quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sá Cavalcante investe R$ 4 bilhões para ter dez shoppings até 2015

30/10/2012 - Brasil Econômico, Juliana Ribeiro

Grupo se especializou em complexos comerciais, que devem gerar R$ 400 milhões este ano

O mercado de shoppings center no Brasil está em franca expansão e o grupo Sá Cavalcante faz parte desse cenário. A holding que nasceu no Ceará há 36 anos com o DNA de construtora e incorporadora, tem um modelo de negócio integrado e um plano ousado: saltar dos atuais três shoppings para 10 unidades no portfólio, entre obras concluídas e em andamento, até 2015. "Nosso foco é investir em cidades de médio porte, com grande potencial de crescimento", explica Leonardo Cavalcante, presidente da divisão de shoppings e filho do fundador da companhia.
Para isso, o grupo está investindo cerca de R$ 4 bilhões na compra de terrenos e na construção dos empreendimentos. Seguindo com o plano de expansão, em julho, a Sá Cavalcante fez uma emissão de debêntures, a primeira oferta pública de valores mobiliários feita pela companhia, no valor de R$ 350 milhões. O valor adquirido vem sendo investido nos projetos de construção dos shoppings.
Complexos imobiliários
A estratégia de negócio da empresa passa pela integração. Depois de vender o shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, para o grupo BR Malls por R$ 800 milhões em 2010, a companhia incrementou seus projetos. Seguindo a tendência de complexos que reúnem salas comerciais, edifícios residenciais e centros comerciais, como por exemplo, o Cidade Jardim, endereço nobre de São Paulo pertencente ao grupo JHSF, a Sá Cavalcante tem em seu portfólio alguns dos maiores complexos do Norte e Nordeste do país. Só no Espírito Santo são dois shoppings em funcionamento, outros dois em construção e um quinto projeto em desenvolvimento - todos nesse modelo.
Em São Luís (MA), o shopping da Ilha é o maior empreendimento da cidade e está em fase de expansão. Serão construídas torres com 3,2 mil unidades entre apartamentos e salas comerciais. A prefeitura da cidade optou por transformar a região em um bairro, que se chamará Reserva da Ilha e ficará a cargo da Sá Cavalcante. "Cuidaremos de toda a infraestrutura da região", explica Cavalcante. O investimento na criação do complexo de escritórios e apartamentos começou em 2010 e deverá somar R$ 1 bilhão até sua conclusão, prevista para três anos.
Cavalcante revela que o grupo também está desenvolvendo o estudo da viabilidade de investir em um complexo comercial em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. "Estamos levantando os custos e desenvolvendo o projeto." A construção de um shopping costuma ser para a companhia, o primeiro pilar para a entrada do grupo em uma nova área. "Depois de instalado, a incorporadora chega com os lançamentos das torres e montamos o complexo", explica Cavalcante. Com a constante prospecção de áreas e regiões, a companhia já tem uma reserva de terras quitada no valor de R$ 6 bilhões. "Isso nos dá muita segurança para expandir nos próximos anos", explica o executivo.
Para agilizar o trabalho e manter o controle de qualidade dos empreendimentos que constrói, a Sá Cavalcante cuida de todos os processos da obra, desde a prospecção do terreno, desenvolvimento do projeto de engenharia e arquitetura, passando pela comercialização dos espaços e administração dos condomínios. Em Teresina, o grupo está construindo o shopping Rio Poti, que além de prédios comerciais e residenciais, terá um hotel integrado ao complexo.
Atuação diversificada
Cavalcante explica que apesar de os principais investimentos do grupo estarem na região Nordeste, a ampliação da área é uma possibilidade. Segundo ele, além do projeto em Guarulhos, ainda não há nenhuma outra região com planos em desenvolvimento, mas ele dá dicas de onde o grupo poderá atuar nos próximos anos. "Gosto muito da região Centro-Oeste, no passado estudamos algumas operações por lá, mas bateu na trave", brinca.
A previsão do grupo é fechar este ano com valores gerais de vendas, ou seja, o potencial disponível para comercialização de R$ 410 milhões, incluindo os complexos com shoppings e prédios, ante R$ 290 milhões no ano passado. Para 2015, a expectativa é alcançar o montante de R$ 500 milhões.


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Especialista que mudou Barcelona sugere soluções para Salvador

31/10/2012 - Correio 24 horas, Lorena Caliman

Manuel Herce, em um passeio por pontos movimentados da capital, apontou problemas e sugeriu soluções para a cidade se tornar mais sustentável

Ele tenta andar na cidade, mas não consegue, pois não há calçadas. Nas avenidas, espaço demais para carros e pouco para o transporte público. Esses e outros problemas – que têm solução - são observados pelo engenheiro espanhol Manuel Herce, 65, um dos responsáveis pela reconstrução de Barcelona para as Olimpíadas de 1992, legado que se sente até hoje no bom funcionamento da cidade espanhola.

Herce, que é casado com uma brasileira, está desde o início da semana em Salvador para participar da 3ª edição do Agenda Bahia, que começa hoje, às 8h, na Fieb, e alerta que a construção de viadutos e de estacionamentos não vai resolver os problemas da capital baiana: é preciso dar atenção ao pedestre e melhorar o transporte público.

Ontem, em um passeio por pontos movimentados da capital com o CORREIO, Herce apontou problemas e sugeriu soluções para a cidade se tornar mais sustentável.

Em primeiro lugar, diz ele, a cidade precisa ser pensada para o morador, não para os carros. Ao conhecer os números da pesquisa do Instituto Futura que mostra que 73% dos moradores de Salvador levam quatro horas por dia no trânsito, ele afirmou que o problema poderia ser resolvido com um sistema integrado de transporte.

Atualmente, "o carro atrapalha o ônibus e o ônibus atrapalha o carro", diz. "Isso mostra que se deve controlar o espaço para os carros, pra melhorar o engarrafamento. Em outras grandes cidades do mundo você gasta 1 hora, 1 hora e meia", conta.

Dificuldades
Na região do Iguatemi, na passagem do viaduto que dá acesso à Rodoviária, ele apontou a falta de espaço para pedestres, excesso de faixas para carros e áreas verdes desaproveitadas.

"Você pode ter avenidas grandes na cidade, mas uma avenida não precisa ser uma autoestrada, tem que ter espaços para os pedestres também", opina. Herce ressaltou a dificuldade que os soteropolitanos têm de sair de seus bairros para chegar aos pontos de ônibus nas avenidas. "Aqui ninguém pode atravessar a rua, o viaduto não tem calçada. O cara que quer atravessar aqui morre. Se quer pegar ônibus aqui, o que faz? Ele tem que caminhar meio quilômetro", comenta.

