunda parte do projeto envolve uma área que fica na antiga estação ferroviária. Hoje o morador que está no Centro, mas quer ir ao bairro Cervezão, precisa caminhar pelo menos um quilômetro, devido aos muros. Com a revitalização, a proposta é retirar as barreiras e tornar o espaço mais acessível. “Saindo a linha férrea, a cidade vai ficar integrada. Com essa avenida vai ter um deslocamento melhor de veículos”, disse Machado.

A prefeitura não fez um orçamento das obras, mas os recursos devem vir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério das Cidades. Ainda não há previsão de quando tudo estará pronto. A prefeitura pretende terminar o projeto em até seis meses, para depois buscar recursos com o governo federal. 

domingo, 10 de julho de 2011

Norte do País vive o ''boom'' da construção vertical

10/07/2011 - O Estado de Sao Paulo, Renato Andrade

Hoje, basta um incentivo, como uma hidrelétrica, para as cidades no entorno começarem a construir prédios em série

Com o início da construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), edifícios em série começaram a ser erguidos em Porto Velho, mudando a paisagem da cidade. Na esteira do entusiasmo, o preço dos imóveis e o valor dos aluguéis dispararam.

"É uma bolha. A cidade não tem condição de absorver todos esses imóveis", reconhece o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Rondônia, Manoel Francisco das Chagas Neto.

Atualmente, cerca de 150 empreendimentos estão em construção ou em fase de lançamento. Segundo Chagas Neto, há algo em torno de 8 mil unidades em oferta numa cidade de 428 mil habitantes, conforme dados do Censo feito pelo IBGE.

A febre da construção de prédios começou em 2007, quando o governo federal sinalizou que a as hidrelétricas de Santo Antônio, praticamente dentro de Porto Velho, e Jirau - a cerca de 100 quilômetros da capital - sairiam do papel. Com a expectativa de um aumento significativo no número de residentes e na circulação de dinheiro no município, as construtoras resolveram investir em edifícios.

"Existe um crescimento exagerado", afirma Ailton Arthur, proprietário da Social Imóveis, uma das maiores imobiliárias de Porto Velho. Proprietários de casas avaliadas em R$ 150 mil até dois anos atrás estão agora colocando os imóveis à venda por até R$ 250 mil, uma valorização de quase 70%. "Na locação tivemos reajustes de até 100% no valor do aluguel", afirma o empresário, um capixaba que trabalha no setor imobiliário porto-velhense há quase três décadas.

O problema verificado agora é que grande parte das pessoas que chegaram à cidade por conta das hidrelétricas não tem uma renda suficiente para pagar por imóveis com um custo de até R$ 4.500 por metro quadrado.

Outras cidades em verticalização também estão aprendendo a lidar com novas dificuldades - congestionamentos e insegurança começaram a preocupar localidades que nem sabiam o que era isso. Um exemplo é Nova Serrana, em Minas, que viu seu número de apartamentos aumentar 300% em dez anos. Funcionário da indústria calçadista, Celso Fernandes da Silva, de 33 anos, mudou-se há alguns anos para um apartamento em um prédio todo ocupado por sua família. "Antes, quase todo mundo morava em casa. Agora, o problema da violência cresceu demais. Estão invadindo casa a toda hora."

Sem transporte. Em Rio Branco, no Acre, chama a atenção o descaso com o transporte público. Seis torres já foram construídas na região do entorno do maior shopping da cidade e pelo menos 15 prédios e outras unidades habitacionais residenciais serão lançadas ali até 2012. Até agora, porém, apenas uma linha de ônibus atende a região.

Mesmo cidades com planejamento rígido como Palmas, no Tocantins, sofrem com a dificuldade de combinar verticalização com investimento em infraestrutura. O Plano Diretor proíbe a concentração de prédios e determina uma densidade máxima de 380 habitantes por hectare. A regra, porém, não foi suficiente para impedir que milhares de consumidores ficassem sem água no ano passado. / COLABORARAM CÉLIA BRETAS TAHAN, EDUARDO KATTAH, JÚLIO CASTRO, MARCELO PORTELA e NAYANNE SANTANA

terça-feira, 7 de junho de 2011

BNDES aprova financiamento de R$ 2,7 bilhões para a Eldorado

06/06/2011 - BNDES

• Empresa construirá a maior linha de produção de celulose do mundo

O BNDES aprovou financiamento de R$ 2,7 bilhões para a Eldorado Celulose e Papel, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Os recursos serão destinados à construção da maior fábrica de celulose do mundo, com uma produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto. A unidade deverá entrar em operação em novembro de 2012.

