sábado, 30 de março de 2013

Expansão

20/03/2013 - O Globo

A Renta Engenharia gerencia o projeto de expansão do Boulervard Shopping, em Campos (RJ). O mall ganhará mais 6.500 metros quadrados e 54 lojas. A obra termina em junho.

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Complexo da Lagoinha é nó que nem a Copa vai desatar

25/03/2013 - Estado de Minas

Frequentador da Lagoinha nos tempos da zona boêmia, dos botecos lotados de operários e imigrantes italianos e das tradicionais rodas de samba, o escritor e jornalista Wander Pirolli escreveu, em 1974, nas páginas do Estado de Minas: "Ninguém passa pela Lagoinha em vão". Quase quatro décadas depois, a região, vizinha ao Centro de Belo Horizonte, se converteu em área decadente, de tráfego frenético, cortada por viadutos e alças e, mais que isso, um dos piores gargalos de tráfego da capital. Sem alternativas viárias nem transporte eficiente, cerca de 120 mil veículos trafegam pelo Complexo da Lagoinha todos os dias – pelo menos a metade deles "em vão", contrariando o escritor. Esse fluxo não não deveria passar por ali, caso a cidade fosse desenhada com vias transversais ou tivesse transporte público mais eficiente, segundo o doutor em engenharia de transportes Frederico Rodrigues. O fato é que, do passado romântico e carregado de mitos ao presente de obstáculos para o trânsito, a região se tornou desafio para a Prefeitura de BH, que acena com mudanças. Porém, que não se engane quem imagina que as obras já em andamento, associadas ao sistema de transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês), vão desatar os nós do emaranhado de vias: algumas modificações passam a valer este ano, mas as principais só devem ser enfrentadas depois da Copa do Mundo de 2014.

Na lista de alterações estão medidas que acompanham a implantação do BRT, previsto para operar no início do ano que vem nos corredores das avenidas Antônio Carlos/Pedro I e Cristiano Machado. Para beneficiar a Antônio Carlos, o ramal Oiapoque do Viaduto A – uma das alças que passam ao lado da rodoviária, no sentido Centro/bairro – vai operar em mão dupla, exclusivamente para os coletivos. Com a nova modalidade de transporte, a expectativa é que os 523 ônibus que trafegam pelo corredor Antônio Carlos por manhã, por exemplo, sejam reduzidos para 296.

Mudanças mais significativas deverão ser sentidas no ramal Pedro II do Viaduto B, uma das principais ligações entre os bairros da Região Noroeste e o Centro da cidade. Em fase final de obras de alargamento, ele passará a funcionar em mão dupla e seu uso também será exclusivo para o novo sistema de transporte. A mudança vai ocorrer assim que o BRT da Pedro II, adiado para depois da Copa, começar a ser construído, no segundo semestre de 2014, afirma o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar.

Se com a interdição temporária para as obras no viaduto, que se repetiu neste fim de semana, moradores e comerciantes da região têm reclamado, quando a proibição para carros se tornar definitiva a reação contrária não deverá ser diferente. "O fechamento altera a vida de todo mundo. Antes, gastava cinco minutos para chegar ao Centro. Agora, levo quatro vezes mais, pelo menos", afirma Fernanda Pimenta, de 33 anos, a maioria deles vivendo na Rua Peçanha, no Bairro Carlos Prates.

Alternativas viárias para quem parte da Pedro II e quer chegar ao Centro ainda estão em estudo. "Vamos mudar o trânsito no Bairro Bonfim para o motorista transpor o Ribeirão Arrudas e a linha do metrô pelo Viaduto Oeste (que liga as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Contorno)", explica o diretor de Operações da BHTrans, Edson Amorim. Outra opção seria passar pela lateral do Viaduto B, cruzar o Complexo da Lagoinha até a Antônio Carlos e retornar no primeiro viaduto em ferradura (Senegal). Uma terceira saída seria passar pelo mesmo caminho, mas acessar o Viaduto Leste e chegar ao Centro pela Rua Rio de Janeiro.

SEM TEMPO

Como o BRT tem que ficar pronto para a Copa, obras que melhorariam a circulação no Complexo têm promessa de sair do papel apenas depois do mundial. É o caso do alargamento do Viaduto Leste, importante ligação das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado com o Centro. Ele será ampliado em toda a extensão e ganhará um ramal que funcionará em mão dupla somente para o BRT. Mas, até lá, os ônibus do novo sistema trafegarão por faixa exclusiva no viaduto, junto dos demais veículos.

"Construiremos um viaduto novo, anexo ao Leste e exclusivo para o BRT. Em fase final, o projeto está inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, previsto para começar em 2014", afirma o presidente da BHTrans. "Por enquanto, o BRT do corredor Cristiano Machado começa a operar com faixa exclusiva e dividindo espaço com os carros", explica.

A implantação do Bulevar Arrudas – que consiste na cobertura do Ribeirão Arrudas –, no trecho entre as ruas Carijós (nas imediações do Barro Preto) e Rio de Janeiro (próximo ao Shopping Oiapoque), também ficará para depois. "A conclusão do bulevar nesse trecho é extremamente importante para aliviar o fluxo de cruzamento da área central", explica o representante da BHTrans, referindo-se aos muitos carros que devem deixar de passar por áreas como as praças Sete e Raul Soares. A obra, quando se tornar realidade, deve facilitar também o movimento que hoje é feito somente pelo Complexo da Lagoinha.

Central de controle operacional: População poderá ver de perto

22/03/2013 - Bem Paraná

A população de Curitiba poderá ver de perto como é feito o monitoramento do transporte coletivo e do trânsito na cidade. Uma central de controle operacional começou a ser instalada ontem dentro de uma estação-tubo montada temporariamente no calçadão da Rua 15 de Novembro, e ficará aberta ao público por duas semanas, a partir do dia 28. A iniciativa faz parte das comemorações dos 320 anos da cidade e dos 50 anos da Urbs, a serem completados em agosto.

A unidade permitirá que os cidadãos acompanhem o que está acontecendo no trânsito e no transporte da cidade em tempo real. A estação estará conectada ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Urbs e terá operadores de transporte coletivo e da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). Monitores e estações de trabalho como as que existem no CCO estarão funcionando na estação tubo das 8h30 às 18h30.

Implantado em abril do ano passado com cinco câmeras de monitoramento de trânsito e sistema acompanhamento em tempo real de todos os ônibus do transporte coletivo, o CCO conta, atualmente, com 24 câmeras instaladas em ruas da cidade e cerca de 400 câmeras em estações tubo e terminais de transporte. Das 400 instaladas, 208 estão funcionando integradas ao sistema a partir deste ano, 208 câmeras estão em funcionamento e as outras serão ligadas gradativamente nos próximos meses. O projeto prevê 89 câmeras nas ruas para monitoramento do trânsito e 622 nas estações e terminais.

A morte silenciosa do Centro de Goiânia

24/03/2013 - O Hoje

Falta de segurança e a não revitalização contribuem para o esvaziamento diário do Setor Central da capital e para a morte

MÁRIO BRAZ

O abandono em massa tem hora e dias marcados. O toque de recolher conserva-se sobre o nome de horário comercial. O Centro de Goiânia é usado de segunda-feira a sábado por aqueles que destinam à região apenas a expressão da prática profissional. Localização expoente da capital, habitada por famílias de alto poder aquisitivo, o Centro, hoje, é descrito sob a observação participante de Claudete Barroso Santana, moradora "há mais de 60 anos": "O que eu vejo é um bairro ocupado por idosos e casais de idosos resguardados nos apartamentos". Por isso, a mulher de 69 anos esclarece que não há investimentos no centro da cidade, uma vez que o público habitante ali não possui, em sua maioria, uma vida social agitada.

O desinteresse pelo centro também cabe em outros relatos, e o problema das drogas, e dos moradores de rua, é citação amiúde na fala daqueles que tem, na região, moradia. Claudete continua o exame e afirma que o fluxo constante de passantes no Centro favorece a mendicância e a prática de pequenos roubos, ações expostas como necessárias à obtenção de dinheiro para manter a dependência nos entorpecentes. A comunidade de moradores de rua, da região central, porém, dá outro motivo para a presença do grupo. O espaço é abrigado pelos olhos da sociedade, e a atuação policial, vigiada, fica inibida de excessos contra as pessoas em situação rua. Segundo eles, na periferia o tratamento policial é bem diferente.

