domingo, 20 de janeiro de 2013

Prefeitura Municipal prevê construção de ponte estaiada na Lagoa da Conceição

27/12/2012 -

Maquete eletrônica do projeto foi apresentada pelo prefeito Dário Berger e pelo Secretário Municipal de Obras

A construção de uma ponte estaiada e a revitalização do Centrinho na Lagoa da Conceição englobam um dos projetos que a atual gestão da Secretaria Municipal de Obras vai deixar para a futura administração. Este projeto da Lagoa da Conceição, cujas obras vão melhorar significativamente a mobilidade na região, foi apresentado nesta quinta-feira à imprensa pelo prefeito Dário Berger e pelo Secretário Municipal de Obras, Luiz Américo Medeiros.

"Procuramos fazer um projeto viável para que as obras não causem impactos ambientais ou visuais, mas contribuam para a reoxigenação da lagoa pequena, inclusive reduzindo o problema das algas, e seja uma obra de arquitetura compatível com a Lagoa da Conceição", comentou o Secretário Municipal de Obras. "É um projeto que só tem impactos positivos, com raríssimas exceções (referindo-se às poucas desapropriações necessárias). É um projeto muito importante para o futuro da Lagoa da Conceição", reforçou o prefeito.

O projeto realizado pela empresa Prosul prevê o aproveitamento da via em frente ao Casarão da Lagoa como uma grande rótula onde começará uma pista dupla da rua Manoel Severino Oliveira, a rua de acesso à atual ponte, até o entroncamento com a rua Vereador Osni Ortiga, a estrada que liga a Lagoa da Conceição ao Rio Tavares. Neste trecho, portanto, haverá uma duplicação do sistema viário, sendo que na entrada da rua Vereador Osni Ortiga também será implantada nova interseção do tipo rótula com vistas a bem administrar o tráfego no cruzamento.

A previsão é de que as obras sejam feitas do lado direito da ponte existente hoje sem interrupção do tráfego, uma vez que esta ponte será desmanchada apenas quando a nova estiver pronta.

A nova ponte projetada, de concreto armado, estaiada, terá 184 metros de extensão, 100 metros de abertura do canal, seis metros de altura livre (a distância entre a parte inferior da ponte e a superfície d'água) e quatro faixas de trânsito com 3,5 metros, ciclovia com 2,5 metros e passeio com dois metros, totalizando 23 metros de largura.

Vale destacar que a ponte atual, também de concreto, datada da década de 60, tem apenas 10 metros de comprimento, 10 metros de abertura do canal, cerca de seis metros de largura, e altura livre de apenas três metros, o que restringe não só o fluxo de embarcações como a correnteza na Lagoa da Conceição.

A construção da ponte estaiada e a ampliação do canal em 10 vezes propiciará uma melhor distribuição das correntes marinhas fazendo com que diminua o processo de deposição de areia e melhore a navegabilidade em toda a extensão desse canal. Para a construção das áreas de acesso à nova ponte será necessária a realização de um aterro hidráulico com o aproveitamento da areia do assoreamento da lagoa.

Ainda de acordo com o projeto, no Centrinho da Lagoa da Conceição seria criado um novo centro de lazer com parque infantil e equipamentos para atividades físicas, bicicletário, baias para paradas de táxi e de ônibus de linha e de turismo, trapiche, molhes para pesca, além de novas áreas para embarcações, novo terminal lacustre e oito ranchos de pescadores.

Outras etapas

As obras foram orçadas em R$ 55 milhões e caberá aos próximos gestores municipais buscar os aportes financeiros. "Para bons projetos não faltam recursos e tenho certeza que os recursos serão viabilizados na medida do possível. Tenho certeza que a futura administração vai ver esta obra com bons olhos e dar continuidade ao projeto", destacou o prefeito Dário Berger.

Mas, segundo Luiz Américo, em maio deste ano já foi solicitado ao Ministro do Turismo, Gastão Dias Vieira, quando de sua visita a Florianópolis, que o projeto seja incluído no Prodetur (Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo). A expectativa é de que no próximo ano seja buscado o licenciamento ambiental para posterior abertura de licitação da empresa executora das obras e que elas sejam concluídas dois anos após a assinatura do contrato.