Os investimentos na nova planta, de R$ 5,1 bilhões, criarão mil empregos diretos e quatro mil indiretos. O apoio do BNDES equivale a 53% do valor total aportado na primeira linha da unidade de Três Lagoas, que foi projetada para receber mais duas linhas de produção de celulose, cada uma com capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas/ano.

A participação do BNDES, que inclui o financiamento a investimentos sociais nas áreas de influência da empresa, contribui para a entrada de uma nova empresa no setor, reforçando a vocação do Brasil para a liderança mundial na produção de celulose de eucalipto. O empreendimento também trará impactos positivos para a balança comercial brasileira, uma vez que a produção visa o mercado externo, além de abrir uma nova frente de desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, Estado tradicionalmente pecuarista.

A tecnologia adotada, além de garantir a qualidade do produto final, torna a fábrica autossuficiente em energia e possibilita a venda de um pequeno excedente (50MW). O projeto adotará as mais avançadas tecnologias disponíveis no setor e as melhores práticas ambientais, de modo a permitir alta capacidade de produção com menor utilização de recursos naturais e geração de resíduos.

A região escolhida pela Eldorado é composta por terras previamente utilizadas para pastagens, próxima a áreas de plantio de eucalipto já constituídas. O Estado do Mato Grosso do Sul apresenta uma série de aspectos favoráveis à construção de uma unidade de celulose da magnitude planejada pela Eldorado. Além de dispor de relevo, solo e clima adequados, conta com uma estrutura fundiária baseada em grandes propriedades com titularidade regularizada.

Em termos de logística, vale ressaltar o fácil acesso ao rio Paraná, que permite a navegação até São Paulo, além da existência de ferrovias que interligam o Estado ao Porto de Santos.

O apoio do BNDES ao desenvolvimento da indústria de papel e celulose tem crescido ao longo dos últimos anos. Atualmente, a carteira do Banco nesse segmento soma R$ 12 bilhões, o que representa investimentos totais de R$ 24,9 bilhões. Nos últimos 10 anos, os desembolsos do Banco para o setor atingiram R$ 14 bilhões.

A Eldorado é controlada pela J&F Participações S/A, empresa holding da JBS S/A.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Em João Pessoa, Avenidas Epitácio Pessoa e Beira-Rio serão alargadas

02/06/2011 - O Norte


A fluidez no trânsito será a prioridade no governo do atual prefeito Luciano Agra, que prevê uma série de intervenções a curto, médio e longo prazo. Com investimentos alicerçados em verbas federais através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as avenidas Epitácio Pessoa e Beira-Rio serão alargadas. Integração do transporte público, das ciclovias e binário no bairro do Castelo Branco estão entre as prioridades, cujos detalhes serão divulgados na próxima semana pelo prefeito.

As primeiras informações foram divulgadas ontem, pelo prefeito, em entrevista à Radio Tabajara. Dois dos principais pontos de engarrafamentos já têm solução. Segundo o prefeito, a Avenida Epitácio Pessoa será alargada a partir do Posto Free Way até a Beira-mar. "Já calculamos e vamos recuar um metro do canteiro central para deixarmos a avenida com três vias porque juntando com os 9,7 metros já existente em cada lado dá para deixá-la com três vias até o final", revelou o prefeito. Com essa medida não serão necessárias desapropriações e indenizações. Ainda na Epitácio Pessoa também será construído um viaduto sobre o trecho que corta a BR-230.

A avenida Beira-rio, também constantemente com tráfego lento, passará por intervenções a curto prazo e será alargada. A partir do trecho que começa na Igreja Batista até o Posto Maia, na Avenida Rui Barbosa, no bairro da Torre. O trânsito do bairro Castelo Branco também deverá fluir com mais rapidez depois da instalação de um binário, que servirá como uma segunda via para os condutotores. "Com esse binário, vamos melhorar a capacidade de circulação dos veículos naquela imediação", destaca Agra.

Um dos projetos contemplados pelo PAC da mobilidade será o aumento das ciclovias da Capital, atualmente com 65 quilômetros de extensão. Segundo Agra, a ideia é que as pessoas utilizem as bicicletas como transportes públicos. "Queremos integrar as ciclovias para que as pessoas, especialmente os estudantes se movam de bicicleta. Isso também faz parte de projetos de melhorias no trânsito", afirmou o prefeito. 

O projeto mais ousado e que devera demorar mais tempo para entrar em funcionamento será a implantação dos veículos leves sobre trilhos, cuja sigla em inglês é o LVT. Através dos veículos leves se espera integrar o sistema de transporte urbano. Embora ainda não haja previsão para começar a operar, já se sabe onde a integração irá funcionar. O prefeito anunciou que será no bairro do Varadouro. 