A questão do uso de drogas é alinhavada por Isaura Bezerra Cavalcante, 61 anos, 19 deles vividos no centro. Costureira e modelista, Isaura completa a reclamação. No entanto, o ponto negativo é suprido por uma lista de elogios à região onde mora. Para ela, a localização é o principal fomentador de sua atividade profissional, observando a acessibilidade, a rede de linhas de transporte público e a habituação aos serviços que o Centro oferece. Antiga moradora do Setor Urias Magalhães, região do Vale do Meia Ponte, Isaura aponta dificuldades que teve em exercer a costura no bairro, situação alterada após se mudar para a atual localização. Nesses 19 anos ela já residiu nas Ruas 3 e 24, e há pouco se mudou para a Rua 60.

Mineira, Marlene Ferreira de Souza, a Dona Marlene, vive no setor Central há 11 anos e administra o bar Ponto 18, uma das opções para os que procuram lazer após o horário comercial. A revitalização do Colégio Estadual Lyceu de Goiânia, de acordo com ela, "melhorou muito o ambiente", no entanto, o abandono que a região vive pós-18 horas tem crescido. A falta de cuidado e manutenção com o bairro tem estimulado a migração para outros setores da cidade. O bar é, conforme a explicação de D. Marlene, frequentado por um público cativo, de moradores da região, conhecidos da proprietária do estabelecimento, ou que tem apego pelo local.

Arquiteto defende mudança de uso

A violência converge das cinco falas, e a insegurança é apontada como repulsão da vida social no centro. Quem comprova uma das causas da desocupação diária é o arquiteto e urbanista John Silveira, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás.

A característica de cidade modernista, devido ao planejamento prévio à criação da capital, traz problemas posteriores, caso a formação urbanística da cidade não seja bem gerida. Segundo ele, a subutilização das áreas, e o zoneamento (que confia a cada região uma função) causam a repulsão, que pode ser revertida. Perguntado sobre o projeto de revitalização da Praça Cívica, John acredita que a mudança estrutural proposta para a praça não é suficiente para reverter o esvaziamento do Centro de Goiânia.

Para ele, "é necessário modificar o uso da região, criar novas formas que não são apenas ligadas ao desenho", assim, a proposta é promover um uso diferenciado por meio do destino do Centro a residências e a expressão cultural, que, no entanto, devem surgir depois de um empenho político em reverter a insegurança vivida nos horários não comerciais pelo Setor Central. John pondera que a presença policial excessiva também contribui para o sentimento de insegurança. "As pessoas se sentem protegidas quando há gente por perto."

A pavimentação também é outro ponto abordado pelo urbanista. Ele ressalta que é necessário promover acesso não só aos carros, mas aos pedestres e ciclistas – estes dois últimos grupos desfavorecidos pela dinâmica do trânsito, pelo risco e pela falta de estrutura.

O resgate da vida social é vivido por Claudete. "Aqui, as pessoas se conhecem, se cumprimentam, a relação com os outros é muito próxima, e eu não vejo isso nos outros setores". Ilhados no centro, os moradores vão se extinguindo e transformando o bairro em um depósito de mão de obra, com característica pendular, destinada apenas ao trabalho, vez que a área que tem potencial de ser aproveitada pelo convívio humano, independente do dia ou da hora.

Mudanças serão discutidas no Ipuf

23/03/2013 - Diário Catarinense

Os primeiros traços da reurbanização do Centro Histórico de Florianópolis começam a ser elaborados por técnicos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que estão há um mês traçando conceitos para modernizar determinadas áreas.

Entre as novidades divulgadas até agora, estão a elevação de ruas próximas à Praça XV para priorizar os pedestres, e a tentativa de abrir bares e restaurantes no fim de semana.

- É uma ação estratégica. Se você anda no domingo à tarde, perto da Praça XV, não encontra nenhum estabelecimento aberto. Bancas, cafés, lojas são coisas essenciais - diz o presidente do Ipuf, Dalmo Vieira Filho.

As obras no Centro estão previstas no pedido de recursos para o PAC das Cidades Históricas. Foram solicitados R$ 70 milhões, dos quais a metade deve ser investida nestas obras. Estão no pacote também a revitalização do Largo da Alfândega, do Mercado Público e da Casa Câmara e Cadeia e obras na Baía Sul.

Apesar de parte destas mudanças já ser discutida, ainda não há um projeto executivo - sem prazo para ficar pronto - e noção de valor. A zona Leste do Centro Histórico, onde fica a Praça XV, é onde haverá alterações em estágios mais avançados. Mas, por enquanto, as sugestões estão apenas em croquis.

Já as mudanças previstas para a Baía Sul serão feitas a partir do projeto original de Burle Marx. Algumas novidades começam a ser idealizadas, como a construção de calçadão na área sul, seguindo a orla, e a implantação de deques. Os planos serão apresentados na próxima semana, no Seminário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis.

Prefeitura de Porto Alegre divulga situação das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014

06/03/27013 - G1

A Prefeitura de Porto Alegre divulgou nesta terça-feira (5) a situação das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. As nove melhorias previstas estão em andamento, e também foi construída uma central para o monitoramento do trânsito. Segundo a administração municipal, a verba prevista aumentou de R$ 423,7 milhões previstos em 2010 para cerca de R$ 888 milhões, possibilitando algumas alterações.


Os corredores de ônibus pelo sistema Bus Rapid Transit (BRT) serão mais extensos que o inicialmente previsto, e novos terminais de ônibus serão construídos. O aumento na verba também viabilizou que a Avenida Moab Caldas, a Tronco, seja adaptada para o sistema.

O projeto do viaduto da Avenida Bento Gonçalves também foi aperfeiçoado, sendo preparado para receber a estação do Metrô. O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, reconheceu que parte das construções causam transtornos, mas destacou a importância das mudanças na cidade.

"Ninguém gosta dos transtornos causados pelas obras, mas quando estiverem prontas, Porto Alegre terá inúmeras vantagens", disse Schmitt. "O transporte público, por exemplo, será mais rápido e oferecerá mais segurança e conforto. A cidade terá belas avenidas e tratamento paisagístico diferenciado", acrescentou.

Confira a situação das obras

1 - Avenida Tronco
Avenida Tronco terá corredor de ônibus e ciclovia (Foto: Divulgação/PMPA)
Um dos principais entraves para o início das obras na Avenida Moab Caldas era a desapropriação das residências à margem da via. Segundo a prefeitura, após a realização de 25 assembleias com a comunidade, e a constituição de um comitê de trabalho com lideranças locais eleitas pela população, o município adquiriu 43 áreas, localizadas em um raio de dois quilômetros da avenida para a construção de 1,5 mil habitações. Outras 332 famílias optaram por receber um bônus de cerca de R$ 52,3 mil. As empresas selecionadas para o programa estão em fase de contratação.

Residências serão desapropriadas na Avenida Tronco (Foto: Jessica Mello/G1)
A obra prevê a duplicação da via nos dois sentidos, a construção de uma ciclovia e de um corredor de ônibus. A avenida será uma alternativa para o deslocamento na Zona Sul da cidade. Quatro trechos estão em andamento.
Valor da obra: R$ 156 milhões

2 - BRT Protásio Alves
Situação: em andamento.
Cinco trechos da obra estão em andamento: entre as ruas São Simão e Teixeira Mendes; São Mateus e Cristiano Fischer; Lucas de Oliveira e Amélia Telles; São Manoel e Ramiro Barcelos; Ramiro Barcelos e João Telles. Como consequência, o cruzamento da Avenida Osvaldo Aranha com a rua Fernandes Vieira está bloqueado. O desvio é feito pelas ruas Vasco da Gama, Irmão José Otão e Santo Antônio. A rua Santo Antônio é a principal alternativa para atravessar a Osvaldo Aranha.
Valor: R$ 77,9 milhões

3 - BRT Padre Cacique e João Pessoa


O corredor de ônibus da Avenida João Pessoa está sendo readequado entre a Avenida Azenha e a Rua André da Rocha, em 3,2 quilômetros. A obra deverá ficar pronta em setembro deste ano, diz a prefeitura. No momento estão em obras os trechos entre a Avenida Venâncio Aires e Rua Otávio Correa. Na Azenha, entre a Praça Piratini e rua Professor Freitas de Castro. Não há desvios de trânsito.
Valor: R$ 64,5 milhões

A Avenida Padre Cacique terá um corredor duplo de 2,1 km no trecho compreendido entre a Avenida José de Alencar e o viaduto da Pinheiro Borda, e de 2,6 km de corredor simples, do viaduto à Avenida Chuí. As obras devem iniciar na próxima semana, e a previsão de conclusão é para abril de 2014. Desvios serão feitos pela Avenida Edvaldo Pereira Paiva.
Valor: R$ 51,6 milhões


Estação de BRT conforme projeto em andamento em Porto Alegre (Foto: Divulgação/PMPA)

4 - BRT Bento Gonçalves e Terminal Antônio Carvalho
Situação: em andamento.
A Avenida Bento Gonçalves também terá um terminal de BRT, em uma extensão de 6,5 quilômetros, com 24 estações. Um novo terminal também será construído na Avenida Antônio de Carvalho. A obra deverá estar pronta em agosto de 2013.