A partir daí, a atenção seria voltada para a Avenida das Rendeiras. "Nós já estamos pensando também no novo conceito da Avenida das Rendeiras, que em dias de pico vira uma muvuca dado o volume de trânsito e o pouco estacionamento e mobilidade", ressaltou o Secretário Municipal de Obras.

Defesa

O presidente da Associação de Moradores da Lagoa da Conceição (AMOLA), Alésio dos Passos Santos, e o intendente do distrito, Paulo Germano Alves, acompanharam a apresentação. "Vou ser embaixador em defesa desse projeto", disse Santos, satisfeito.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Foz do Iguaçu (PR) terá terceira ponte internacional

16/01/2013 - Jornal de Turismo

Perspectiva artística da futura ponte (divulgação DNIT)

Foz do Iguaçu (PR) vai ganhar mais uma ponte internacional – a terceira – e a segunda que unirá Brasil e Paraguai. A ponte de 760 metros será construída sobre o rio Paraná e terá duas pistas. O prazo previsto para a entrega é de 960 dias.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu licitação para a segunda ponte entre Foz do Iguaçu e a cidade paraguaia de Puerto Franco. As empresas interessadas têm até o dia primeiro de março para entregarem as propostas.

A ponte será do tipo estaiada, ou seja, suspensa por cabos e constituída de mastros, de onde partem cabos de sustentação para os tabuleiros da ponte.

"A obra vai desafogar a Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai, e fortalecerá a integração social e econômica do Mercosul", diz o DNIT por meio de um comunicado. A Ponte Tancredo Neves une Brasil e Puerto Iguazú, na Argentina.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Bairros inteligentes, nova forma de moradia

10/01/2013 - Brasil Econômico, Ivo Szterling

Eficiência, qualidade de vida e sustentabilidade. Esses três conceitos permeiam a escolha de moradia das pessoas e, por isso, cada vez mais os bairros inteligentes ganham espaço em um mercado que apresenta muitas oportunidades, mas que, ao mesmo tempo, é muito exigente. O conceito urbanístico de bairro inteligente tem inspiração e uma importante referência no Novo Urbanismo, um movimento que surgiu nos Estados Unidos na década de 90 como um contraponto às cidades americanas desenvolvidas com base em modelos mais espraiados onde o carro é privilegiado ao invés do pedestre.
O grande diferencial: qualidade de vida a pequenas distâncias. Os bairros inteligentes, em geral, são desenvolvidos em grandes áreas (geralmente com mais de 2 milhões de metros quadrados) integradas a tecidos urbanos consolidados, que oferecem uma ampla variedade de produtos: residenciais horizontais e verticais, comércio, indústria, serviços e lazer, cercados por parques e áreas verdes. Os projetos devem apresentar uma correta hierarquia viária que contemple em conjunto o carro, o transporte público, as ciclovias e as vias para pedestres. Entre os aspectos do Novo Urbanismo que são inseridos nesses projetos estão a diversidade de usos e de classes, a qualificação dos espaços públicos valorizando os pontos de encontro, o ordenamento da paisagem urbana, através da harmonização da volumetria das construções, promovendo um espaço público amigável e atraente para o pedestre.
O conceito de sustentabilidade desses projetos está, entre outros fatores, na ocupação mais adensada, que permite o aproveitamento mais eficiente da infraestrutura e dos serviços públicos, na redução das demandas de mobilidade, ao oferecer moradia, trabalho, comércio, escola e lazer em espaços mais integrados e acessíveis, reduzindo o consumo de tempo e energia e na preservação efetiva de áreas com atributos naturais importantes, criando grandes parques protegidos e integrados à cidade.
A estruturação econômica e financeira dos bairros inteligentes pode ser considerada como um dos principais desafios no processo de sua implantação. Aspectos como o timming de ocupação, geração de demandas para atividades complementares e a estratégia de ancoragem são processos importantes para o sucesso desses empreendimentos e podem demandar algum tipo de operação inicial subsidiada. São, portanto, operações complexas e de gestão estratégica de longo prazo.
O processo de implantação pode levar de 10 a 20 anos para ganhar uma configuração de bairro consolidado, com comércio e serviços sustentados por demanda própria. Dessa forma, é importante que o empreendedor esteja preparado para um planejamento de longo prazo, e, principalmente, para superar os desafios de ter um projeto economicamente sustentável e equilibrado a cada etapa da implantação.
Embora os projetos sejam desafiadores, atualmente são amplas as oportunidades tanto em cidades médias como nas metrópoles em fase de expansão econômica, que trazem uma valiosa oportunidade para construirmos cidades mais ordenadas, sustentáveis e belas para seus moradores.