Herce também critica o excesso de viadutos, dizendo que eles não são uma alternativa sustentável para o trânsito, uma vez que aumentam o espaço só para os carros.

"O problema não é carro, carro é um direito. O problema é que o carro adentrou a cidade. Em Paris, tem quase uma média de 2,2 carros por família, mas na rua você não vê praticamente, só sábado e domingo, porque o sistema de transporte coletivo é ótimo", compara. Uma das sugestões de Herce para o Iguatemi é aumentar os espaços para pedestres, restringir a passagem de carros em parte das pistas e criar faixas exclusivas para ônibus.

Desagradável
O engenheiro criticou também a falta de espaços agradáveis para caminhar. Na orla, mesmo havendo calçadões, Herce chama a atenção para a falta de planejamento paisagístico. "Nas praias da Pituba ao Rio Vermelho, não tem uma árvore sequer. Só tem poste, concreto. É uma região feita para o pedestre, mas o pedestre é sacrificado", opina.

Uma das mais movimentadas da cidade, a avenida Mário Leal Ferreira, a Bonocô, foi criticada pela falta de espaços de convivência. Na avenida, quase não há calçadas.

Metrô
Herce afirma ainda que o metrô é uma das saídas mais importantes, mas não a única, para os problemas de mobilidade. "Num deslocamento longo, você não pega só o metrô, pega também ônibus, bicicleta, carro, anda a pé. Esse é um problema de planejamento público. Você não pode ficar esperando horas pra um ônibus passar, nem andar demais de uma estação para a outra. É preciso integrar os diferentes transportes", indica.

Apesar de o metrô ter apenas seis quilômetros de extensão até agora, o problema maior, diz Herce, é a quantidade de estações e a distância entre elas. Em toda a Bonocô há apenas uma parada do metrô, a Estação Brotas, enquanto Herce diz que o metrô deve unir a população à cidade e trazer conforto às pessoas.

"As pessoas não podem depender de uma passarela pra entrar no metrô. Ele tem que estar ligado com o lugar, e todo o entorno tem que ter uma estrutura para caminhar. É a partir daí que nascem lojas, comércio. Tem que ter estações suficientes pra que as pessoas caminhem, no máximo, 200 metros. Aqui tem muito mais distância que isso", critica.



Diretamente relacionado à Copa, o entorno da Fonte Nova é visto como uma oportunidade pelo engenheiro espanhol Manuel Herce. Ele diz que, apesar de o projeto da Arena ser muito interessante para o esporte, a estrutura de mobilidade ao redor deixa a desejar. Lembrando que entre os planos para o entorno estão a construção de dois edifícios- garagem, ele alerta que o acesso de carro até o estádio é um problema. "Em dias de jogos, fica fechado quase um quilômetro no entorno do estádio de Barcelona, e as pessoas têm o acesso por metrô, caminhando. Entrar de carro engarrafa tudo e ninguém chega".

Aproveitando a rota turística, Herce defende a criação de um circuito de pedestres do Dique ao Comércio, passando pelo Campo da Pólvora, subindo em escada mecânica ao Largo de São Francisco e descendo para o Comércio pelo Elevador Lacerda. " Não é cara. É coisa de R$ 5 milhões, R$ 6 milhões, não é nem o preço da arquibancada do estádio". A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) tem um projeto previsto para ser entregue em dezembro de 2013 que prevê quatro rotas para pedestres, sendo duas no Comércio, uma em Brotas e uma em Nazaré.


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Classe média brasileira forma o 18.º maior mercado consumidor mundial

31/10/2012 - O Estado de São Paulo

Na média, renda desse grupo é 2,5 vezes mais alta que a da classe baixa, mas quando comparada à da classe alta a diferença é de quatro vezes

PORTO ALEGRE - A gerente de Projetos da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Alessandra Ninis, apontou nesta quarta-feira, 31, que a classe média brasileira gastou R$ 975 bilhões em 2011. "Se a classe média brasileira fosse um País, seria o 18.º mercado consumidor do mundo, ou seja, estaria no G-20", comentou Alessandra, durante o IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira, realizado na capital gaúcha.

VEJA TAMBÉM

Desemprego em 7 regiões recua a 10,9% em setembro
Os dados fazem parte do estudo da SAE chamado "Vozes da Classe Média". Em junho, a SAE divulgou as faixas que leva em conta para definir as classes sociais da população brasileira, colocando como classe média as famílias de renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019. Essa classe média dependeu, segundo Alessandra, da renda do trabalho para ascender. Segundo ela, na média, a renda desse grupo é 2,5 vezes mais alta que a da classe baixa, mas quando comparada à da classe alta a diferença é de quatro vezes.

Alessandra disse que essa parcela da população ainda faz pouco uso do sistema financeiro, já que 77% pagam despesas em dinheiro. "Quanto ao endividamento, 28% da população da classe média tem dificuldade de honrar dívidas, proporção que cai para 19% na classe alta", afirmou.


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Levar água tratada e esgoto para todo o país custa R$ 420 bi, calcula ministério

31/10/2012 - Valor Econômico

O diretor do Departamento de Água e Esgotos do Ministério das Cidades, Johnny Ferreira dos Santos, afirmou hoje que a universalização dos serviços de água e esgoto até 2030 no país exige aporte de recursos de R$ 420 bilhões. Ele garantiu que os investimentos previstos para saneamento nos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 são suficientes, caso sejam mantidos após 2015, para atingir esse objetivo. "No PAC 1, tivemos R$ 40 bilhões para o setor e o PAC 2 ampliou de R$ 45 bilhões para R$ 55 bilhões o montante previsto para investimentos até 2015", disse, durante seminário sobre saneamento organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).



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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Governo do Piauí diz que vai investir R$ 500 milhões em mobilidade urbana

09/10/2012 - Cidade Verde

Governo anuncia investimento da ordem de US$ 500 milhões em obras que contemplam a mobilidade urbana no Piauí

"Os recursos já estão assegurados e devem ser aplicados na construção de viadutos, duplicação de estradas e avenidas, bem como na melhoria do sistema de metrô, repercutindo na melhoria da segurança do trânsito no Piauí", ressalta o governador Wilson Martins.