A construção de um viaduto sob a Avenida Bento Gonçalves, entre as avenidas Salvador França e Aparício Borges, causa reflexos no trânsito. O desvio no sentido Sul-Norte é feito pela Aparício Borges, Veiga, Guedes da Luz, Bento Gonçalves, Guilherme Alves, Felizardo e Salvador França. Já na direção contrária, os condutores de veículos devem acessar Salvador França, Valparaiso, Barão do Amazonas, Bento Gonçalves, Doze de Outubro, Mário de Artagão e Aparício Borges.
Valor: R$ 52,7 milhões

5 - Duplicação da Rua Voluntários da Pátria
A Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Porto Alegre, terá 3,5 km de extensão duplicados, entre a Rua da Conceição e a Avenida Sertório, e ganhará um terminal de ônibus junto à estação São Pedro do Trensurb, o trem que liga Porto Alegre à Região Metropolitana.
A primeira etapa, que compreende 2,5 km entre a Rua da Conceição e a Avenida Sertório, teve início em agosto de 2012, e deve ser concluída um ano depois. O trecho restante está em fase de licitação.
Valor: R$ 64,5 milhões

6 - Complexo da Rodoviária
A Rodoviária de Porto Alegre fica no Centro da cidade, o que causa um grande congestionamento no local. Para aliviar o tráfego no entorno do complexo, um viaduto está sendo construído sobre a Rua da Conceição, ligando a Avenida Júlio de Castilhos à Castelo Branco. A obra prevê também uma estação de ônibus com acesso subterrâneo, e deverá estar pronta no final de 2013.
Valor: R$ 31,5 milhões.

7 - Implantação de cinco obras na Terceira Perimetral
O corredor da Terceira Perimetral, que liga as zonas Norte e Sul de Porto Alegre, terá cinco passagens subterrâneas e dois viadutos ao longo dos 12,3 quilômetros de extensão. O objetivo é fazer uma ligação entre o Beira-Rio e o Aeroporto Salgado Filho sem passar pela Região Central. Segundo a prefeitura, as obras devem estar prontas em 2014.

Estão em construção as passagens subterrâneas da Rua Anita Garibaldi e das avenidas Ceará e Cristóvão Colombo, além do viaduto da Avenida Bento Gonçalves. Já passagem subterrânea entre as avenidas Carlos Gomes e Plínio Brasil Milano está em fase de licitação.
Valor: R$ 194,1 milhões.

8 - Duplicação da Avenida Beira-Rio
A Avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio, que liga o Centro à Zona Sul passando pelo Estádio Beira-Rio, ganhará três novas faixas nos 5,8 quilômetros entre a Usina do Gasômetro, ponto turístico na orla do Guaíba, e o viaduto da Pinheiro Borda. Uma ponte sobre o Arroio Dilúvio foi construída como parte da obra. Outro viaduto, já em construção, ligará a Avenida Pinheiro Borda à Edvaldo Pereira Paiva, sobre a Padre Cacique.
Valor: R$ 119,2 milhões

9 - Prolongamento da Avenida Severo Dullius
Situação: em andamento
É na Avenida Severo Dulluis que fica o Aeroporto Salgado Filho. O objetivo do prolongamento é facilitar o acesso da Zona Norte aos dois terminais. Para isso, a via será estendida em 2,4 quilômetros. Além das três pistas, será feita a calçada, com iluminação, e a canalização de esgoto pluvial. Parte da obra foi concluída como medida compensatória por uma rede de supermercados.
Valor: R$ 83 milhões

10 - Monitoramento dos três corredores
Além das obras nas vias, foi concluído um centro de monitoramento do tráfego, para que técnicos da EPTC controlem o fluxo nos corredores de ônibus da Avenida Tronco, da Avenida Padre Cacique e da Terceira Perimetral. Além de acompanhar o tráfego em um circuito interno de televisão, os técnicos poderão também controlar os semáforos conforme as necessidades do tráfego.
Valor: R$ 14,4 milhões

Informações: G1 RS

Pacote de grandes obras movimenta mais de R$ 250 bi

26/03/2013 - Valor Econômico, Paulo Vasconcellos

Das 50 maiores obras de infraestrutura e energia em execução no mundo, nada menos de 14 estão no Brasil. São mais de R$ 250 bilhões num pacote que inclui desde a transposição do rio São Francisco até a construção da usina nuclear Angra 3, do Rodoanel de São Paulo às hidrelétricas Teles Pires e São Luiz do Tapajós, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro a sete plataformas para a produção de petróleo do pré-sal. A lista é encorpada ainda com as obras dos estádios e de acessibilidade para a Copa do Mundo de 2014 ou o Cinturão das Águas do Ceará e outros programas de saneamento que começam a transformar a paisagem de muitas cidades brasileiras.
Todos esses empreendimentos dão emprego a mais de 200 mil operários e movimentam uma estrutura de máquinas e equipamentos compatíveis com a dimensão dos desafios que representam.
Só a construção de Angra 3, em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, mobiliza 3 mil operários em dois turnos de trabalho: dia e noite. A estimativa é que até o fim a obra represente uma jornada de 50 milhões de homens/hora. A parte civil do projeto, retomado em 2010 depois de 23 anos, vai absorver 200 mil m³ de concreto, 80 mil toneladas de cimento e 35 mil toneladas de aço. Os investimentos iniciais pularam de R$ 9,9 bilhões para R$ 12 bilhões.
A terceira usina nuclear do país terá uma potência de 1.405 MW, energia suficiente para abastecer Brasília e Belo Horizonte, simultaneamente. "Trata-se de um projeto crucial para a complementação térmica da capacidade energética do país", diz Leonam dos Santos Guimarães, chefe de gabinete da presidência da Nuclebras.
O empreendimento está atrasado sete meses, por causa de recursos à Justiça de empresas derrotadas na licitação para a montagem dos equipamentos. A entrada em operação, inicialmente prevista para 1º de dezembro de 2015, passou para 1º de julho de 2016.
Até lá já deverá estar em funcionamento boa parte do novo parque hidrelétrico do país. A Hidrelétrica Teles Pires, no Mato Grosso, que terá capacidade instalada de 1.820 MW e um reservatório com 151,8 km², deve começar a operar em junho de 2015. A obra começou em 2005 e, de acordo com a Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), emprega cerca de 5 mil operários em dois turnos de trabalho com jornadas de nove horas e meia.
A construção prevê o uso de mil equipamentos - entre caminhões, escavadeiras, centrais industriais e guindastes - e deverá consumir 120 mil toneladas de cimento. O tamanho da empreitada pode ser medido pela conta de energia, que chega a R$ 25 milhões, pelas 20 carretas que desembarcam cimento, aço e equipamentos todos os dias ou pelo volume de argila e rocha retirados do canteiro de obras: 10 milhões de m³ por mês - o suficiente para encher três vezes e meia o estádio do Maracanã.
Nas obras das hidrelétricas de Santo Antonio, com custo previsto de R$ 16 bilhões, Jirau, com R$ 9,6 bilhões, ambas em Rondônia, e Belo Monte, no Pará, orçada em R$ 25,8 bilhões, o aparato é proporcional ao volume de investimentos. A construção de Belo Monte mobiliza mais de 20 mil operários. No ano que vem, quando estiver no pico, serão 30 mil. Os quatro canteiros em plena selva só são acessados por hidrovias ou pela Transamazônica, que fica interditada seis meses do ano por causa das chuvas.
Para buscar mantimentos duas balsas fazem toda semana uma viagem de 96 horas pelo Rio Xingu, entre Vitória do Xingu e Belém, e voltam carregadas com 1.500 toneladas de suprimentos. A empreiteira Andrade Gutierrez já enfrentou desafio logístico pior. Nos quatro anos de construção dos 270 quilômetros do gasoduto Coari-Manaus sobre cursos d'água e áreas alagadas precisou manter 1.200 operários só para cuidar que nada faltasse aos outros 4.200 que executavam as obras nas condições adversas da selva amazônica. Em 16 grandes obras que executa agora no país tem de gerenciar 1.327 máquinas, equipamentos e veículos e 61.447 operários.
"O mercado de grandes obras nunca esteve tão aquecido como nos últimos dez anos. A expectativa é otimista com o programa de concessões do governo federal que prevê investimentos de R$ 220 bilhões em rodovias e ferrovias, 55% a serem executados nos próximos cinco anos", diz Leandro Aguiar, presidente da Andrade Gutierrez, que tem no portfólio pelo menos mais quinze grandes construções, entre elas Angra 3 e os estádios Nacional, de Brasília, e Beira-Rio, de Porto Alegre.
Nem todas as grandes construções andam no ritmo esperado. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) também virou uma dor de cabeça para a Petrobras. As obras começaram em 2008 e a previsão inicial era de inauguração no ano passado. Ficou para 2015. O último atraso foi provocado por 11 dias de greve dos operários. O polo, instalado em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, vai processar 150 mil barris de óleo pesado por dia em produtos petroquímicos. O investimento, de R$ 12,7 bilhões, pode agora passar dos R$ 20 bilhões.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Prefeitura de Manaus destaca ciclovia e arborização em novo corredor viário

