sábado, 16 de junho de 2012

Custo do Mundial pode chegar a R$ 30 bilhões

12/06/2012 - G1

De acordo com os últimos balanços do Ministério do Esporte e do Tribunal de Contas da União, a estimativa de gastos com as obras para a Copa do Mundo gira em torno de R$ 27 bilhões atualmente. Estão incluídos neste valor os investimentos do governo federal, dos governos estaduais e municipais e da iniciativa privada em obras de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos. Mas o custo total do Mundial, que começa daqui a exatamente dois anos, ainda vai crescer e a conta já pode chegar a R$ 30 bilhões.

O motivo para o aumento são os gastos com suporte, serviços e operações, que ainda não foram incluídos na matriz de responsabilidades da Copa, documento de referência assinado em janeiro de 2010 que define os investimentos de cada parte na preparação do evento. Falta entrar na conta os gastos com segurança, telecomunicações, energia, saúde, infraestrutura turística e promoção do país, por exemplo.

- Ainda há áreas que precisam ser incorporadas. Só poderemos falar de um custo definitivo depois da incorporação destas obras e destes serviços que ainda não estão computados no valor de R$ 27 bilhões - revelou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Apesar de ainda não estarem detalhados na matriz, é possível estimar alguns destes investimentos para o Mundial. É o caso da segurança, área em que o ministério da Justiça já anunciou que serão investidos até 2014 cerca de R$ 1,8 bilhão. Deste montante, R$ 1,1 bilhão deve ir para segurança pública e R$ 700 milhões para a defesa nacional.

Já na área de telecomunicações, foram definidos pelo governo federal investimentos de R$ 371,22 milhões, que serão divididos em duas principais áreas: implantação da infraestrutura; e fiscalização do uso de equipamentos e radiofrequência. Este gasto foi incluído no fim de abril na matriz de responsabilidades.

O setor de turismo também se movimenta e aplica recursos visando à Copa. Informações do Ministério do Turismo revelam que em 2012 foram investidos R$ 116 milhões em infraestrutura turística, com o foco principal nas 12 cidades-sedes do Mundial. Também estão sendo aplicadas verbas para a divulgação do país por meio do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). O orçamento para promoção em 2012 será de R$ 135 milhões. Para os próximos dois anos, a Embratur prevê ainda o investimentos de cerca de R$ 120 milhões apenas para a divulgação do Brasil como sede da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Há também investimentos já definidos para a hotelaria. De acordo com o Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), já foram contratados R$ 428,29 milhões para a construção e reforma de hotéis nas cidades de Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Deste valor, R$ 263,58 milhões foram obtidos por meio de financiamentos do governo federal.

Ainda de acordo com informações do Portal da Transparência, há contratos de investimentos de R$ 3 milhões em projetos culturais, R$ 15,1 milhões em projetos de desenvolvimento cientifico e tecnológico e R$ 29,3 milhões em ações de gestão do Ministério do Esporte, todas voltadas para a Copa do Mundo de 2014.

Somados os valores listados, o investimento para a Copa do Mundo, até o momento, já ultrapassa a casa dos R$ 30 bilhões.

- Temos que trabalhar com um conceito, que, para mim, é muito importante: a Copa não custa nada. O que custa ao país é metrô, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), viaduto, via expressa, investimento em aeroportos, em portos. Isso é o que custa. O que fica para o país. Isso não vai ser levado por nenhuma seleção que virá ao Mundial - defendeu Aldo Rebelo.

Quando foi assinada em 2010, a matriz de responsabilidades da Copa previa investimentos de aproximadamente R$ 23,5 bilhões em obras de mobilidade urbana, estádios, portos e aeroportos. Dois anos depois, muitas alterações foram feitas. Dezenove obras foram excluídas e outras 25 acrescentadas ao documento. Também foram feitas atualizações em 26 projetos.
Com todas as mudanças, o valor total de investimentos chegou a R$ 27,1 bilhões - crescimento de mais de 15% em relação ao investimento anunciado em 2010. Entre as 12 cidades-sedes, a que mais aumentou os custos no período foi Cuiabá, com acréscimo de mais de 104%. O principal motivo foi a inclusão das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que ligará o aeroporto ao centro da cidade e tem um custo estimado em R$ 1,2 bilhão.