Macaé terá mais hotéis e torres de escritórios

14/01/2013 - O Dia

Macaé, principal rota do petróleo do Rio, vai receber esse mês um lançamento imobiliário e hoteleiro de grande porte. O Nexus Hotel & Residences, da construtora Calper, terá 1.828 unidades.
O complexo abrigará quartos de hotel operados pela rede Blue Tree Hotels e apart-hotel, além de 27 lojas. A torre principal do empreendimento, com 20 andares, será um hotel quatro estrelas com 336 quartos. As outras quatro torres em "X", com 448 unidades cada, serão destinadas aos apart-hotéis.
Macaé cresceu cerca de 600% nos últimos dez anos e hoje tem 200 mil habitantes, além de uma população flutuante de 70 mil pessoas por dia. E até 2015, somente a Petrobrás prevê 15 mil novas contratações na região.

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sábado, 12 de janeiro de 2013

Belo Horizonte

Avenida Afonso Pena

Belo Horizonte

Avenida Afonso Pena - Cartão Postal - Década de 1970

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Governo promete investir R$ 1 bilhão para destravar o trânsito de Salvador

28/12/2012 - Tribuna da Bahia

Com previsão de investir R$ 972 milhões no sistema de mobilidade urbana de Salvador, com obras que englobam a construção e ampliação de avenidas e viadutos, o governo do Estado pretende, segundo o secretário da Casa Civil do governo do Estado, Rui Costa, articular a viabilidade de parcerias administrativas com a nova gestão da capital baiana, que a partir de janeiro tem como prefeito o deputado federal ACM Neto (DEM).


Rui Costa afirmou à Tribuna que algumas intervenções estarão articuladas com o metrô, nas linhas 1 (até Pirajá) e 2 (Paralela - Lauro de Freitas) e irão depender do diálogo com a prefeitura.

Apontado como um dos nomes para sucessão estadual em 2014, Rui Costa tem sido o anunciador e articulador dos mairoes projetos do Estado, assumindo uma posição estratégica com vistas ao processo eleitoral, segundo avaliação de bastidores. Mas ele prefere não tratar do assunto e apenas sedimentar a imagem de um gestor que tem a exata visão dos problemas do Estado e foca, neste momento, na capital, pelo estado que ela se encontra, principalmente no quesito mobilidade urbana.

Segundo Costa, foram positivas as primeiras conversas sobre o assunto com a equipe de transição do novo prefeito do município, que está a um passo de entregar a concessão do metrô para o Estado.

Em crítica à resistência do atual prefeito João Henrique (PP) em assinar a transferência do metrô calça-curta, que está pronto até a Rótula do Abacaxi, o titular da Casa Civil sinalizou a expectativa de boas relações com a futura administração.

"Nós não conseguimos junto ao ente municipal fluir no ponto de vista de uma parceria administrativa que viabilizasse essas obras. Está a questão do metrô", disse.

As ações para ajudar a melhorar o trânsito na cidade vem de longe. Em 2009 a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e a prefeitura municipal chegaram a apontar para uma parceria que teria a intenção de propor um conjunto de investimentos em infraestrutura viária e equipamentos urbanos, mas não houve avanços.

"A verdade é que nós naquela época não conseguimos desenvolver os projetos em função da dificuldade de relacionamento com a prefeitura. Tivemos que desenvolver agora e essa execução nós vamos fazer pelo Estado. Elas estão articuladas ao sistema de transporte principal que é o metrô. De alguma forma, o arranjo, o traçado, dependem do metrô", frisou.