26/03/2013 - G1

Orçada em R$ 15 milhões, a primeira etapa do Corredor Viário do Mindu foi aberta para o tráfego de veículos, pedestres e ciclistas na manhã desta terça-feira (26). O prefeito de Manaus, Artur Neto, e membros do secretarios apontam as melhorias no trânsito da Zona Leste da cidade, o espaço para as ciclovias e arborização do local como os principais destaques da inauguração.

Com trecho estimado em 3,2km, a primeira etapa vai fazer a ligação viária entre o Parque Linear 2 - que vai da Rua João Câmara até a Avenida Grande Circular, nas proximidades do Igarapé do Mindu – e Avenida das Torres. Uma parte da via será destinado para uma ciclofaixa, fato celebrado pelo prefeito Artur Neto. "Essa é uma promessa de campanha que estou cumprindo. Conseguir dar espaço para meios de transporte alternativos na cidade", disse.

O vice-prefeito e titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Hissa Abrahão, revelou que a maior dificuldade enfrentada pela gestão municipal foi relativa ao processo de desapropriação de moradores do local. "Era uma obra urgente que precisávamos fazer. Será uma saída mais rápida para quem vive na Zona Leste da cidade", afirmou. Pelos cálculos da Prefeitura, toda a obra do Corredor Ecológico está estimada em R$ 200 milhões e somar 17km de extensão.

Arborização e pedido à população

O Corredor Ecológico do Mindu terá como uma dos principais diferenciais a arborização do local, segundo a gestão municipal. De acordo com o diretor de arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Heitor Liberato, o local conta com 536 mudas arbóreas e 4.185 mudas ornamentais.

Para a titular da Semmas, Kátia Schweickardt, as árvores vão ajudar os pedestres que circularem no local. "Com a arborização da área, podemos amenizar um pouco o calor. Porém, contamos com a colaboração da população para que não ocorram depredações", alertou. No local, foram plantadas mudas de pau-pretinho, ipê, sumaúma e açaí. Entre as mudas de espécies ornamentais (exóticas e nativas), foram plantadas icsoria, dracena, minialamada, juscelina e papoula.

O Corredor Ecológico possui ainda contenção lateral em grama, canteiro central de dois metros e iluminação pública artística, que favorece árvores, arbustos e grama, além de passeios laterais.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Obra em avenida está acelerada e primeira etapa vai custar R$ 26 mi

7/5/2010 - Jornal da Paraiba (PB)

As obras de duplicação da Avenida Senador Argemiro de Figueiredo (rodoanel), em Campina Grande, que vai promover a urbanização das áreas adjacentes e a recuperação de toda a infraestrutura do local, encontram-se na metade da primeira etapa. Segundo o secretário de Obras e Serviços Urbanos (Sosur), Alex Azevedo, toda a obra da primeira etapa está orçada em R$ 26 milhões. No local também serão construídos dois viadutos, mas para isso, a Prefeitura de Campina Grande, que está executando as obras em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), determinou a construção de um desvio para que toda a avenida seja interditada.

Conforme a supervisora do Dnit em Campina Grande, Ana Maria Araújo, no momento está sendo feito um desvio, que terá que ser asfaltado com mão e contramão, para que a avenida seja interrompida para construção dos viadutos. "O papel do Dnit nessa empreitada é fiscalizar as obras e repassar a verba do Governo Federal para que a prefeitura execute as obras", afirmou.

A primeira etapa das obras, segundo Alex Azevedo, está prevista para ser finalizada no final do ano. A duplicação do trecho vai do giradouro da BR-230, na entrada da cidade (conhecido como o contorno Raimundo Asfora) até a BR-104, na Alça Sudoeste. "Trata-se de uma obra que vai desafogar o fluxo de veículos no local, já que se trata de uma avenida bastante movimentada, além de desenvolver a área, fazendo com que a cidade cresça ainda mais", ressaltou o secretário da Sosur.

Alex Azevedo informou que a obra toda está orçada em aproximadamente R$ 40 milhões. No início do próximo ano está previsto o início da segunda etapa das obras. "Estamos também pleiteando a inclusão da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", afirmou.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Novo viaduto é o início da transformação do trânsito e da mobilidade em Anápolis

11/03/2013 - Diário da Manhã

ANTÔNIO GOMIDE

Desafio de todas as cidades do mundo, a elevação constante da frota de veículos é um problema a ser debatido e cujos impactos demanda atenção diferenciada. Independente do tamanhos da cidades e até mesmo suas condições de desenvolvimento, o crescimento do número de veículos vem travando literalmente o curso do cotidiano das pessoas. Desde município acanhados, mas com perfil de desenvolvimento até grandes megalópoles de importância planetária, todos passam por modificações experimentam soluções paliativas a fim evitar o colapso.

Se em escala mundial, ainda aguardamos por uma solução definitiva que nenhuma cidade ou país conseguiu atingir, já temos consciência de algumas medidas e alterações cujo desdobramento pode ser o alívio no trânsito gerando segurança e qualidade de vida à população. Em Anápolis, cujo perfil é de um município de franco desenvolvimento com o aumento da renda per capita, elevando a capacidade de compra do cidadão, a facilidade ao crédito e à compra de veículos tem como efeito o aumento exponencial da frota. Com uma formação da malha viária sem planejamento e aquém da capacidade atual, desde o início de nossa gestão buscamos criar alternativas e mudanças no tráfego para dar fluxo e comodidade a todos.

Desde pequenas intervenções usando criatividade e exemplo de sucesso em outros locais até mesmo a otimização da infraestrutura, temos mantido o trânsito como um desafio a ser analisado com prioridade. No final de 2011 entregamos à população o primeiro viaduto urbano, no encontro das avenidas Universitária, Contorno e Presidente Kennedy, desafogando um dos eixos de maior movimento, sobretudo no horário escolar das universidades na região norte de Anápolis.

Agora, iniciamos na última semana a construção do segundo viaduto com trincheira da cidade. Situado em outro ponto de acesso a vários setores do município, a obra irá se traduzir em qualidade de vida e principalmente segurança ao condutor no seu acesso a diversos endereços em Anápolis. Além disto, aliando necessidade funcional com arquitetura e estética urbana, o ponto será um referencial ao município pela imponência de seu projeto.

Temos consciência que por muitos anos o debate sobre tráfego urbano relegou a planos inferiores a mobilidade urbana e a relação da cidade com o cidadão. As cidades se tornaram um espaço para carros. Hoje trabalhamos na linha de pensamento de que é preciso desenvolver, permitir o crescimento, mas também devolver a cidade ao citadino, ao pedestre, impactando em espaços racionalizados, com segurança e acesso facilitado.