Fortaleza recua em obras de mobilidade para a Copa

02/06/2011 - Portal 2014

Prefeitura suspende o alargamento de quatro avenidas que dão acesso ao estádio Castelão

Almirante Henrique Barbosa, única que será alargada em Fortaleza (crédito: Arquivo)

Com problemas para tocar as obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014, a prefeitura de Fortaleza já começa a reduzir o conjunto de intervenções viárias que visam preparar a cidade para o Mundial.

Das cinco avenidas da capital cearense que seriam alargadas para melhorar o fluxo de veículos, apenas uma passará pela intervenção –a Almirante Henrique Barbosa. A prefeitura não informou o motivo da suspensão das obras.

Segundo a Coordenadoria de Projetos Especiais da prefeitura (Cooperii), as demais avenidas –Alberto Craveiro, Dedé Brasil, Raul Barbosa e Paulino Rocha– terão melhorias em drenagem, malha viária, iluminação pública e receberão viadutos e mergulhões. Todas dão acesso ao Castelão, estádio que representará Fortaleza no Mundial.

O alargamento das cinco avenidas estava previsto no PAC da Mobilidade Urbana, que oferece financiamento mais barato e mais rapidez na liberação de recursos. Segundo acordo assinado entre a prefeitura e o governo federal no começo de 2010, o alargamento das avenidas deveria ter começado em janeiro deste ano.

Pressa
O governo federal anunciou ontem em reunião com prefeitos e governadores das cidades-sede que pretende excluir do PAC da Mobilidade Urbana os projetos que não saírem do papel até dezembro.

Presente à reunião, a prefeita Luizianne Lins afirmou que a Caixa Econômica Federal liberou R$ 206 milhões para as obras viárias em Fortaleza. O contrato deve ser assinado nesta semana e, de acordo com a previsão da prefeitura, as obras devem começar em outubro.

Atrasos

Em setembro de 2012, uma comissão da Fifa visitará as 12 cidades-sedes da Copa para confirmar se terão condições de sediar os jogos e se as exigências do caderno de encargos da entidade estão sendo atendidas.

De acordo com a Coordenadoria de Projetos Especiais da Prefeitura de Fortaleza (Cooperii), as intervenções nas cinco avenidas foram acordadas com a Fifa e estão cumprindo à risca as exigências.

Apesar do otimismo da versão oficial, a prefeitura terá o desafio de cumprir os novos prazos, o que não aconteceu em outras obras importantes. A reforma do estádio Presidente Vargas (PV), por exemplo, deveria ter sido entregue em dezembro de 2010, mas ainda não terminou. O PV substituirá o Castelão até o Mundial.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ibama libera licença de instalação da usina Belo Monte

01/06/2011 - Valor, Rafael Bitencourt

BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) informou há pouco que concedeu a licença de instalação da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A licença, que permitirá o início das obras da usina, foi concedida à Norte Energia (Nesa) - a empresa dispunha, até agora, apenas de autorização para construir o canteiro de obras.

De acordo com o Ibama, o processo de licenciamento foi marcado por uma “robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais”. O instituto citou que, entre os benefícios, está a garantia de vazões na Volta Grande do Xingu suficientes para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas.

O órgão ambiental explicou, por meio de nota, que a decisão de construção de apenas um canal de derivação acarretou a redução do volume de escavação em 77 milhões de metros cúbicos, equivalente a 43% do total anteriormente previsto. Esta redução é maior do que todo o volume de escavação feita para a hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO).

Outro ganho, segundo o órgão, foi a implementação de ações em saúde, educação, saneamento e segurança pública firmadas em termos de compromisso entre a Nesa, prefeituras e governo do Estado do Pará. Somente com o governo do Pará, foi assinado um Termo de Cooperação Técnico-Financeira no valor de R$ 100 milhões a ser aplicados no fortalecimento da segurança pública para atender o potencial aumento da população.

O Ibama informou ainda que será implantado 100% de saneamento básico em Altamira e Vitória do Xingu (água, esgoto, drenagem urbana e resíduos sólidos) e garantidas melhores condições de moradia para uma população que hoje mora em área de risco nos igarapés de Altamira, além da definição da faixa em 500 m de área de preservação permanente no entorno dos reservatórios.

Foi firmado ainda um acordo de cooperação com os empreendedores prevendo apoio logístico às ações de fiscalização do instituto na região para controlar os crimes ambientais, como o tráfico de animais silvestres e a exploração ilegal de madeira na região.