O investimento contempla as obras de duplicação das BRs 316 e 343, que serão executadas pelo Governo do Estado. As vias cortam a cidade de Teresina e apresentam grande congestionamento no horário de pico. Serão duplicados aproximadamente nove quilômetros na BR 316 e 9,5 quilômetros na BR 343. Para tanto serão investidos R$ 100 milhões.

A duplicação da avenida que dá acesso ao Rodoanel, pela zona Leste da capital, também está na pauta das obras a serem executadas, através dos investimentos estaduais. A duplicação terá a extensão de 12 quilômetros, onde serão investidos R$ 51 milhões. Enquanto o Rodoanel de Teresina vem sendo executado desde o mês de maio deste ano e irá ligar as BRs 343 e 316.

Com 28 quilômetros de pista dupla, o Rodoanel é uma das obras que irá retirar diariamente do Centro da cidade cerca de cinco mil veículos, através da ligação das BRs 316 e 343. A obra tem investimento de R$ 80 milhões e já emprega 154 pessoas.

Na principal ponte de acesso ao Centro de Teresina, a Juscelino Kubitscheck, que liga as avenidas Frei Serafim e João XXIII, serão construídas oito novas pistas. Com investimento de R$ 18.236.767,70, a obra é resultado de parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal. A nova ponte terá 428,4 metros de extensão e será construída no espaço entre as duas pontes atuais.

Um elevado na Avenida Miguel Rosa, no trecho que liga a via à BR-343, na zona Sul, terá um custo de aproximadamente R$ 14 milhões e uma extensão de 42 metros, visando melhorar o tráfego naquela região. A Avenida João XXIII também irá ganhar dois viadutos. Os projetos já foram elaborados e seguem para licitação ainda neste semestre. A obra irá contemplar dois cruzamentos da Avenida João XXIII, um com a Avenida Nossa Senhora de Fátima e outro com a Avenida Presidente Kennedy.


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Piauí anuncia investimento de R$ 850 milhões em mobilidade urbana

25/10//2012 - Pini Web, Aline Rocha

Recursos irão para o Projeto Pró-Desenvolvimento II, que prevê obras em rodovias do estado

A Assembleia Legislativa do Piauí autorizou o Governo do Estado a contratar o financiamento de R$ 850 milhões junto ao Banco do Brasil para investimentos em mobilidade urbana. Os recursos serão destinados ao Projeto Pró-Desenvolvimento II.

Entre as obras, está a duplicação da rodovia de Teresina TE-120, o viaduto que interliga a Avenida Presidente Kennedy com a Avenida João XXIII e o viaduto na intercessão da Avenida Miguel Rosa com a Avenida Frei Serafim.

Estão previstos também rodoaneis nos municípios de Altos, Barras, Bom Jesus, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Luzilândia, Oeiras, São João do Piauí e São Raimundo Nonato. O projeto ainda inclui a construção de um complexo esportivo em Paulistana e a implantação de portos secos em Picos, Floriano e Teresina.

A infraestrutura rodoviária do estado também receberá intervenções do Projeto Pró-Desenvolvimento II. Com o objetivo de interligar todos os municípios do Piauí, serão feitas obras como: 1ª etapa da Transcerrados, que ligará a Sebastião Leal à BR 135; 1ª etapa da Perimetral Sul, interligando a PI 247 à comunidade Nova Santa Rita; e melhorias nas vias de acesso às regiões de Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Bom Jesus, Currais e Palmeirais do Piauí.


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domingo, 28 de outubro de 2012

Capital tem mais carros do que casas

28/10/2012 - Tribuna do Planalto

Goiânia tem mais carros do que casas. São 480.790 automóveis e 422.921 domicílios particulares permanentes, segundo mostra o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mesmo trabalho apresenta que o número de moradias com automóvel é quase igual ao daqueles com máquina de lavar roupa, são aproximadamente 236 mil ante cerca de 242 mil, respectivamente, diferença inferior a 3%. Em 2011 o número total de veículos chegou a 1,03 milhão. Apontada em estudo da Organização das Nações Uni das (ONU) como o município com a maior desigualdade de renda entre ricos e pobres em toda a América Latina e o Caribe, a capital de Goiás diariamente apresenta em suas ruas o resultado da concentração de riqueza, tendo de um lado, veículos considerados de luxo, com valores acima de R$ 100 mil, à venda e em circulação, e de outro, o acúmulo de pessoas no interior de ônibus do transporte coletivo, que chega a oito por metro quadrado em horário de pico.

"Há dez anos que esses ônibus vivem cheios", disse a diarista Rosalina Rodrigues da Silva, 58, ao descer do veículo 171, no terminal Praça A, por volta das 19h de terça-feira, 16. Moradora de Guapó, ela havia saído de casa às 5h30. Pegou um ônibus até o terminal do Dergo, e depois, mais um, até o seu trabalho, em Goiânia. Na volta, passou na Santa Casa de Misericórdia, em Campinas, antes de pegar outro ônibus até o terminal. "Fiquei uma hora no ponto esperando e ele passou lotado." Em sua casa, ela estimava que chegaria entre 20h30 a 21 horas. A rotina, de em média quatro ônibus por dia, iniciou em 2002, quando Rosalina passou a trabalhar na capital. A diarista afirma que em função do longo tempo de espera pelas linhas 015 (Praça A – Flamboyant) e 171 (Terminal Cruzeiro/Praça A), passou a recusar serviços em regiões onde teria que utilizá-los.

"Acho que faltam mais ônibus", diz a operadora de caixa Maria Fernandes de Melo, 28, que também utiliza a linha 171. Ela mora no Setor dos Afonsos e trabalha no Setor Ferroviário e diz que ao todo utiliza seis ônibus por dia para ir e voltar do emprego. "Não consigo lugar para sentar nem para voltar, nem para vir, que é mais cheio ainda", diz sobre o 171, que segundo ela, é o único ruim do trajeto. Outra reclamação da usuária é quanto a falta de educação dos usuários. "Se tivesse carro com certeza não andaria de transporte coletivo. Prefiro enfrentar um trânsito do que um povo sem educação". E se tivesse "muito dinheiro", diz que sim, compraria um carro de luxo.