Este viaduto, portanto, nos é o start de um projeto bem maior e mais ambicioso na busca pela transformação do sistema de tráfego de Anápolis. Através dele, abrimos um calendário de projeto a sere implantado em parceria com o Governo Federal, que preveem um investimento superior a R$ 73 milhões para o Empreendimento de Mobilidade Urbana. Esta nova obra de infraestrutura, com custo superior a R$ 14,5 milhões originários do tesouro municipal é a contrapartida de Anápolis para abrir espaço para a chegada desta verba, cujo destino é desafogar, racionalizar e gerar qualidade aos anapolinos e seus visitantes.

Temos planejados a construção de seis grandes corredores para ônibus e o da Avenida Brasil é apenas o primeiro deles, iniciado com esta obra, que é fundamental para a mudança do sistema de tráfego e escoamento de veículos. Na próxima quarta-feira, promoveremos uma audiência pública reunindo instituições privadas, os três poderes, empresas e a população de setores a serem beneficiados com alterações de toda sorte no intuito de explicar e tirar dúvidas sobre o projeto que será apresentado. O objetivo é realizar alterações positivas e profundas no sistema de trânsito da cidade e, para isto, a integração com os anseios populares e o atendimento de suas expectativas é fundamental. Tudo para que, em breve, possamos vislumbrar um futuro menos teligente no deslocamento de quaisquer distâncias e, principalmente, com mais segurança e qualidade de vida ao cidadão, enquanto condutor ou pedestre na cidade de Anápolis.

(Antônio Gomide prefeito de Anápolis)

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Viaduto de Camburi, em Vitória, é inaugurado

16/03/2013 - G1 ES

Saiba quais são as mudanças. Objetivo da obra é acabar com os engarrafamentos em Jardim Caburi.

Promessa é de menos trânsito com o novo viaduto de Camburi, Espírito Santo (Foto: Yuri Barichivich/Prefeitura de Vitória)

O viaduto de Camburi foi inaugurado em Vitória na manhã deste sábado (16). De acordo com a prefeitura, o objetivo da obra, de 120 metros, é acabar com os engarrafamentos e dar mais segurança ao trânsito em Jardim Camburi. O investimento na construção do viaduto foi de R$20 milhões.
De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura (Setran), algumas mudanças vão acontecer. O motorista que vier pela avenida Dante Micheline não terá mais acesso direto à rua José Celso Cláudio. Os carros vindos de Atlântica Ville também não terão mais acesso pela avenida. O acesso será à direita, através da rua Munir Hilal, pela avenida Manoel Nunes do Amaral, com retorno na rua Florêncio Batista ou José de Anchieta Fontana.
O viaduto foi construído no final da praia, entre as ruas Florência Baptista e Alvim Borges da Silva, em Jardim Camburi. O equipamento também vai facilitar o acesso de veículos ao Complexo de Tubarão.

Novo viaduto é inaugurado e melhora o trânsito em Jardim Camburi

16/03/2013 - Prefeifura de Niterói

Yuri Barichivich

Prefeito Luciano Rezende e representantes da Vale participaram da inauguração do novo viaduto de Camburi

Luciano fez um discurso de reconhecimento pelo trabalho dos antecessores na execução das obras do viaduto
O novo viaduto de Camburi, construído no final da avenida Dante Michelini para melhorar a mobilidade urbana da região de Jardim Camburi, foi inaugurado na manhã deste sábado (16) pelo prefeito Luciano Rezende. Durante a solenidade de entrega da obra, ele fez um discurso de reconhecimento pelo trabalho dos antecessores naquele equipamento.

"Nossa administração preza muito o valor do trabalho e sabe a importância da participação da gestão anterior, que iniciou esse processo. O ex-prefeito João Coser deixou a sua contribuição de oito anos e também deixaremos a nossa. Vivemos em um país republicano, civilizado e em plena democracia e sabemos que ninguém faz nada sozinho, um país se faz com a participação de todos".

Ele complementou: "Ao final da eleição, me emocionei muito e assumi a responsabilidade de representar 330 mil moradores, homens, mulheres, jovens e crianças que dependem do nosso equilíbrio. Tenho certeza que meu legado também será reconhecido no futuro".

O prefeito falou ainda dos investimentos de que o bairro necessita. "Jardim Camburi é uma linda princesa, mas ainda de pés descalços, pois ainda necessita de muita infraestrutura. Essa obra marca, simbolicamente, a chegada da urbanização integrando o bairro às intervenções urbanas da cidade".

O diretor do Departamento de Pelotização da Vale, Maurício Max, agradeceu à Prefeitura de Vitória pela parceria no trabalho desenvolvido. "Entregar essa obra é o cumprimento do compromisso assumido com a comunidade. Foram muitas discussões entre os técnicos da Prefeitura de Vitória e da Vale em busca do melhor traçado e do melhor projeto visando sempre à segurança e à qualidade de vida da população".

Para finalizar, o prefeito Luciano Rezende agradeceu a parceria e o comprometimento do governador Renato Casagrande, representado no evento pelo secretário de Planejamento Estratégico, Robson Leite. "Quero agradecer ao governador pelo empenho e esforço no enfrentamento a ameaças e pressões que o Espírito Santo vem sofrendo de Brasília. Agradeço também pela capacidade de liderança dele no desenvolvimento social do Estado".

O Viaduto da Vale tem 120 metros de extensão e foi construído no final da praia, entre as ruas Florência Baptista e Alvim Borges da Silva. O equipamento também vai facilitar o acesso de veículos ao Complexo de Tubarão.

Agora, quem segue para a parte final do bairro passará por uma "alça" que desviará o trânsito de veículos da avenida Dante Michelini, interligando as avenidas dos Expedicionários e Munir Hilal. A obra foi feita em uma parceria entre a Prefeitura de Vitória e a Vale.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Secretaria de Aviação Civil promove reunião em Brasilia para discutir a Rodovia Norte Sul

08/03/2013 - Aqui Amapá

A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da Republica, promoveu durante a manhã de hoje (8) em Brasília, uma ampla reunião de trabalho envolvendo representantes da prefeitura de Macapá, Infraero, Advocacia geral da união e com a Secretaria de Estado dos Transportes (SETRAP) que foi representada pelo próprio secretario o engenheiro Bruno Mineiro.

A reunião serviu para avaliar contra proposta de alguns pontos importantes para sanar pendências junto a Infraero nas obras da rodovia norte sul que já esta com os serviços bastante avançados e servirá para desafogar o trânsito na zona norte da capital Macapá.

O encontro foi presidido pela Secretaria da Aviação Civil Drª Fabiana Todesco, segundo ela já haviam ocorrido outros encontros entre os poderes para solucionar alguns pontos "vejo que a contra proposta apresentada vai dar celeridade para que a Infraero possa liberar o restante que o estado esta pleiteando,aqui o que levamos em conta a questão social e os benefícios que essa rodovia trará para a população local"comentou a secretaria.

Para Bruno Mineiro a reunião com a equipe de gestores públicos unindo vários setores vai dar uma agilidade maior.

"Vejo aqui uma disposição muito clara da Secretaria de aviação civil, em atender algumas solicitações da Setrap, já que o estado é quem esta executando a obra, saio daqui muito satisfeito que muito em breve essa rodovia vai ser entregue a população" ressaltou entusiasmado o Secretario da Setrap.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Brasil vai inaugurar mais de 250 quilômetros de BRT em 2014

27/02/2013 - Revista NTu

Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre pretendem iniciar novas operações em sistemas BRT nos próximos meses. Até 2016, mais mil quilômetros devem ser implantados

Do projeto abstrato às pis tas concretas. Após qua tro anos do lançamento do Programa de Acelera ção do Crescimento "PAC Copa do Mundo", é assim que, em breve, sete cidades brasileiras, que irão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, poderão resumir os longos meses de investimentos na moderna, efi ciente e sustentável mobilidade ur bana tão sonhada pelos brasileiros.

Desde 2009, o Governo Federal já disponibilizou R$ 51 bilhões para a infraestrutura do transporte público e da mobilidade urbana de forma geral. Os recursos foram disponibi­lizados por meio dos PACs Copa do Mundo, Mobilidade Grandes Cida des e Mobilidade Médias Cidades. Hoje, parte dessa verba está sendo utilizada na implantação de corre dores exclusivos de ônibus e siste mas rápidos de ônibus, os conheci dos BRT (Bus Rapid Transit).