Segundo o instituto, a Nesa terá de investir cerca de R$ 100 milhões em unidades de conservação na bacia do rio Xingu a título de compensação ambiental, conforme determina a legislação vigente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Via expressa de Salvador já beneficia mais de 1 milhão de baianos

23/05/2011 - DNIT

Obras iniciadas em março de 2009, já contam com 55% dos serviços concluídos

Os moradores da capital baiana já percebem a melhora no tráfego que passa pela BR-234, onde estão em andamento as obras do complexo viário da Via Expressa. Trata-se de um conjunto de obras estruturantes, com vias de trânsito livre, que irá eliminar os conflitos de tráfego e dar qualidade de fluxo às vias urbanas da capital. Além disso, a rodovia fará a ligação ao Porto Marítimo da cidade à BR-324, facilitando muito o escoamento os produtos portuários.

A obra está orçada em R$ 400 milhões e é realizada por meio de convênio entre os governos Federal e Estadual, sendo que os recursos federais, investidos por intermédio do DNIT, correspondem a R$ 360 milhões. Outros R$ 40 milhões são investidos pelo governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia – CONDER, responsável pela execução dos serviços.

O empreendimento está dividido em duas etapas: o primeiro – concluído, compreendem 6 viadutos, localizado na BR-324, na rótula do Abacaxi, no baixo da Cabula. Com a entrega desse trecho, avenidas de grande tráfego como ACM, Paralela e Bonocô, foram diretamente beneficiadas, liberando o fluxo constante dessas vias. A segunda fase da obra já está em execução e compreende a ampliação das Avenidas Glauber Rocha, Heitor Dias, além da construção de mais túneis na Baixa de Quintas. A previsão de conclusão dos serviços é para o segundo semestre deste ano.

Pela BR-324, em Salvador, trafegam diariamente cerca de 62 mil veículos e mais de 3 mil caminhões. Ao todo, o empreendimento conta com 4,3 quilômetros de via, que incluem 10 faixas de tráfego, sendo 6 urbanos e 4 exclusivas para veículos de carga. Fazem parte do projeto também a construção de 2 túneis, ciclovia e calçadões. A obra da Via Expressa de Salvador é considerada uma das mais importantes dos últimos anos, principalmente pela complexidade do projeto. É uma área densamente povoada, que implicará na desapropriação de cerca de 771 imóveis. Para esse processo são realizadas audiências públicas para detalhar o projeto e mostrar à população a importância do empreendimento para a cidade.

Quando totalmente concluída, a Via Expressa irá eliminar o conflito entre o tráfego de carga e o trânsito da via e encurtar a distância da rodovia até o Porto em 3,5 quilômetros. Também fará a integração entre bairros por meio de passarelas, benefícios diretos a uma população estimada em 400 mil habitantes, além da revitalização do bairro do comércio e entorno.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Campos concluirá obras de duplicação de marginal da RJ-126

20/05/2011 - Agência Rio

Está em fase de conclusão as obras de duplicação da rodovia marginal à RJ-126, que liga Campos, no Norte Fluminense, ao distrito de Goytacazes. A obra está na fase de asfaltamento de parte da área, o que vai permitir o deslocamento do tráfego para que toda a antiga pista da RJ-216 possa ser duplicada.

Além do asfaltamento da nova rota, as máquinas vem fazendo o nivelamento e trabalhando nas ruas transversais, afim de garantir o acesso dos moradores de bairros vizinhos à obra, que vão utilizar o novo caminho. Enquanto isso, o tráfego continua sendo feito em mão inglesa, para os carros que seguem no sentido Baixada Campista, passando pela antiga estrada da Penha, no retorno a Campos. Para os motoristas que passam pelo local, diariamente, o cuidado deve ser redobrado.

A duplicação da RJ 216, rodovia que liga Campos à praia de Farol de São Tomé, entre a Usina Santo Antônio e Goitacazes, vai ser realizada em 6km, terminando nas proximidades da Usina São José e vai garantir pista dupla e ciclovia, entre outros benefícios, que vão beneficiar os moradores de diversos bairros nas imediações da nova estrada, que vai facilitar o tráfego, rumo à Baixada Campista. 

De acordo com o cronograma traçado no início dos trabalhos, a fase inicial da obra tem previsão de conclusão para 18 meses, no trecho entre a 28 de Março e o trevo da Estrada dos Ceramistas.

(MG)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Começam as obras de mobilidade urbana em Cuiabá

10/05/2011 - FIFA.COM


A cidade de Cuiabá, uma das sedes da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, começa a sofrer uma grande transformação. O conjunto de obras de mobilidade urbana que dará uma nova cara à capital mato-grossense começará com a obra de duplicação da ponte Mário Andreazza, que liga o município a Várzea Grande, na região metropolitana. A ordem de serviço para o início das intervenções foi assinada nesta segunda-feira (9/5) pelo governador do estado, Silval Barbosa.