Segundo Rui Costa, como o processo de licitação do metrô não evoluiu este ano, a perspectiva é de que a questão seja resolvida a partir de agora. "Estamos só aguardando a assinatura da prefeitura para lançar o edital de licitação. Estamos conversando e eles querem transferir o trem do subúrbio que nós dissemos que aceitamos e vamos a partir disso retomar o transporte metropolitano de trem. Faremos o trem voltar a circular em toda a Região Metropolitana, passando por Santo Amaro, Camaçari, Catu, Pojuca, Alagoinhas", afirmou.

Nesse contexto entraria a relação com a prefeitura, já que algumas obras de avenidas estão atreladas ao sistema metroviário.

Em conversa com a reportagem da Tribuna, o secretário explicou que o objetivo das obras (incluindo aquelas bastante prometidas pela campanha petista na eleição municipal, como a construção da Avenida 29 de Março) será viabilizar a integração dos modais, nesse caso, o metrô e o BRT.

Integram o complexo de viadutos do Imbuí - Narandiba, marginais do CAB – paralelas à Paralela.
São elas:
-- A duplicação da Avenida Pinto de Aguiar, no valor de R$ 67 milhões
-- Duplicação da Avenida Gal Costa e túneis de ligação com a Avenida Pinto de Aguiar – R$ 188 milhões
-- Duplicação da Avenida Orlando Gomes – R$ 96 milhões
-- Construção da Avenida 29 de Março - R$ 461 milhões
-- Construção da Ligação Multimodal Lobato x Pirajá – R$ 160 milhões.

Conforme Rui Costa, o investimento é alto e valor depende do volume de desapropriações. Somente no caso da Avenida 29 de Março serão 600 imóveis a serem desapropriados.

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Os recursos são do governo federal, PAC da Mobilidade Urbana.
Para a Copa de 2014 a possibilidade é de que esteja pronto o complexo de viadutos do Imbuí, primeiro a entrar em licitação, já agora em janeiro. "Mas, a principal delas é o funcionamento do metrô. Não existe cidade com 3 milhões de habitantes apenas com o transporte individual e coletivo precário como é o de Salvador. Evidente que obras viárias ajudam e outras intervenções como sinaleiras inteligentes, mas se trata sim de colocar em funcionamento o transporte de massa", arremata Rui Costa.

Outras obras
Além das vias que serão construídas, o secretário Rui Costa destaca outras obras que irão ajudar na dinâmica do trânsito e que poderão impactar de forma positiva a partir da Copa das Confederações em 2013 e no Mundial de 2014. Ele cita as melhorias no receptivo do Porto de Salvador, como um dos investimentos a serem feitos em Salvador, que já devem ser desfrutados, durante o evento daqui a dois anos.

"Vamos melhorar toda a região entre o Porto e a Arena Fonte Nova. Já estamos recuperando todo o trecho. Vamos melhorar a acessibilidade para deficientes, requalificar os passeios. Na melhoria do receptivo no Porto, o objetivo é fazer com que os visitantes possam circular a pé até o estádio. É um percurso que a primeira vista parece distante, mas não é. O turista vai poder sair do Porto, pegar o Elevador Lacerda, depois seguir em direção a Fonte Nova. Esse trecho será recuperado nesse intuito. Depois, acabando o jogo eles vão voltar para o navio andando também se quiserem", projetou.

O secretário destacou que outras intervenções a serem feitas pela prefeitura poderão contribuir e sugeriu iniciativas "mais simples", como a instalação de sinaleiras inteligentes, e a construção de baias para ônibus como soluções que podem minimizar o efeito caótico do trânsito. "Há lugares como o Nordeste Amaralina, Brotas e Pau da Lima, onde não houve planejamento e as ruas são estreitas, que quando os ônibus param nos pontos todo o trânsito para. Questões como essas poderiam solucionar", citou.