Até 2014, a previsão é de inaugurar cerca de 250 quilômetros de novas linhas de BRT nas cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curiti ba (PR), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Até 2016, 25 cidades brasilei ras estarão com o foco na implanta ção desses sistemas que prometem revolucionar a mobilidade urbana nessas cidades e inspirar outras ci dades a investirem nessa solução.

No total, serão 113 projetos, sendo 53 de BRT com 697 km de extensão e 60 de corredores exclusivos, que somarão 575 km. Juntos, esses pro­jetos totalizam 1.272 km de vias para os ônibus circularem livres e com eficiência. Serão nove mil veículos BRT, operando em 442 estações e 60 terminais. Tudo isso em benefício de mais de 57 milhões de brasileiros.

BRASÍLIA

Mesmo não estando no cronogra ma das obras de mobilidade urba na para a Copa de 2014, a capital federal tem previsão de finalizar as obras do Expresso DF, sistema que ligará as regiões administrativas de Santa Maria, Gama, Park Way ao Plano Piloto - centro de Brasília- até dezembro de 2013. Com 43 km de extensão, o sistema terá capacida de diária de transportar cerca de 200 mil passageiros. Ao todo, serão 15 estações com embarque em nível e 15 passarelas para a segurança de travessia dos pedestres.

Quando em operação, o BRT do Distrito Federal prevê uma redução no tempo de viagem de 90 para 40 minutos. O monitoramento da frota, feito pelo Centro de Controle Operacional (CCO), ajudará no con trole do tempo do percurso e tam bém em casos de emergências. O novo sistema terá ramais no Gama (8,7km de extensão) e em Santa Maria (5,3km). O trecho se tornará único a partir de um ponto de en­contro na BR-040, a 27,8km de dois pontos de desembarque no Plano Piloto (terminal Asa Sul e rodoviá ria do Plano Piloto).

BELO HORIZONTE

Outros projetos que estão em dia e devem ser inaugurados no primei ro semestre de 2014 são os de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A cida de toca quatro obras de BRT previs tas na matriz de responsabilidades para a Copa do Mundo.

As quatro obras são: corredor Antô nio Carlos/Pedro I, corredor Carlos Luz/Pedro II, corredor Área Central e corredor Cristiano Machado. Serão 41,6 quilômetros com mais de 60 es tações e cerca de 420 ônibus. A de manda diária estimada é de 750 mil passageiros em todos os corredores.

CAPITAL MINEIRA VAI INAUGURAR MAIS DE 40 KM DE CORREDORES EXCLUSIVOS PARA ÔNIBUS

O caso de Belo Horizonte é tão po­sitivo que foi usado recentemente como exemplo pelo juiz federal Mar llon Sousa em uma decisão contra as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá (MT), que visava a construção e implantação do modal. Na decisão, o magistrado destacou que, se Belo Horizonte, que tem 2,4 milhões de habitantes, adotou o BRT, não há justificativa para Cuiabá es colher o VLT, que é um modelo mais oneroso para o poder público.

Segundo o diretor-presidente da BH Trans, Ramon Victor César, em cada corredor o sistema contará com li nhas expressas e paradoras. Haverá ainda linhas interligando os corredo res de BRT com os demais da cidade. "O BRT será expandido progressiva mente para outros corredores que justifique a implantação de média/alta capacidade, conforme previsto no Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte. Estamos concluin do o projeto na avenida Pedro II e o próximo a ser desenvolvido será o da avenida Amazonas. O plano prevê que toda a rede seja implantada até 2020", afirma César.

CURITIBA

Cidade pioneira na concepção dos sistemas BRT, Curitiba, vai expan dir a Linha Verde, o BRT brasileiro mais conhecido do mundo. O cor redor, que hoje possui 22 km em sua extensão, já está em fase de construção de mais 3 km. O pro jeto também contempla o fecha mento lateral das estações tubos com vidros de película interna, ca paz de reduzir a incidência de luz solar e aumentar o conforto térmi co. As estações possuem sistemas de captação de águas de chuva, que serão utilizadas para a limpe za das instalações.

Com recursos do PAC da Copa e contrapartidas, a extensão da Li nha Verde Sul tem custo estimado de R$ 15,5 milhões e previsão de ser entregue à população até maio de 2014, conforme ofício entregue em dezembro de 2012 pela prefeitura da capital paranaense ao Ministério das Cidades. Por falta de repasse de recursos, as obras haviam sido paradas, mas foram retomadas em janeiro de 2013.

Atualmente, Curitiba opera com uma rede de transporte totalmente inte grada formando um sistema comple to de BRT com 81 km de extensão de corredores e ainda com a previsão de inauguração – em maio de 2014 – do Corredor Aeroporto Rodoviá ria (15 km) e a reforma do Corredor Avenida Cândido de Abreu (1,1 km).

FORTALEZA

A prefeitura de Fortaleza, no Ceará, criou recentemente uma secretaria especial para a Copa do Mundo. A cidade deve receber dois jogos da seleção brasileira no Mundial. O órgão vai acompanhar as obras e tentar resolver os problemas de lo­gística que envolvem a criação dos corredores exclusivos para a im plantação dos sistemas BRT.

Em um mês, a secretaria iniciou o acompanhamento semanal dos ór gãos, instituições e empresas en­volvidas. "Entre eles, estão o des­locamento de linhas telefônicas, postes de iluminação pública e gás que não estavam previstos nem no projeto inicial nem no orçamento", explica o secretário recém-nomea do Domingos Neto. As obras agora se concentrarão nas etapas de alar­gamento, terraplanagem, pavimen tação, urbanização, paisagismo e sinalização de vias.

Na capital cearense, são quatro projetos de BRT nas avenidas Dedé Brasil, Paulino Rocha, Alberto Cra­veiro e Raul Barbosa, que totali zam 20 quilômetros de extensão. Serão 52 novas estações com de manda diária estimada em 245 mil pessoas no total. Nos horários de pico, cada corredor atenderá a uma demanda concentrada que varia de 6 a 11 mil pessoas.

Segundo Domingos Neto, o projeto foi pensado não só para atender a rede hoteleira e turística, mas para facilitar o deslocamento em toda a cidade, deixando um legado para as próximas gerações. "As vias que dão acesso à região onde se loca liza o setor hoteleiro, o aeroporto e o estádio Castelão estão nesse fluxo. Também estão regiões muito afetadas por congestionamentos. Tratam-se de vias que ligam os lo cais de maior fluxo, onde as pes soas trabalham, aos bairros dormi tórios. O legado fica para a cidade, sem dúvida", explica.

RECIFE DEVE INAUGURAR O BRT NORTE/SUL PARA BENEFICIAR 180 MIL PESSOAS

RECIFE

Os projetos dos três sistemas BRT previstos para a cidade de Recife fa zem parte das obras de infraestrutu ra de mobilidade urbana destinadas à Copa do Mundo de 2014. Juntos, somam cerca de 50 quilômetros de vias exclusivas para ônibus. Ao longo de todo o sistema, serão im plantadas ciclovias com o objetivo de estimular a integração com o transporte público. Os corredores previstos para serem entregues até o Mundial são o Norte/Sul, o Leste/Oeste e o Corredor Ramal da Copa.

O corredor Norte/Sul conta com dois trechos, sendo o primeiro já em obra com 33,2 km (de Igarassu até o Centro da Cidade), previsto para se tembro de 2013, e com investimento de R$ 151 milhões. Esse trecho terá 33 estações e vai beneficiar cerca de 180 mil passageiros por dia quando estiver concluído. O segundo trecho, do Tacaruna até o Terminal de Joana Bezerra, cerca de 4,8 km de exten são, terá sua obra iniciada ainda nes te trimestre e contará com 9 esta ções de embarque e desembarque. O investimento para esse trecho é de R$ 110 milhões. A obra será en tregue em dezembro de 2014.

O corredor Leste/Oeste, previsto para fevereiro de 2014 terá 12,3 km de extensão e um investimento de R$ 145 milhões, beneficiando a re gião metropolitana de Recife, por meio da interligação da Avenida Caxangá à Cidade da Copa. Isso será feito por meio da UR-7, em São Lourenço da Mata, onde o BRT atenderá o terminal e a estação de metrô a serem inaugurados.