O assistente de suporte ao Negócio da All Motors, João Paulo Pedroso, diz que a loja vende automóveis importados para todo o país. Entre as capitais, ele aponta Goiânia como a segunda no ranking de venda, atrás de São Paulo e na frente de Brasília. "Não que o poder aquisitivo aqui seja maior, mas como a sede fica em Goiânia, os clientes têm maior contato". Segundo ele, as vendas para fora do Estado são por telefone e/ou site. Noventa por cento do total comercializado são de carros seminovos. A maior procura, informa Pedroso, são pelos esportes e da marca Porsche. O valor de um Porsche depende do modelo e ano. Na loja, por exemplo, tinha um Boxster 2006, de R$ 189 mil e outro, 911 Turbo, 2011, por R$ 799 mil. Porém, quanto ao grande objeto de desejo daqueles que gostam de carro, ele cita as Ferrari. Na empresa, no dia da entrevista, uma F360 Modena, 2002, amarela, estava à venda por R$ 499 mil.

Pedroso afirma não ter estatística mensal de carros vendidos, mas informa que já teve mês em que comercializaram 27 automóveis, em outros, porém, sete. "Mês de setembro e outubro são mais fracos. Em novembro e dezembro dá uma acelerada." A faixa de preço dos mais vendidos é de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segundo o assistente de suporte. "De R$ 250 mil para cima é um público mais restrito. Um carro de R$ 300 mil, R$ 400 mil, é por status".

A maioria dos compradores desses considerados automóveis de luxo, diz ele, são grandes empresários, cantores e jogadores de futebol que vivem em Goiás. "Pessoas que ganham muito dinheiro e esse gasto não faz muita diferença". Pedroso diz atender muitos empresários de Goiânia e Anápolis. Em relação à idade dos clientes, ele informa que há desde os jovens, de 20 anos, até idosos. Na aquisição de carros acima de R$ 250 mil, ele informa que em torno de 85% dos casos, os clientes pagam uma parte à vista e financiam o restante.

O proprietário da Prime Divulgue, empresa de marketing via serviço de mensagens curtas (sms), Fabiano Matos, 25, usa em média sete ônibus por dia e diz que se tivesse condições financeiras, compraria um carro de R$ 100 mil. "Porque acho que o tempo que trabalhei mereço um conforto". Ele informa usar transporte coletivo porque não tem carro. "Se tivesse, andava longe desse terminal", disse ao desembarcar na Praça A.

Só nesse terminal, a demanda diária é superior a 57 mil passageiros, segundo dados da Rede Metropo litana de Transporte Coletivo (RMTC), sendo um dos mais movimentados de Goiânia. Volume maior ainda de passageiros por dia é estimada para os terminais Bandeira, 66.592, Praça da Bíblia, 79.123, e Padre Pelágio, 87.985.

Segundo dados da RMTC, atualmente 1.376 veículos rodam diariamente para atender a demanda nas 278 linhas existentes. Noventa por cento da frota, é do ano 2008 para frente. A velocidade média dos ônibus é de 19 quilômetros por hora. Em relação ao tempo médio de espera em pontos é possível conferir o de cada um por meio do site: www.rmtcgoiania.com.br.

Quanto às reclamações de usuários à reportagem das linhas 171 e 015, o órgão informa que o histórico delas é de 70% em dia e 30% com atraso. Segundo a RMTC, a maior parte dos atrasos é registrada entre 17h e 19h. "O congestionamento durante o trajeto afeta diretamente nos horários das duas linhas", informa a assessoria.

O doutor e mestre em Engenharia de Transportes Benjamim Jorge Rodrigues dos Santos, professor na Pontifícia Universidade de Goiás (PUC-GO) e Universidade Estadual de Goiás (UEG), aponta entre os requisitos para que o transporte coletivo seja de qualidade uma velocidade de 22 quilômetros por hora. "Hoje é de 8 quilômetros por hora a 12 quilômetros por hora, na Avenida 24 de Outubro". Para ser atraente, o tempo de viagem de um ônibus não deve ser mais do que uma vez e meia o gasto por um carro em igual trajeto, diz. A lotação máxima recomendada é de quatro pessoas por metro quadrado. "Se vê de seis a oito pessoas por metro quadrado em horário de pico em Goiânia". Quanto ao tempo de espera nos pontos, ele informa ser indicado não ultrapassar 20 minutos. "Também é necessário monitorar com fiscalização e aplicar penalidades para as operadoras que não cumprirem os requisitos."

Santos diz que a qualidade do trânsito passa por três pilares: educação, engenharia e fiscalização. Ele aponta que o ideal é que exista um agente de trânsito para cada mil veículos. Segundo o presidente da Agên cia Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT), Senivaldo Silva Ra mos, hoje são 358 agentes. "Dever íamos ter no mínimo 700 profissionais." O presidente diz aguardar para 2013 a realização de novo concurso.

Na avaliação do engenheiro, as pessoas dizem que jamais utilizariam o transporte público se tivessem veículo próprio porque o atual serviço não tem qualidade. "Se tivesse um transporte como na Europa, por exemplo, só usariam o carro para passear, aos fins de semana." Na opinião do engenheiro, havendo qualidade, pode haver uma migração do transporte individual para o coletivo, e calcula a possibilidade de tirar de circulação 20% dos veículos que trafegam na capital.

O consultor de negócios Cleone Guimarães, 25, tem um carro, mas mesmo assim, utiliza há seis meses o transporte coletivo para ir do trabalho até à faculdade, onde cursa Administração. Isso porque ele começou a compartilhar o carro com a noiva. Guimarães diz achar o serviço "precário". "É preciso planejamento para melhorar." Quanto aos carros de luxo, diz que, mesmo se tivesse condições financeiras, não compraria um de mais de R$100 mil. "Investir em outras coisas, como viagens."

Transporte coletivo deve ser priorizado, defende engenheiro

O professor e engenheiro Benjamim dos Santos diz que a tendência de política de transporte nos países desenvolvidos é o coletivo e alternativas como o uso de bicicletas. Ações que são priorizadas na área de mobilidade no plano de governo referente a 2013-2017 apresentado pelo prefeito Paulo Garcia no final da corrida eleitoral. Nele constam atividades como implantar o Transporte Rápido por Ônibus (BRT) no eixo Norte-Sul, com 22 quilômetros, e de 14 corredores para ônibus, totalizando 102 quilômetros, no modelo do corredor Universitário, entregue neste ano.