Em tempos de dificuldade com o sistema ferryboat, a ponte Salvador-Itaparica continua sendo apontada como a grande aposta de solução, conforme sinaliza o secretário. Ele admite que a perspectiva é de demora para que a obra seja concretizada, mas garante que o governo tem trabalhado para viabilizar o empreendimento. Segundo o titular, a previsão é de que a gestão tenha condições de licitar a intervenção em 2014. "Obras dessa grandeza demoram. Trata-se de um projeto de algo em torno de R$ 6 bilhões. O Estado da Bahia não tem recursos para construir, e o governo orienta para que busquemos parceiros privados", afirmou.

Conforme Costa, o governo contratou uma consultoria para estudar o projeto da ponte. "Qualquer projeto tem que está bastante detalhado, e tem que está comprovada a sua atratividade. A viabilidade da ponte não está apenas na construção. Precisamos do arranjo que envolva os municípios do entorno da Ilha", afirmou, destacando que esse formato será ajustado nos próximos 13 meses, com estratégias sendo trabalhadas pelo governo do Estado e os municípios de Vera Cruz e Itaparica.

Informações: Tribuna da Bahia
Clayton Leal e Equipe às 22:30

domingo, 6 de janeiro de 2013

Município pernambucano recebe bairro planejado

30/01/2013 - Folha de São Paulo

O município pernambucano de Goiana vai receber investimentos de R$ 450 milhões no projeto de um bairro planejado para uma área de cerca de 50,5 hectares. Com Valor Geral de Vendas de R$ 1 bilhão, as vendas das primeiras unidades habitacionais começam em janeiro.

Em 24 meses, serão entregues os primeiros lotes, segundo Pedro Lacerda, da São Bento Empreendimentos, uma das empresas sócias no projeto. Além dela, as pernambucanas AWM Engenharia, CA3 Construtora e Malus Incorporadora formam o grupo Paradigma, responsável pelo empreendimento.

"Os primeiros prédios virão em 36 meses. São 2.500 unidades de apartamentos."

Foi planejada também uma área comercial, com shopping, complexo hoteleiro, hospital e faculdades.

"O crescimento de Pernambuco estava pendendo para o lado de Suape. Agora a Mata Norte será reforçada."

O estímulo para o investimento veio da forte presença da Fiat na região, segundo o advogado Rodrigo de Castro, sócio do Veirano, que trabalhou nos contratos.

"A área é grande, abrange habitações tanto para o perfil de renda alto quanto o do Minha Casa, Minha Vida."

Com 2.000 moradores, Santa Cruz da Esperança (SP) ganha 1ª indústria

06/01/2013 - Folha de São Paulo

Com sua geração de empregos sustentada principalmente pela agricultura e por poucos estabelecimentos comerciais e de serviços existentes, a pequena Santa Cruz da Esperança, na região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), ganhou há dois anos sua primeira indústria.

Vinte anos após criadas, cidades ainda são altamente dependentes
Atraída por incentivos dados pela administração municipal, a Momag Indústria e Comércio, que fabrica peças automotivas, decidiu deixar Cajuru, justamente o município do qual Santa Cruz se emancipou na segunda metade dos anos 1990.

Atualmente com 26 funcionários, a indústria já vende 20% de sua produção para o mercado externo, principalmente para países da América do Sul.

Apesar de ter trocado a cidade-sede pelo município emancipado, a nova fábrica continua com uma certa dependência --do total de funcionários atuais, 15 são moradores de Cajuru.

"Estou dando curso, formando mão de obra, porque a ideia é empregar mais gente aqui da própria cidade", afirmou o empresário Oswaldo Fonseca, 56, proprietário da Momag.

Edson Silva/Folhapress

Operário trabalha na Momag, única indústria existente em Santa Cruz da Esperança, no interior de SP
DISTRITO

Com os incentivos oferecidos pela administração municipal, além da primeira indústria outras três constroem suas sedes, num embrião de um pequeno parque industrial que Santa Cruz da Esperança começa a ganhar.

O movimento da prefeitura tem como objetivo tentar reduzir a dependência do município das transferências da União e do governo do Estado, que em 2011 contabilizaram R$ 10,4 milhões, da receita total de R$ 10,7 milhões da cidade.

Entre as receitas próprias, o IPTU, por exemplo, é quase insignificante --a prefeitura arrecadou R$ 11,9 mil com esse imposto em 2011.