Outro corredor que ficará pronto até 2014 será o Ramal da Copa. Com investimento de R$ 131 mi lhões, o Ramal tem 6,3 km de ex tensão e também vai operar com o sistema BRT ou o Transporte Rápido por Ônibus (TRO), como é chamado em Recife. Sua principal função é levar à população usuá ria de ônibus até a Arena da Copa. Sua primeira fase (ramal interno) será entregue em abril de 2013. Em junho, para a Copa das Confedera ções, outro trecho estará concluído e em dezembro deste ano, todo o Ramal será entregue. Serão benefi ciados 20 mil passageiros/dia.

RIO DE JANEIRO

Outra cidade que está com os pro jetos adiantados visando melhorias de mobilidade tanto para os even tos esportivos quando para a popu lação é o Rio de Janeiro. Em 2012, foi inaugurado o BRT Transoeste com 31 estações. O corredor tem 56 km de extensão total e liga a Bar ra da Tijuca à Santa Cruz e Campo Grande com capacidade para trans portar 220 mil passageiros por dia.

BRT TRANSCARIOCA TERÁ UMA PONTE EXCLUSIVA PARA OS ÔNIBUS.

A previsão é que até agosto deste ano o corredor esteja funcionando completamente com as 53 esta ções previstas. Até agora, o projeto já atingiu o objetivo de reduzir pela metade o tempo de viagem do ca rioca nessa região. Além do Tran soeste, o Transcarioca também está previsto para ser concluído em 2013. A linha terá 41 km de extensão, 46 estações e capacidade máxima para transportar 400 mil pessoas por dia.

O BRT Transcarioca vai ligar o Ae roporto Internacional Antônio Car los Jobim até a Barra da Tijuca, passando pela Penha e a Ilha do Governador. Nesse trecho, está sen do construída a Ponte Estaiada da Ilha do Governador, que será usada exclusivamente pelos ônibus. Serão 400 metros de ponte construídos ao lado do atual acesso sobre a Baía de Guanabara.

A expectativa é de grande redução no tempo de viagem. De acordo com a prefeitura do Rio de Janeiro, o trajeto entre a Ilha do Governa dor e Santa Cruz, que é de até três horas em horário de pico, poderá ser feito em 50 minutos com os no vos corredores.

O diretor de Comunicação e Marke ting da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Esta do do Rio de Janeiro (Fetranspor), Paulo Fraga, lembra que essa rapi dez do deslocamento é o que faz do BRT um exemplo mundial para solução em transporte. "Na verda de, o BRT é uma tendência mundial. Hoje, se você for parar para analisar, os grandes projetos de mobilidade urbana no mundo estão focados no BRT. E, se você for comparar, o cus to para implantação da malha ferro viária e metroviária é muito alto. Por isso, o BRT é tão viável", justifica.

PORTO ALEGRE

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é mais uma cidade que está melho­rando sua mobilidade urbana por meio do BRT. A capital já possui três corredores - Protásio Alves, Bento Gonçalves e João Pessoa -, que serão modernizados e um novo corredor, o Padre Cacique, será im plantado. Juntos, esses corredores farão parte de um sistema tron co-alimentador formando uma rede estrutural destinada a racionalizar e integrar o sistema de transporte público coletivo da cidade.

A cidade reinaugura até agosto des te ano os corredores adaptados para BRT João Pessoa, Protásio Alves e Bento Gonçalves. O projeto com os três corredores prevê 17,2 quilôme tros somando custos no valor de 199,5 milhões com desapropriações.

PORTO ALEGRE ESTÁ MODERNIZANDO OS CORREDORES EXCLUSIVOS PARA INAUGURAR BRT NESTE ANO

Na Avenida Bento Gonçalves a ade­quação será entre os terminais Aze nha e o Terminal Antônio de Carva lho, numa extensão aproximada de 6,5 km, e com previsão de 12 esta ções de embarque e desembarque.

O corredor da Avenida Protásio Alves está localizado entre a Rua Sarmen to Leite e a Rua Saturnino de Brito numa extensão de aproximadamente 7,5 km, com previsão de 14 estações de embarque e desembarque.

Já o corredor da Avenida João Pessoa terá a adequação no tre cho compreendido entre a Avenida Azenha e Avenida Salgado Filho com extensão aproximada de 3,2 km, com previsão de 8 estações e 1 estação de integração multimodal.

DE OLHO NAS OBRAS

A NTU lançou em 2012 o projeto BRT Brasil no intuito de acompanhar a im plantação desses projetos no Brasil. O monitoramento é realizado por uma rede técnica, composta por profis sionais das empresas de transportes associadas e dos órgãos públicos envolvidos nas implantações do BRT. Essa rede alimenta o banco de dados da NTU, que pode ser consultada em www.brtbrasil.org.br.

O presidente da NTU, Otávio Cunha, lembra que em todo o Brasil serão 1.272 quilômetros de corredores. Isso representa investimentos pri­vados em veículos e sistemas in teligentes com monitoramento da operação em tempo real, por GPS, e gerenciamento por meio do Cen tro de Controle Operacional (CCO). "Estamos falando em R$ 8 bilhões de investimentos privados, 521 esta ções e 60 terminais", ressalta.

Cunha destaca que a priorização do transporte público coletivo em detrimento do individual é a solu ção para melhorar a mobilidade nas cidades. Ele lembra que é possível, num sistema BRT, com ônibus arti culados e biarticulados, atingir de mandas de 40 a 45 mil passageiros por hora e por sentido. "Poucos metrôs no mundo operam com essa capacidade. Você consegue melho rar muito a qualidade do transporte e as viagens vão ser muito mais rá pidas", aponta.

A qualidade, eficiência e seguran ça, aliados à maior velocidade co­mercial, vai estimular o usuário do transporte público individual moto rizado a migrar para esse sistema. A expectativa é que haja uma trans ferência em torno de 20% para o transporte coletivo. "O BRT é uma invenção brasileira que ganhou o mundo, presente em mais de 145 cidades. O maior conforto e a rapi dez proporcionados pelo BRT cer tamente convencerão o usuário do automóvel a usar o transporte pú blico como uma boa opção de des­locamento", opina.


GANHOS DE MOBILIDADE

Os projetos de mobilidade contribuirão para a melhoria dos principais indicadores de qualidade do transporte público. Entre eles:

Aumento de 2% ao ano dos passageiros transportados;
Transferência superior a 20% das viagens do transporte individual para o coletivo;
Redução de 40% no tempo de viagem;
Aumento de 78% na velocidade média nos corredores;
Aumento significativo de confiabilidade dos serviços.

Fonte: NTU / Portal da Transparência do Governo Federal / Consórcio BRT-Sul *Estimativa.

Fonte: Revista NTU Urbano - Jan/Fev 2013

Dilma anuncia R$ 33 bilhões para saneamento, mobilidade urbana e pavimentação

06/03/2013 - Agência Brasil, Pedro Peduzzi

A presidenta Dilma Rousseff anunciou a liberação de R$ 33 bilhões para projetos de pavimentação, mobilidade urbana e saneamento básico

R$ 7,9 bilhões para mobilidade urbana
créditos: Divulgação

Dos R$ 70 bilhões previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cidades de médio porte, R$ 33 bilhões começam a ser liberados a partir de hoje (6). Do montante, R$ 16,8 bilhões vão para saneamento, R$ 7,9 bilhões para mobilidade urbana e R$ 8,2 bilhões para pavimentação.

"O Brasil precisa de saneamento para atender o brasileiro que está saindo da miséria e que precisará de serviços públicos no país. Essa é uma questão republicana. De todas essas áreas [cujas obras foram anunciadas], a que mais me mobiliza a colocamos maior volume [de recursos] é saneamento. Todos sabem que este é um fator que envolve também saúde pública e meio ambiente", disse a presidenta Dilma Rousseff, em reunião com prefeitos e governadores, no Palácio do Planalto.

Segundo ela, os investimentos em mobilidade urbana também vão impactar na qualidade de vida dos brasileiros. Ela destacou que, nesse contexto, a frente de investimentos previstas para as cidades de médio porte é fundamental.

"O Brasil tem quantidade [significativa] de grandes e médias cidades. As médias representam grande volume. Portanto, precisamos tomar providências agora para que não aconteça o que aconteceu com as grandes cidades brasileiras. Para as grandes, fazer metrô é fundamental. Esse é um passo importante porque tem a ver diretamente com a qualidade de vida das pessoas", argumentou a presidenta.

Como exemplo, Dilma citou o teleférico construído no Morro do Alemão, comunidade de baixa renda do Rio de Janeiro. "É um transporte de massa estratégico. Além de transportar moradores, que levavam até duas horas e meia para se deslocar, ele virou uma atração turística do Rio de Janeiro".