A obra da ponte permitirá a ligação rápida do município com a Região Norte do Mato Grosso, possibilitando o desafogo do trânsito no centro urbano e melhorando as condições de tráfego em Cuiabá. Os trabalhos devem estar concluídos em um ano e estão orçados em R$ 11,5 milhões. O governador autorizou também a licitação para a duplicação da rodovia Mário Andreazza, que também liga Cuiabá a Várzea Grande.

Um outro lote de intervenções urbanas já está em processo de concorrência pública. Será o maior volume de obras de mobilidade urbana no Mato Grosso e os trabalhos devem durar cerca de dois anos. No total, o investimento em melhorias será de quase R$ 358 milhões.

O governador Silval Barbosa acredita que a cidade terá uma nova cara com as intervenções que vão ser realizadas para melhoria do tráfego, apesar dos transtornos que elas causarão neste momento: “As obras vão afetar o dia-a-dia das pessoas, mas isso é momentâneo e o resultado certamente compensará o sacrifício”, disse, já projetando o que a população terá de benefícios em 2014.

Para o presidente da agência estadual de coordenação dos preparativos para a Copa do Mundo da FIFA no Mato Grosso, Eder Moraes, a população de Cuiabá começará a ver na prática a transformação que a Copa do Mundo da FIFA levará para a capital mato-grossense.

“A partir de agora a população começará a ver nas ruas a concretização dos projetos para Copa do Mundo da FIFA de 2014”, ressaltou.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Apple produzirá celulares e tablets no Brasil, afirma Investe SP

03/05/2011  - Valor Online, Talita Moreira

SÃO PAULO - O presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida, confirmou na manhã de hoje que a Apple vai produzir telefones móveis e tablets no Brasil. A fabricação será feita no Estado pela taiwanesa Foxconn. 

A Investe São Paulo é a agência do governo paulista responsável pela atração e expansão de investimentos em São Paulo. 

Segundo Almeida, serão fabricadas seis milhões de unidades desses produtos por ano quando a fábrica atingir sua capacidade máxima em um período de 3 a 4 anos. Neste momento, a previsão é de que sejam empregados de quatro a cinco mil funcionários. Em uma segunda etapa, não está descartada a fabricação de computadores. 

De acordo com Almeida a nova linha de produção precisa estar montada até junho para entrar em atividade en novembro. O tempo parece curto, mas Almeida garantiu que é possível. "Não haverá produção. A Foxconn será uma montadora de produtos", disse. O valor do investimento no pode ser revelado. De acordo com Almeida a operação da Foxconn no Brasil é deficitária e a chegada da Apple ajudaria a viabilizar a operação no país.

Almeida disse que representates da Apple estiveram reunidos com o governador Geraldo Alckmin em fevereiro e que um protolo de intenções foi assinado em abril. 

Neste momento está sendo definido o município onde ficará concentrada a produção. "Cinco ou seis cidades disputam o investimento" disse. A escolha do muncípio paulista dependerá dos benefícios oferecidos por cada cidade. Em âmbito estadual, Almeida não revelou quais incentivos estão sendo negociados. 

O presidente da Investe São Paulo garantiu que a fábrica ficará no Estado de São Paulo e descartou a possibilidade de a fabricação de produtos da Apple ser feito no Rio de Janeiro, com apoio do empresário Eike Batista.

A fabricaçao de produtos da Apple é a primeira de três frentes de investimento da Foxconn a serem realizadas no Brasil nos próximos anos. As seguintes são a centralização das cinco fábricas que a empresa mantém no país em uma única unidade e a construção de um fábrica de telas de cristal líquido. Na terceira fase, o investimento pode variar entre US$ 3 bilhões e US$ 7 bilhões. "O valor vai depender da tecnologia empregada", disse Almeida. 

Almeida disse não ter conhecimento de que o investimento total da Foxconn no Brasil atinja os US$ 12 bilhões anunciados pelo ministro governo federal há três semanas. Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da Apple não foi encontrada para se pronuniciar.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Shoppings migram para regiões litorâneas do Brasil

26/04/2011 - DCI, 26/abr

Depois de se concentrarem nos consumidores do interior dos principais estados brasileiros, administradoras de shopping centers (ou malls) como as empresas Serveng-Civilsan, Conshopping, Aliansce e Grupo JCPM, preparam-sse para dominar o mercado praieiro do País. Este ano cerca de 7 malls serão construídos à beira mar, para atender moradores e turistas da região.