A única cidade em que houve uma redução no valor foi Salvador, por conta da exclusão do BRT (Bus Rapid Transit) que ligaria o aeroporto a estação Acesso Norte do metrô. O investimento total em infraestrutura para a capital baiana passou de R$ 1,2 bi para R$ 675,3 milhões.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

EMTU/SP anuncia as primeiras ações na nova Região Metropolitana

24/05/2012 - EMTU

A EMTU/SP fez as duas primeiras reuniões com os dirigentes de transporte e trânsito da nova Região Metropolitana do Vale do Paraíba / Litoral Norte - RMVPLN. O encontro, coordenado pelo presidente Joaquim Lopes e pelo Diretor de Gestão Operacional, Evandro Losacco, 
ocorreu nesta quarta-feira, 23/05, em São José dos Campos e Taubaté.

O interesse da EMTU/SP nessa fase de transição do gerenciamento das linhas intermunicipais é abordar os temas gerais de interesse das 39 cidades que compõem a nova região metropolitana, como o sistema de transporte, legislação, serviços e programas existentes, projetos em andamento, além da apresentação da agenda para as ações iniciais na região.

"Essa agenda inicial é muito importante para a EMTU/SP se organizar e a se relacionar com os municípios", declarou Joaquim Lopes. A expectativa dos municípios também é grande. O secretário de Transportes de São José dos Campos, Anderson Ferreira, demonstrou tranqüilidade nesse momento de transição: "O trabalho para o processo de mudança no transporte entre os municípios será intenso, mas estou tranqüilo pela experiência da EMTU/SP", disse.

A EMTU/SP já tem endereço em São José dos Campos para a nova unidade que será comandada, pelo Sr. Antonio Carlos Gonçalves de Oliveira que atualmente está na Gerência Regional da Baixada Santista - GRB. A unidade contará, ainda, com os técnicos Sergio  Dela Torre para coordenar a área de inspeção de garagens e frota e com Raimundo Leite para área de fiscalização do sistema. 

Na próxima semana, a EMTU/SP começa a inspeção das garagens das empresas que atuarão no Sistema Regular. O sistema viário, terminais e pontos de parada também serão vistoriados e a frota começará ser padronizada nas cores do sistema metropolitano.

A empresa também marcará reuniões com as entidades ligadas à saúde e à educação da RMVPLN para discutir a concessão do desconto aos estudantes e da gratuidade às pessoas com deficiência. Em julho está prevista a publicação do edital para a contratação
de empresa que fará os levantamentos preliminares para a pesquisa Origem e Destino da região.

O próximo encontro será em Guaratinguetá na próxima segunda-feira, 28/05.

Alphaville prepara expansão com mais de 80 projetos

20/05/2012 - Folha de São Paulo

Negócio mais rentável do grupo Gafisa, que teve prejuízo de R$ 945 milhões no ano passado, a Alphaville Urbanismo trabalha em um projeto de expansão agressivo.
São 80 empreendimentos em desenvolvimento e três lançamentos previstos para este semestre. Cada um demanda aporte de R$ 50 milhões em média.
Até junho, a empresa anunciará condomínios em Teresina e Belo Horizonte, além da segunda etapa do empreendimento de Brasília.

Os três projetos seguem linhas diferentes de produtos da empresa.
Em Teresina, o residencial é voltado para a classe média. Terá mil lotes com cerca de 300 m2 cada um e preços a partir de R$ 80 mil.
Esse modelo econômico, que hoje corresponde a 25% do total dos produtos, deve alavancar o crescimento da empresa. "Em dois ou três anos, atingirá 40%", diz Marcelo Willer, diretor-executivo.

O projeto de Brasília envolve a construção de 15 condomínios e R$ 1 bilhão em investimentos. Pronto, deve ser ocupado por 200 mil pessoas e terá o dobro do tamanho do de São Paulo.
"É quase uma nova cidade", diz Fábio Valle, da empresa.
Empreendimentos similares, mas de menor porte, com capacidade para até 50 mil moradores, serão lançados em Fortaleza e Natal. Um terceiro está em andamento em Recife.
O projeto de Belo Horizonte, que consumirá R$ 90 milhões, segue o padrão original da Alphaville, com terrenos de cerca de R$ 250 mil.