A construção do BRT de mandará R$ 260 milhões, segundo o diretor de gestão do Plano Diretor da Prefeitura de Goiânia, Ramos Albuquerque Nóbrega. "O prefeito quer ver se até o ano que vem ele esteja pronto". O diretor confirma a priorização do transporte coletivo no programa de governo. Entre as redes estruturadoras a serem trabalhados estão os eixos exclusivos e os preferenciais. Os exclusivos já existentes são os da Avenida Anhanguera e parte da Avenida Goiás. Esses exigem pistas com largura mínima de 36 metros e desde 2007 são indicados no plano diretor para outras vias, a exemplo da Leste Oeste, Mutirão, T9, T7 e 85. "Não foi feito ainda por questão econômica". As preferenciais, como a do Univer sitário, onde os veículos podem entrar na faixa do ônibus e andar por uma quadra se for fazer conversão à direita, são previstas para Avenida Castelo Branco, Independência, T63, entre outras.

Hoje Nóbrega diz não existir um plano diretor específico para o transporte, o que passou a ser exigido, por meio de lei federal em janeiro de 2012. "A AMT e a CMTC (Com pa n hia Metropolitana de Trans portes Coletivos) estão à frente desse estudo para se chegar ao plano. Já fizemos duas reuniões e até o ano que vem o plano diretor de transporte tem que estar pronto".

O diretor diz não acreditar que a cidade seja sustentável sem um transporte público. Porém, ele afirma que o transporte individual não vai desaparecer. "O poder público tem que ter uma gestão inteligente para poder trabalhar as duas coisas." O professor Santos diz que o sentido é "incomodar" o usuário de carro e privilegiar o transporte coletivo. "Se for priorizar o transporte individual daqui a pouco só teremos estacionamentos".


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Condomínio com turbinas de vento

21/10/2012 - O Globo

Energia é produzida para aquecer a água

Bons ventos para Florianópolis. O Neo Next Generation, condomínio que acaba de ser finalizado no bairro Nova Campeche, traz um conceito ousado de sustentabilidade em residências. Desenvolvido pelo arquiteto Jaques Suchodolski, o empreendimento conta com pequenas turbinas, que são instaladas no topo das duas torres residenciais e entram em operação com ventos a partir de 3,5 metros por segundo de velocidade. Combinado com os coletores solares, este sistema é capaz de gerar 100% da energia necessária para aquecer toda a água do condomínio.
- Isso representa economia anual de R$ 43 mil no consumo potencial de energia elétrica - afirma Suchodolski.
EXCEDENTE PODE BENEFICIAR VIZINHANÇA
Feitas de fibra de carbono e semelhantes a uma escultura moderna, as turbinas medem 3m de largura por 6m de altura. A estrutura é de eixo vertical (os moinhos comuns têm eixo horizontal) e silenciosa, para garantir o sono do morador, explica Suchodolski:
- Essa característica permite que as turbinas girem com um mínimo de vento e sem fazer barulho.
A energia excedente poderá ainda ser direcionada ao abastecimento público, reduzindo a conta de energia dos demais moradores do bairro. Além disso, com o sistema de tratamento de efluentes, via captação e reutilização da água para uso nos jardins e áreas comuns, o consumo pode ser reduzido a 50%. Além disso, o empreendimento tem horta orgânica, espaço de compostagem, sistema de destinação de resíduos em lixeiras individuais e coleta seletiva. Tudo com o objetivo de gerar Lixo Zero, reduzindo os impactos ambientais.
- O prédio já está pré-adaptado para o programa Lixo Zero. Só que para que isso aconteça, é preciso que os moradores também se conscientizem e façam a sua parte. A arquitetura é responsável por 50% deste trabalho. A outra parte é por conta deles - garante o arquiteto.
O conforto térmico e acústico das especificações de esquadrias de PVC, manta de PET reciclado nos forros e lajes reforçadas garantem instalações silenciosas, de alta durabilidade e que praticamente eliminam a necessidade de ar condicionado ou aquecedor ao longo de todos os dias do ano. Uma economia adicional, reforçada pelo aproveitamento máximo da luz natural em todos os ambientes.
Para criar o condomínio sustentável e de alto padrão, o arquiteto Jaques Suchodolski fez um estudo detalhado e demorado do comportamento dos ventos. Durante os 30 meses de construção, o carbono utilizado foi neutralizado pelo plantio de 320 espécies de árvores nativas, garantindo ao prédio o selo Carbono Zero. Uma boa alternativa de moradia para quem quer ter uma vida 100% sustentável. Se possível.


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Rotunda Ferroviária exige investimento de R$ 10 milhões

28/10/2012 - Correio do Estado

Pátio de manobra de locomotivas poderá ser transformado. Licitação deverá ser lançada em até 4 meses


Por Edivaldo Bitencourt

A Prefeitura de Campo Grande aposta na concessão onerosa para reativar e transformar o antigo depósito de locomotivas em "Rotunda Ferroviária Cultural". O grupo que vencer a licitação terá que investir aproximadamente R$ 10 milhões na restauração do parque ferroviário e terá direito a exploração do espaço por 30 anos, podendo ser renovável pelo mesmo período.

De acordo com a presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb), Marta Lúcia Silva Martinez, o edital de licitação para a concessão da Rotunda Ferroviária deverá ocorrer em três a quatro meses. Ou seja, o projeto será concluído pelo novo prefeito, que será escolhido neste segundo turno, previsto para amanhã.

Nesta semana, a Câmara Municipal dos Vereadores e o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) sancionou a Lei 5.111, publicada ontem no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), que autoriza o Poder Executivo a dar em concessão de uso área pública de domínio municipal para restauração, instalação, operação e manutenção da Rotunda Ferroviária de Campo Grande para fins culturais.

Foto: Gerson Oliveira

Fonte: Correio do Estado


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No Recife, Nova etapa da Via Mangue é inaugurada neste sábado

27/10/2012 - Ne 10

Uma nova etapa da Via Mangue, na Zona Sul do Recife, será inaugurada na manhã deste sábado (27). Às 11h, o prefeito João da Costa irá entregar as obras de requalificação do Sistema Viário do Pina, na localidade de Jardim Beira-Rio, e a nova alça do Viaduto Capitão Temudo, que o ligará ao complexo viário através da Rua Saturnino de Brito.

As inaugurações representam um novo avanço da Via Mangue, que é a maior obra viária urbana dos últimos 40 anos e já se encontra com 35% de sua estrutura concluída.

As intervenções no trânsito do local devem facilitar a mobilidade e a circulação de veículos nesta área, que faz ligação entre o Centro e a Zona Sul do Recife. Além disso, a nova alça do Viaduto Capitão Temudo servirá também como acesso à comunidade de Jardim Beira-Rio e ao Shopping RioMar, que será inaugurado no próximo dia 30.