Quem começou a investir neste nicho de mercado é a administradora Serveng-Civilsan, que deve entregar ainda este ano o Serramar Parque Shopping, em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. O investimento total será de R$ 50 milhões. O mall ocupará um terreno de 154 mil metros quadrados no cruzamento da Rodovia Rio-Santos com a futura Nova Tamoios.

Seus 20,3 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) terão 100 lojas, entre âncoras, megalojas e satélites (estabelecimentos menores), além de hipermercado, praça de alimentação com redes de fast-food, e restaurantes, 4 salas de cinema e 800 vagas de estacionamento.

Segundo o diretor de Novos Negócios da Serveng, João Martins, o novo shopping não será apenas um investimento com foco em turismo que a região deverá receber, mas um dos principais polos de geração de emprego do estado. "Nós acreditamos que o litoral norte reúne todas as condições para se desenvolver de forma sustentável e planejada", disse Martins.

O porta-voz afirma que a Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA) da Petrobras, a ampliação do Porto de São Sebastião e a Nova Tamoios deverão impulsionar as atividades de logística e da indústria de óleo e gás na região. Com isso, o shopping será um importante centro de comércio e lazer para o litoral norte.

A administração do empreendimento ficará a cargo da empresa Lumine, uma das principais operadoras de shopping de São Paulo, que estima um lucro acima de dois dígitos mensais. "Pela proposta de ser um empreendimento completo, nós projetamos um potencial de faturamento de R$ 14 milhões mensais, comparável a resultados de shoppings nas grandes cidades brasileiras", explica o sócio-diretor da Lumine, Claudio Sallum. De acordo com ele, a empresa também será responsável pela comercialização de lojas do empreendimento.

Sallum enfatizou a satisfação de fazer parte do projeto. "Temos conversado com lojistas em potencial e o interesse no Serramar Parque Shopping é muito grande, por ser projeto único no litoral Norte. O desenvolvimento industrial e imobiliário em andamento na região também é um fator determinante para o sucesso do empreendimento", completou.

Quem segue nessa mesma linha de raciocínio e deve se consolidar nos próximos meses como um dos maiores empreendimentos da Baixada Santista, no litoral sul, é o Litoral Plaza Shopping, na Praia Grande (SP). O mall está com um plano de expansão em que o local passará dos atuais 47 mil para 55 mil m² de ABL. Na nova área haverá mais quatro lojistas, dois dos quais já podem ser anunciados: o atacadista Assaí, um dos maiores do segmento de atacado e varejo, e a Preçolândia, que deve entrar em funcionamento neste primeiro trimestre.

Para atender a maior concentração de pessoas, o grupo irá ampliar o estacionamento com mais 300 novas vagas, um aumento de aproximadamente 10%. Segundo o gerente-geral do shopping, Fernando Rodriguez, a reestruturação se deve ao nível de exigência do consumidor. "O Litoral Plaza passa não só por um aumento de espaço físico para os clientes, mas também por uma reformulação no sortimento de lojas. Hoje oferecemos opções para um público diferenciado e mais exigente, que possui um poder aquisitivo mais elevado do que nos anos anteriores", destacou.

Mercado carioca

Hoje será inaugurado o primeiro shopping regional de Campos dos Goytacazes (RJ), administrado pelo grupo Aliansce, o Boulevard Shopping Campos, no Rio de Janeiro. O empreendimento recebeu um investimento de R$ 150 milhões e está localizado próximo ao Porto do Açu, e ao Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado.

Para o economista e professor de Perfil Consumidor da Universidade São Paulo (USP) Nelson Barrizzelli, isso faz parte da ascensão das classes, juntamente com a falta de espaço nas capitais brasileiras. "Cada vez mais os grandes players do varejo buscam alternativas para aparecer no mercado. O mercado em São Paulo e região já se encontra saturado: ganha o mercado quem trouxer ao consumidor alternativas de lugares, preços ou serviços em lugares diferentes", enfatizou.

Para a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o segmento vê, até 2013, 124 novos shoppings. Assim, em dois anos e meio o País terá mais 20 mil novas lojas, para o que serão investidos cerca de R$ 6,331 bilhões.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Antigo corredor dos trilhos é preparado para a Orla Ferroviária

11/04/2011 - Correio do Estado

Parte do corredor dos trilhos da antiga estrada de ferro já começou a ser preparado para as obras da Orla Ferroviária, empreendimento orçado em R$ 3,8 milhões que depois de pronto dará nova estética e ocupação diferenciada para a faixa de domínio da linha férrea na área central de Campo Grande, entre as avenidas Afonso Pena e Mato Grosso.