Campo Grande assegura quase meio bilhão para mobilidade urbana

10/03/2013 - Campo Grande News

A Capital terá investimentos de quase meio bilhão de reais em mobilidade urbana e pavimentação asfáltica. O anuncio foi feito hoje pelo prefeito Alcides Bernal (PP), que retornou de Brasília, onde desde terça-feira percorreu ministérios, o Senado Federal e até mesmo a presidência da República.

O Ministério das Cidades teria selecionado Campo Grande para receber R$ 300 millhões do segundo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC II) e R$ 180 milhões do PAC Mobilidade Urbana.

Com a verba do PAC II, segundo Bernal, serão asfaltados vários bairros de Campo Grande, com complementação da prefeitura para o recapeamento de linhas de ônibus.

A primeira obra, conforme informou, será na Av. das Bandeiras, que começou com desentupimento de bueiros . "Começa na segunda-feira e vamos ficar três meses lá", revelou o chefe do Executivo municipal. A próxima via será a Av.Bandeirantes e, em seguida, a Av. Guaicurus", acrescentou. O recapeamento também deverá atingir o centro da cidade, onde, por enquanto, só a Av. Afonso Pena teve pavimento renovado, por obra do governador André Puccinelli.

Entre os bairros a serem beneficiados com asfalto novo, de acordo com o prefeito, estão o Nova Lima, Santa Emilia, São Conrado e entorno do Guanandi.

Informações: CampoGrandeNews

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nova Rodoviária de Belo Horizonte é tema de exposição

13/12/2012 - BHTrans

A Nova Rodoviária de Belo Horizonte, que será construída no bairro São Gabriel, é tema de uma exposição, no saguão de entrada da Rodoviária de Belo Horizonte (Tergip), a partir desta quarta-feira, 12/12, como parte das comemorações dos 115 anos da capital mineira. A mostra compõe-se de plantas e perspectivas do futuro prédio do novo terminal, bem como mapa com a localização e imagens das modernas instalações que vão oferecer melhor funcionamento e mais conforto aos usuários.

Quem passar pelo estande montado no Tergip poderá assistir a um vídeo sobre a Nova Rodoviária e a uma microssimulação de tráfego, também em vídeo, da região. Painéis, banners e folhetos vão informar sobre as características da construção, a infraestrutura local com os variados serviços oferecidos e os benefícios para os passageiros.

Como exemplo do que será mostrado na exposição são as imagens da moderna plataforma de embarque e desembarque, do local das bilheterias que terão acesso facilitado, do estacionamento coberto, da ampla praça de alimentação, da área comercial e de serviços. Segundo a empresa que vai construir e operar o empreendimento, o Novo terminal Rodoviário de Belo Horizonte vai funcionar num ambiente agradável e foi projetado para atender plenamente os usuários.

O novo terminal será construído pela empresa SPE Terminal Belo Horizonte S/A, que venceu a concorrência pública 006/2011 para delegação da construção, implantação, gestão, manutenção e operação do Novo Terminal Rodoviário de Belo Horizonte.


A nova Rodoviária terá 41 plataformas, com expansão prevista para 56 plataformas, área de estocagem com capacidade para 23 ônibus, 400 vagas de estacionamento para automóveis, embarque e desembarque no mesmo nível, praça de alimentação próxima à área de espera, área de assentos e de comércio maior do que a atual do TERGIP.

Uma das novidades da nova Rodoviária, que terá 35.500 m² de área construída, é que ela será integrada ao sistema de BRT (Transporte Rápido por Ônibus) em implantação na Av. Cristiano Machado e também será ligada, por uma passarela, à Estação BHBUS São Gabriel, no bairro São Gabriel, com integração com o metrô, linhas municipais e intermunicipais.

No entorno do Novo Terminal será implantado projeto de melhoria do sistema viário de forma a facilitar o acesso ao equipamento e às vias próximas ao Anel Rodoviário.
A nova Rodoviária de Belo Horizonte deverá entrar em operação no primeiro semestre de 2014.

Iguatemi vai ao interior para dobrar área de venda

06/03/2013 - Valor Econômico, Cynthia Malta,

A Iguatemi, empresa de shopping centers do Grupo Jereissati, confia que vai atingir a meta de dobrar sua área bruta locável (ABL) própria, em cinco anos, até 2015, com foco no interior de São Paulo. As cidades de Ribeirão Preto, Sorocaba e São José do Rio Preto recebem investimentos de R$ 912,2 milhões e a previsão é inaugurar os centros comerciais em setembro e outubro deste ano, e em outubro de 2014, respectivamente.
"O investimento em Jundiaí ainda precisamos confirmar, para 2014 ou 2015. Com esses quatro novos shoppings, aumentamos nosso portfólio para 17", diz o vice-presidente comercial da Iguatemi, Rodolpho Freitas.
O projeto em Ribeirão Preto, de R$ 259,5 milhões, está sendo financiado por crédito imobiliário do Bradesco (50%) e pelo BNDES (50%). Em Sorocaba, metade dos R$ 360,9 milhões aplicados está sendo bancada pelo BNDES e o restante por crédito imobiliário do Santander. E em São José do Rio Preto, o plano é de R$ 291,8 milhões - metade financiada com recursos provenientes de uma captação de debêntures (a empresa captou R$ 450 milhões em 17 de fevereiro). Os outros 50% devem vir de uma operação de certificado de recebíveis imobiliários (CRI), ainda não concluída.
Em novembro, a empresa havia informado que, desde a oferta inicial de ações (IPO), em 2007, seu tamanho mais do que dobrou. No fim de setembro, a Iguatemi somava 281 mil m2 de ABL própria. A meta para 2015 era chegar em 451 mil m2, considerando-se Jundiaí, que ainda precisa de confirmação. Em 2010, a companhia somava 237 mil m2.
A Iguatemi não está sozinha na estratégia de apostar no interior de São Paulo. A concorrente Multiplan, por exemplo, já inaugurou seu shopping em Jundiaí em outubro do ano passado. Segundo a associação do setor (Abrasce), estão previstos 47 shoppings novos para este ano. Desse total, 12 estão sendo construídos no Estado de São Paulo, quatro deles na capital. Para 2014, a Abrasce contabiliza 23 novos centros comerciais, sendo 6 em São Paulo - e apenas um deles na cidade de São Paulo.
Segundo Freitas, os shoppings que estão sendo construídos em Ribeirão, Sorocaba e Rio Preto já estão com 80% a 90% das lojas contratadas. Em Ribeirão, por exemplo, serão 200 lojas, sendo 50 marcas inéditas na região.
"Mais democráticas", e não de luxo, como Zara, Lacoste, Coach e Topshop são citadas por Freitas como exemplos de grifes que terão lojas no interior paulista. As marcas de luxo, que têm investido em São Paulo, Brasília e Rio, devem demorar um pouco mais para fazer um movimento em direção a outros mercados. "Vamos abrir cerca de mil lojas novas nos próximos anos", diz Freitas, considerando os shoppings em construção e as ampliações em andamento.
O interior paulista é visto pelo comando da Iguatemi, que tem nas regiões Sudeste e Sul sua área preferencial de atuação, como o mercado que apresenta "a maior demanda por shoppings" no país. E onde "a renda qualificada é maior do que a da capital", diz Freitas. O público alvo da companhia é aquele pertencente às classes A e B.
A lógica é investir em cidades que tenham no mínimo 500 mil habitantes e cujo entorno, num raio de 50 a 60 km, abrigue uma população entre 2 e 4 milhões.
Além dos projetos novos, a companhia também está ampliando o shopping Iguatemi em Campinas, com término previsto para março de 2014. Esta expansão segue-se a um aumento feito no shopping Galeria, que ganhou 42 novas lojas em abril do ano passado.
Ainda no interior paulista, segundo uma fonte próxima à Iguatemi, o shopping em São Carlos também está sendo ampliado, para receber lojas de grande porte, e com inauguração prevista para abril de 2014. A empresa também prospecta a Baixada Santista e São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Freitas não comentou essas informações.
Na capital, na avenida Faria Lima, o Shopping Iguatemi - o primeiro do país - vai ganhar, entre março e abril, uma Livraria Cultura e uma Topshop numa área onde funcionava um cinema e que ficou fechada por mais de um ano.