A Via Mangue será a primeira via expressa do Recife e integra o conjunto de ações preparatórias da cidade para a Copa do Mundo da FIFA 2014. O conjunto de obras que para a construção da via custará um total de R$ 552,8 milhões em recursos provenientes da Prefeitura do Recife, Governo Federal e Shopping RioMar.

TRÂNSITO - A partir das 11h deste sábado (27), serão liberadas três alças, todas com sentido único de circulação. A primeira, que faz parte do complexo da Via Mangue fica localizada na Rua Saturnino de Brito, saindo do Viaduto Capitão Temudo. A estrutura servirá de acesso para os condutores que forem utilizar a ponte estaiada com destino à Zona Sul da cidade pela via expressa. A segunda alça, que é apenas provisória, dará acesso às localidades de Jardim Beira Rio e Encanta Moça a partir da Ponte Paulo Guerra. Já a terceira alça, construída pelo RioMar Shopping, servirá de acesso ao novo centro de compras e fica compreendida entre as avenidas República Árabe Unida e República do Líbano.

A saída da área será feita pelo anel viário projetado no entorno, utilizando as seguintes vias: Avenida República do Líbano, Rua Dr. Dirceu Veloso Toscano de Brito e Rua Manoel de Brito. Desta última rua, o condutor que tiver como destino o Centro ou a Zona Oeste da cidade deverá seguir em frente utilizando o túnel e depois girar à esquerda na Av. Antônio de Góes. Já o motorista que quiser seguir para a Zona Sul deverá utilizar a Av. Encanta Moça, depois a Rua Carneiro Pessoa e Rua Unifor, com saída na Av. Engenheiro Domingos Ferreira. Outra opção é utilizar as ruas Santos Leite e São Luiz, com saída pela Av. Herculano Bandeira.

Outra modificação de trânsito que será entregue neste sábado (27) é a abertura de um trecho do canteiro central da Av. Antônio de Góes. A finalidade é garantir o acesso dos moradores do bairro de Brasília Teimosa às localidades de Jardim Beira Rio e Encanta Moça. Com isso, os veículos que estiverem na Rua José Mariano Filho, em Brasília Teimosa, poderão acessar a pista da esquerda (oeste) da Av. Antônio de Góes. Para garantir esse cruzamento, o semáforo de pedestre que fica localizado na Antônio de Góes com a Rua Miranda Falcão será relocado para a saída da Rua José Mariano Filho, representando um recuo de aproximadamente 60 metros de distância. Essa modificação irá eliminar o retorno que fica por trás do DNIT, tornando a via no mesmo sentido da Av. Antônio de Góes.


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sábado, 20 de outubro de 2012

Em Fortaleza, Serviços na Via Expressa e Dedé Brasil são iniciados

19/10/2012 - Diário do Nordeste

As calçadas das Avenidas Dedé Brasil e Via Expressa começaram a ser padronizadas, ontem, por meio da Coordenadoria de Projetos Especiais e Relações Institucionais e Internacionais (Cooperii) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Seinf).

Essas intervenções fazem parte do pacote de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Fortaleza. O prazo estimado para a conclusão destes serviços é dezembro deste ano.


Os novos serviços iniciados no momento serão realizados em dois trechos da Avenida Dedé Brasil, entre as ruas Maria Araújo e Professora Stella Cochcane, no sentido Castelão/Parangaba; e entre as ruas Santana do Parnaíba e Fiscal Assis, no sentido Parangaba/Castelão.

Já no trecho da Via Expressa, as obras serão realizadas entre as avenidas Raul Barbosa e Padre Antônio Tomás, no sentido sertão/praia.

A padronização realizada nos três trechos seguirá o padrão do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor). Diferentemente do que acontece em outras intervenções, nessas obras, apenas parte de uma faixa de tráfego da via será interditada para que seja feita a passagem segura dos pedestres, não sendo necessário o desvio de tráfego. O pacote de obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo 2014 abrange obras nas avenidas Alberto Craveiro, Dedé Brasil, Raul Barbosa, Paulino Rocha e Via Expressa.

O objetivo das obras é requalificar a ligação da principal zona hoteleira de Fortaleza, além do Aeroporto, do Terminal de Integração da Parangaba e também da BR-116, ao estádio Castelão. Com prazo de conclusão para dezembro do próximo ano, o valor total de investimento da prefeitura na mobilidade urbana para a Copa do Mundo é de R$ 232,5 milhões.


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Retomadas obras de rodovia em Volta Redonda

19/10/2012 - Agência Rio

As obras de construção da Rodovia do Contorno, no município de Volta Redonda, na Região do Médio Paraíba, foram retomadas nesta sexta-feira (19). O secretário estadual de Obras do Rio, Hudson Braga, assinou no dia anterior a autorização para início dos serviços pela construtora Carioca. A empresa, segunda colocada no processo de licitação, assumirá a obra, depois da desistência da Delta.

"Vamos retomar as obras, nesta sexta-feira, na interseção com a Rodovia dos Metalúrgicos, a VRD-01, já com equipamentos fazendo serviços de drenagem, terraplanagem e pavimentação. A partir da próxima semana, os serviços serão incrementados nos demais trechos", afirmou Hudson Braga.

Ainda de acordo com o secretário, o trabalho de conclusão da obra deve durar cerca de 120 dias."Se não houver contratempos, como a greve infundada, ocorrida em maio, que atrasou a obra, ou chuvas fortes, dentro de quatro meses teremos a nova Rodovia do Contorno, que vai dar mais conforto e segurança aos seus usuários e beneficiar os mais de 230 mil habitantes de Volta Redonda, retirando cerca de nove mil veículos do trânsito do centro da cidade", destacou o secretário.

A estrada, de 13,5 quilômetros, fará a ligação entre a Rodovia Presidente Dutra (BR-116 Sul) e a Rodovia Lúcio Meira (BR-393), formando um corredor de tráfego de carga pesada entre o Sul e o Norte/Nordeste do país. Estão sendo construídas as interseções com a Rodovia dos Metalúrgicos (VRD-01), a BR-393 e o município de Pinheiral, para facilitar a circulação na rodovia e evitar acidentes, com manobras imprudentes e conflitos entre o tráfego pesado e o local.

A rodovia ganhará, ainda, uma terceira faixa de rolamento, numa extensão de um quilômetro, sinalização vertical e horizontal e iluminação pública. A estrada também conta com um projeto de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. Além disso, caixas de retenção instaladas ao longo da rodovia vão permitir o escoamento rápido de substâncias poluentes, em caso de acidente.