A expectativa é que dentro de 15 dias, máquinas e operários da primeira frente de trabalho ocupem o local, segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Iguatemi investirá R$ 383,6 milhões em novo shopping no interior de SP

13/01/2011 - DCI

Quem ainda não viu a retração do mercado tanto anunciada pelo governo federal em novembro do ano passado foram as administradoras de shopping centers que atuam no Brasil. Um exemplo é o grupo Iguatemi, que irá desenvolver um mall em Sorocaba, no interior de São Paulo. Em comunicado, a empresa anunciou a compra de um terreno de 50,2 mil metros quadrados, por R$ 30 milhões, sendo anexo ao terreno comprado em 2008, em Votorantim. Os terrenos somam 95,2 mil m². O investimento total para a construção do mall, líquido de luvas, é de R$ 383,6 milhões.

Em Sorocaba, a Iguatemi afirma já possuir uma fatia de 33,14% no Shopping Esplanada. Neste novo empreendimento, a empresa terá 100% de participação. O novo shopping, cuja obra ocorrerá em duas fases, terá um total de 57,6 mil m² de área bruta locável (ABL). A primeira fase está prevista para setembro de 2013, com 317 lojas, das quais cinco serão âncoras, e seis, megalojas, e 2,9 mil vagas de estacionamento. A segunda fase, prevista para setembro de 2018, acrescentará 108 lojas, incluindo uma âncora.

O resultado operacional líquido (NOI) previsto para o primeiro ano de operação é de R$ 40,4 milhões, e para o projeto completo (estabilizado no quarto ano) é de R$ 80,3 milhões. A taxa de retorno esperada é de respectivamente 15,2% e 16,2%, real e desalavancada. No terreno serão construídas também quatro torres comerciais até 2019, totalizando 60 mil m² de ABL. "A Iguatemi inicialmente pretende permutar as torres por um VGV [valor geral de venda] estimado em R$ 80 milhões, fazendo com que o valor do projeto suba de 16,2% para 18,2%", disse a empresa, por meio de comunicado.

Com o novo shopping center, a Iguatemi pretende atingir 18 shoppings, dos quais 12 estão no Estado de São Paulo. O empreendimento adicionará 57,6 mil m² de ABL própria ao portfólio, que hoje conta 238 mm² de ABL própria em operação. A previsão é de obter 420 mm² de ABL em 2014.

Enquanto uns compram, outros lucram. É o caso da empresa de shoppings Multiplan, que recentemente anunciou que no ano passado os 13 empreendimentos somaram R$ 7,5 bilhões, valor que representa um crescimento de 22,4% em relação a 2009. Considerando apenas o quarto trimestre de 2010, as vendas foram de R$ 2,4 bilhões, compondo aumento de 20,1% em relação ao mesmo período de 2009.

A empresa destacou o Shopping Vila Olímpia (São Paulo), inaugurado em novembro de 2009, que apresentou crescimento de vendas de 34,5% em dezembro de 2010, no comparativo.

O Barra Shopping Sul (Porto Alegre), aberto ao público em novembro de 2008, registrou vendas anuais 19,9% maiores em seu segundo ano de operação também foi citado em comunicado.

Inaugurações

Uma das próximas inaugurações previstas no ramo será o shopping de descontos no Rio Grande do Sul, o Platinum Outlet que tem a inauguração prevista em outubro deste ano com um investimento de R$ 85 milhões. O local seguirá o conceito dos shopping centers americanos, operando com lojas monomarca onde os fabricantes vão vender diretamente para o consumidor final, e com isso gerar preços mais baixos.

"O projeto caminha: em breve devemos fazer o lançamento oficial do Platinum Outlet", disse o diretor da Construtora São José, responsável pelo empreendimento, Arthur Gorenstein.

O Platinum Outlet estará numa área de 176,7 m² de terreno e contará com cerca de 125 lojas numa área de 20,09 m² de ABL. Ao todo, a estrutura contará com 1.238 vagas no estacionamento, restaurantes, praça de fast-food e lojas-satélites. "A Construtora São José prevê no projeto aprovado uma expansão de 5,6 m² numa área adicional ao mesmo complexo, com outras 281 vagas para veículos", completou Gorenstein.

Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o Brasil envolve hoje cerca de 744 malls, que somam uma gama de 99.568 lojas. Até 2013 haverá mais 124 empreendimentos no País, que vão contar com mais 20 mil novos pontos-de-venda.

Os locais recebem uma média mensal de 447 milhões de pessoas . Em 2009 tivemos a média mensal de 427 milhões nos shoppings brasileiros.

Vendas

As vendas em shoppings, em 2010, se considerados os mesmos empreendimentos de 2009, devem atingir R$ 93 bilhões. A entidade crê que o volume de vendas das novas lojas dos shoppings e de expansões seja de cerca de R$ 99,35 bilhões, representando 16% do total de vendas do varejo brasileiro. A Alshop não tem previsão de empreendimentos a serem ampliados em 2011.