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Obra da Alça de Contorno de Florianópolis começa em sete meses

19/10/2012 - ND Online, Paulo Jorge Pereira Cassapo Dias Marques

Projeto do contorno viário de Florianópolis já foi alterado e ainda não saiu do papel.

Esse é o prazo estipulado pelo Ibama para liberar as licenças ambientais para início da construção

O tão esperado início das obras do Contorno Viário da Grande Florianópolis parece já ter prazo definido. Mesmo não estabelecendo datas, a Autopista Litoral Sul afirma que inicia as obras após a liberação da licença do Ibama. O orgão ambiental cumpriu a primeira parte para a apresentação do material em audiência pública e tem até maio de 2013 para liberar a licença ambiental. O trecho avaliado pelo Ibama vai do km 196, ao lado do Centro de Eventos Petry, ao km 218, em Palhoça. Assim, o prazo estabelecido para a conclusão da primeira parte da obra, que corresponde ao trecho de São José, que foi único que manteve o traçado inicial, é de dois anos.

Para o diretor e superintendente da concessionária, Paulo Castro, até o início da obra do trecho que compreende a SC- 408, próximo a Petrobrás, em Biguaçu, e a SC-407, em São José, o início da alça, a partir do Rio Inferninho, na Estiva, deverá ter a licença liberada pelo Ibama. "Já estamos preparando o projeto para encaminhá-lo ao Ibama. O maior problema está com o trecho de Palhoça, que ainda não foi definido exatamente por onde a alça irá passar, pois estamos desenvolvendo o estudo de viabilidade", afirmou Castro.

O anúncio da conclusão do trecho que corta São José é uma esperança para moradores e autoridades do município. Para o vereador Sanderson de Jesus, a cidade é uma das mais afetadas pelo trânsito caótico da BR-101. "Além das filas intermináveis que afetam diretamente a população e a economia de São José, os acidentes nesse trecho da rodovia, exigem medidas urgentes e definições por parte da concessionária", declarou.

Presente na audiência, o deputado federal Esperidião Amim fez questão de ressaltar os atrasos da obra. Segundo ele, o cronograma entregue pela ANTT em junho deste ano dava como prazo para entrega final de toda obra o ano de 2017, data muito superior a prevista inicialmente (2012) que depois foi prorrogada para 2015. "Falam em atraso, mas isso não é um problema da população. Tenho certeza que o Ministério Público e o Tribunal de Contas estão de olho nessas audiências e fiscalizarão as obras", disse o deputado.





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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dilma anuncia R$ 400 milhões em investimentos em infraestrutura no AM

16/10/2012 - Valor Econômico, Bruno Peres

A presidente Dilma Rousseff comunicará ao governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), em reunião na tarde desta terça-feira, uma série de investimentos do governo federal no Estado, em obras de infraestrutura e mobilidade urbana.

O aporte total será de R$ 400 milhões, segundo estimativa preliminar do governo, e deverá vir do orçamento da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Entre os investimentos previstos está a construção de um extenso anel viário na região metropolitana de Manaus, que interligará o polo industrial, a zona portuária e o aeroporto do município. A intenção é facilitar o escoamento da produção local.

Apesar do apelo eleitoral do anúncio, a presidente não deverá tratar desses investimentos durante a viagem à capital do Amazonas na próxima segunda-feira, quando participará de um comício ao lado da candidata apoiada pelo PT na disputa pela Prefeitura de Manaus, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).


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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Museu Brasileiro do Transporte será em Campinas

18/09/2012 - Tecnologística

A Fundação Memória do Transporte (Fumtran) apresentou hoje, dia 18 de setembro, em São Paulo, o projeto para o Museu Brasileiro do Transporte. Em evento realizado no Museu Brasileiro da Escultura (Mube), a Sra. Elza Lúcia Panzan, presidente da Fumtran, recebeu autoridades e imprensa para divulgar detalhes do projeto.

O museu será construído às margens da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP). A cargo da Fumtran, entidade configurada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ligada à Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Museu Brasileiro do Transporte será um ambiente dedicado ao conhecimento e à interatividade. "A ideia do museu se deu em 1996, com meu marido, Adalberto Panzan, e hoje me sinto feliz por poder realizar esse grande sonho", revela Elza.

Com três pavimentos, a estrutura do museu contará com espaços desenhados em aço, concreto e vidros. A entrada principal replica um grande hall de aeroporto, onde um painel eletrônico indicará as programações e exposições. A previsão é de que as obras sejam iniciadas no primeiro semestre de 2013 e estejam concluídas após 18 meses.

O escritório Athié Wohnrath recebeu a missão de desenvolver o projeto arquitetônico do museu, criando um espaço que possa abrigar a grandiosidade do tema e superar dois grandes desafios: construir uma obra neutra que traduza toda a realidade do setor de transportes no Brasil em um terreno urbano, próximo a uma grande via de circulação, e transformar parte desse espaço em um centro de convenções contemporâneo, flexível, voltado à comunidade e ao mercado, ancorando-se em bases sustentáveis para tornar-se rentável.

O conceito do museu é abordar o universo multimodal e as grandes transformações que o País viveu ao longo das últimas décadas, representadas em todos os modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo.








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Baixada Santista vê boom imobiliário

25/09/2012 - Valor Econômico

Os reflexos da onda de exploração do pré-sal começam a chegar às cidades da Baixada Santista e do Litoral Norte paulista. Embora seja ainda apenas uma brisa perto do vento que se espera, projetos relacionados à exploração de petróleo já começam a mover a economia da região. Estima-se que em Santos serão 11 mil empregos diretos e indiretos até 2014. Com esse incremento, o número de vagas nos outros setores da economia deve crescer 30%, com efeitos também no Guarujá e na Praia Grande.
O aquecimento da economia já chegou ao mercado imobiliário. O preço do metro quadrado construído hoje em Santos mais que dobrou. Em São Sebastião, no Litoral Norte, o número de registro de empresas passou de 250 em 2008 para 302 nos primeiros oito meses de 2012. Em Caraguatatuba, a prefeitura está direcionando 50% de suas receitas à saúde, educação e infraestrutura. A preocupação dos municípios é evitar que o dinheiro do pré-sal, ainda a caminho, provoque os mesmos desequilíbrios e deterioração verificados em cidades do litoral fluminense.
"A economia da região vem crescendo e o desemprego caindo. O nosso orçamento é o indicador dessa economia. Este ano deverá fechar em R$ 1,4 bilhão e no próximo ano a estimativa é atingir R$ 1,8 bilhão", afirma Marcio Antonio Rodrigues de Lara, secretário de Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos da Prefeitura Municipal de Santos.
Boa parte dos investimentos será aplicada na área social. Pelas contas da prefeitura, serão destinados R$ 596,5 milhões para a área de saúde, educação e assistência social, além de R$ 144,690 do programa Santos Novos Tempos.
Outro destaque é o Orçamento Criança e Adolescente (OCA), estimado através de ações promovidas pelas secretarias. De acordo com o governo municipal, "a soma do que cada pasta destina para atender esse segmento chegará a R$ 336,769 milhões". Já está sendo feita a ampliação da rede de saneamento básico nas oito cidades que compõem a Baixa Santista e iniciadas as obras de modernização do Porto de Santos. Com aproximadamente 13 quilômetros de cais e quase 500 mil metros quadrados de armazéns, o Porto de Santos é o maior e mais importante complexo portuário da América do Sul.
Embalada por uma economia pujante, a cidade assiste a um boom imobiliário. Estudo feito pelo Secovi-SP - maior sindicato do mercado imobiliário da América Latina -, em parceria com Robert Michel Zarif Assessoria Econômica Ltda, aponta que a expectativa para o segmento da região é de crescimento de mais de 200 mil unidades habitacionais para esta década. "Considerando-se todo o período de estudo, de março de 2009 a março de 2012, o total de imóveis verticais lançados nos municípios, acrescido dos empreendimentos remanescentes, é de 14.270 unidades", revela o levantamento.
"A cidade com o maior número de lançamentos verticais foi Santos, com 7.707 unidades (54%)", demonstra o estudo. "Essa grande movimentação começou entre 2006 e 2007 e o metro quadrado construído saltou de R$ 3,2 mil para R$ 6,5 mil", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Crecisp).
Em São Sebastião, no Litoral Norte, o secretário-adjunto de Governo da Prefeitura Municipal, Igor Veltman, acha prematuro fazer projeções específicas de investimentos relacionados ao setor de petróleo e gás. "Podemos apontar, entretanto, que o número de empresas - abrangendo todos os setores - abertas em São Sebastião nos últimos anos, tem subido.
Em 2008 foram 250 novos registros, passando para 280 no ano seguinte. Em 2010, ligeira queda, para 188. No ano passado somaram 419 e neste ano já foram 302 novas empresas abertas", diz Veltman.
A arrecadação de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza também apresenta curva ascendente, ou seja, alta de 28,2% no primeiro semestre de 2012, comparado a igual período do ano anterior. "Há sinais de movimentação na cidade, no turismo de negócios, no setor de serviços, no mercado imobiliário", resume.
A receita em Caraguatatuba também está em alta desde 2008. "Saiu de R$ 216,5 milhões naquele ano e fecha em R$ 378,1 milhões neste ano", acrescenta Roberto Annunciato, secretário de Planejamento, Economia e Gestão de Caraguatatuba. A implantação da Usina de Tratamento de Gás Monteiro Lobato no município tirou a cidade de um perfil exclusivo de veraneio para uma posição de atividade industrial, de turismo e serviços.


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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PAC Mobilidade investirá R$ 3,39 bi no trânsito de Fortaleza

25/04/2012 - Jornal de Hoje

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana deverá investir m total de R$ 3,390 bilhões em Fortaleza. O anúncio foi feito ontem, pela presidente Dilma Rousseff.

Os recursos fazem parte de um montante de R$ 32 bilhões para 51 grandes cidades brasileiras, acima de 700 mil habitantes, em 18 estados. Estima-se que esses centros urbanos concentrem quase 40% da população nacional.

O dinheiro para a Capital do Ceará bancará a Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) e o Programa de Mobilidade Urbana de Fortaleza (Transfor II). De acordo com o Governo Federal, os R$ 3,390 bilhões para os dois projetos serão assim divididos:

A União deverá entrar com um total de R$ 1,1 bilhão, com recursos diretos do Orçamento Geral; outro 1,2 bilhão sairá da Caixa Econômica Federal (CEF), via financiamento.

As contrapartidas, tanto do Governo do Estado - responsável pelo Metrofor - quanto da Prefeitura de Fortaleza, totalizarão os demais R$ 1,090 bilhão. O dinheiro sairá dos tesouros e de Parcerias Públicos-Privadas (PPPs).

O Metrô está orçado, no total, em R$ 3,033 bilhões. Já para o Transfor II estão previstos R$ 369 milhões, entre recursos da União (100), Caixa (200) e dinheiro próprio (69).

Sustentabilidade
"O Brasil tem que investir em metrô. Antes, as cidades não tinha condições de fazer isso porque era muito caro. Hoje, os governadores têm enorme dificuldade para construir metrôs com a cidade funcionando. É um duplo desafio", disse a presidente Dilma. "Além disso, temos que olhar pelo lado sustentável, garantir menos tempo de vida a ser perdido pelas pessoas em um transporte de menor custo e de melhor adequação ao meio ambiente".

Ao apresentar o que chamou de "matemática humana do projeto", o ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, reiterou que os canteiros de obras ligados a essa vertente do PAC vão gerar milhares de empregos. "Mas, além do novo traçado urbano, vamos deixar um legado muito importante se considerarmos que hoje os brasileiros ficam quatro horas por dia no trajeto casa-trabalho".

Em todo o Brasil, o Governo Federal prevê a construção de mais de 600 km de corredores exclusivos para ônibus, pelo menos 380 estações e terminais para esse tipo de transporte, além de 200 km de linhas de metrô e da aquisição de mais de 1.000 veículos sobre trilhos.

Após a publicação da seleção de propostas dos projetos no Diário Oficial da União (DOU), os estados e municípios terão até 18 meses para entregar os projetos. (com agência de notícias)

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

Feito o anúncio dos recursos, Governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza devem agilizar os projetos. A experiência mostra que a lentidão é a marca dessas grandes obras. Por muitos fatores. Entre eles, os próprios recursos financeiros. Anunciados, mas, lentamente, liberados.

Números

1,1 bi
É o total que sairá, diretamente, do Orçamento Geral da União, para os dois projetos de mobilidade urbana na Capital do Estado

1,2 bi
É o montante que Governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza poderão contrair, em empréstimos, junto à Caixa Econômica Federal


Marcelo Almirante
69 - 9985 7275