Com o intuito de se consolidar como um dos maiores empreendimentos da Baixada Santista, o Litoral Plaza Shopping, em Praia Grande (SP), está com um plano de expansão em que o local passará dos atuais 47 mil para 55 mil m² de área bruta locável (ABL). Na nova área haverá mais quatro lojistas, dois dos quais já podem ser anunciados: o atacadista Assaí, um dos maiores do segmento de atacado e varejo, e a Preçolândia, que deve entrar em funcionamento neste primeiro trimestre de 2011. Para atender a maior concentração de pessoas o grupo irá ampliar o estacionamento com mais 300 novas vagas, um aumento de aproximadamente 10%. Segundo o gerente-geral do shopping, Fernando Rodriguez, a reestruturação se deve ao nível de exigência do consumidor. "O Litoral Plaza passa não só por um aumento de espaço físico para os clientes, mas também por uma reformulação no mix de lojas. Hoje oferecemos opções para um público diferenciado e mais exigente, que possui um poder aquisitivo mais elevado do que nos anos anteriores", destacou.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

BNDES assina contrato de financiamento da Arena Fonte Nova com o Estado da Bahia

11/01/2011 - BNDES

• Também estão contratados projetos de AM, CE e MT; RJ está aprovado, em vias de contratação, enquanto PE está em análise

O BNDES e o governo do Estado da Bahia assinaram contrato de financiamento no valor de R$ 323,6 milhões para construção da Arena Fonte Nova, que receberá jogos da Copa do Mundo de 2014.

Os recursos do BNDES, que correspondem a 46% do investimento total, serão utilizados na construção de um estádio com capacidade para 50.273 espectadores, o que o habilita a receber, de acordo com os normativos da FIFA, jogos de quartas-de-final. 

Também foi contratado o financiamento de R$ 400 milhões para construção da Arena da Amazônia, em Manaus. O valor foi dividido em dois subcréditos: R$ 11,8 milhões para elaboração do projeto executivo da Arena e R$ 388,2 milhões para execução das obras. A liberação do segundo subcrédito acompanhará o andamento das obras.

Já haviam sido contratados no âmbito do programa BNDES ProCopa Arenas os projetos do Ceará (R$ 351,5 milhões para reforma do Castelão) e do Mato Grosso (R$ 393 milhões para construção da Arena Multiuso Pantanal). Os quatro projetos contratados até agora foram aprovados em setembro de 2010.

A contratação é a etapa final do trâmite de um projeto no BNDES. Quando o contrato é assinado é que tem início o cronograma de desembolsos. A liberação de recursos, como ocorre em todos os financiamentos do Banco, é gradual, concomitante ao andamento e à execução das obras.

Outro empreendimento que será financiado pelo BNDES é a reforma do Maracanã, cujo projeto foi aprovado em outubro último pela diretoria. Atualmente o financiamento está em vias de contratação, para que posteriormente tenha início o cronograma de desembolsos.

A Arena Pernambuco, última das seis arenas que solicitaram financiamento ao BNDES até o momento, está com o seu projeto em fase final de análise pela área técnica do Banco. Uma vez concluída essa etapa, o material será enviado para análise pela diretoria.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ceará ganhará refinaria da Petrobras

29/12/2010 - Webtranspo

Unidade vai produzir 300 mil barris por dia

Unidade deve iniciar produção em 2017

Nesta quarta-feira, 29, a Petrobras lançou a pedra fundamental para a implantação da Refinaria Premium II no estado do Ceará. De acordo com a empresa, o empreendimento integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e, quando finalizado, terá capacidade para produzir 300 mil barris por dia.

Com expectativa de iniciar a produção em 2017, a nova unidade da Petrobras deverá produzir diesel com baixo teor de enxofre, querosene de aviação, nafta, gás de cozinha e bunker (combustível de navio).

Para implantação do projeto há previsão da geração de 90 mil postos de trabalho diretos, indiretos e por efeito renda. A área para a implantação da Refinaria Premium II fica no Complexo Industrial do Porto de Pecém, no município de Caucaia (CE).

A Universidade Federal do Ceará foi contratada para realizar o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente, que está em andamento. A Petrobras assinou com a empresa americana UOP contrato para elaboração dos projetos básicos e de pré-detalhamento da refinaria.

A estatal estabeleceu que os projetos deverão seguir padrões e normas internacionais, também respeitando as normas legais brasileiras. Os projetos de pré-detalhamento, apesar de serem responsabilidade da UOP, serão executados por empresas de engenharia brasileiras, garantindo a utilização de mão de obra nacional.