quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cidades com mais de 20 mil habitantes têm até 2015 para elaborar Plano de Mobilidade

28/08/2013 - CNT

Até o ano passado, menos de 4% das cidades brasileiras possuíam estratégias para o sistema de transporte urbano, segundo o IBGE.

Metade das pessoas optam pelo transporte individual na hora de se locomover
Foto: Julio Fernandes/Agência Full Time Metade das pessoas optam pelo transporte individual na hora de se locomover Metade das pessoas optam pelo transporte individual na hora de se locomover

Todos os municípios com mais de 20 mil habitantes têm até 2015 para elaborar e aprovar o Plano de Mobilidade Urbana, sob pena de não terem mais acesso a recursos federais para investimento em transporte. A medida está prevista na lei 12.587, sancionada no ano passado, que fixou prazo de três anos para definição dos projetos. Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o ano passado menos de 4% das cidades brasileiras possuíam um plano de transporte. Entre aquelas com mais de 500 mil habitantes, pouco mais da metade haviam desenvolvido uma estratégia para a mobilidade. 

Para o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Transportes da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Cesar Marques da Silva, um dos principais aspectos da regra é estabelecer que a população precisa participar da construção do plano. "As soluções técnicas devem estar à disposição e o poder público deve prospectar, informar e valorizar o poder de decisão das pessoas, que, no final das contas, são as que usarão os serviços", afirma o especialista. 

Os projetos também devem priorizar o transporte coletivo sobre o individual, com foco na sustentabilidade e na intermodalidade. "A acumulação de modos de transporte sobre uma mesma via impede a circulação. O objetivo é que a sociedade planeje e leve o modal mais coerente a cada lugar", explica Roberto Labarthe, gerente de novos negócios da CCR, empresa de concessão de infraestrutura. Um dos desafios, na avaliação dele, é passar de um sistema individualista para um integrado. "Isso requer condições de conforto no momento da transferência e uma solução para a questão da tarifa, porque você precisa somar os jogadores e distribuir preços", afirma. 

Para o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Vieira da Cunha Filho, a necessidade de definir as estratégias para a mobilidade é urgente. "Na década de 1960, 15% da população utilizava transporte individual. Hoje, metade opta pelo carro enquanto a outra metade faz uso do transporte público. A seguir neste ritmo, em 2030, 65% das pessoas farão os trajetos de carro", relata. Ele diz que algumas ações podem ajudar a resolver o problema a curto prazo, como a construção de faixas e corredores exclusivos. Contudo, a demanda por transporte é crescente. Por isso, ressalta que é preciso definir projetos agora de olhos nas perspectivas para os próximos anos, a fim de evitar saturação dos modais em operação.

A nova Lei da Mobilidade Urbana sugere, ainda, a adoção de mecanismos que estimulem o uso do transporte coletivo em detrimento do individual, que criem receita para investimento no setor e de subsídios públicos para baratear tarifas. Na avaliação dos especialistas ouvidos pela Agência CNT, esta é condição essencial para melhoria das condições do serviço. "É preciso rever esta forma de pensar, de que o sistema tem que ser sustentado por ele próprio e por quem o utiliza", diz o professor Paulo Cesar Marques. "As cidades maiores dependem do transporte coleitvo, porque sem ele as pessoas não produzem. Por isso a cidade pode ajudar a manter este sistema, sem continuar onerando os mais pobres", complementa. 

O tema esteve em debate nessa quarta-feira (28), durante o Seminário Internacional Mobilidade e Transportes: Teorias, Práticas e Políticas Contemporâneas, realizado na UnB. 
 
Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias

Brasil ultrapassa 200 milhões de habitantes, diz IBGE

29/08/2013 - Revista Época

Imagem mostra uma estação do metrô lotada em horário de pico na capital paulista. Segundo o IBGE, SP é o estado mais populoso do Brasil, com cerca de 43,6 milhões de habitantes – (Foto: AP Photo/Andre Penner)

A população estimada do Brasil alcançou em junho deste ano a marca de 201.032.714 de habitantes, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União. Os dados mostram que há no país 7.085.828 brasileiros a mais do que em julho de 2012.

São Paulo é o estado mais populoso do país com 43,6 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais com 20,5 milhões de residentes e Rio de Janeiro com 16,3 milhões.

A Bahia registra 15 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul, 11,1 milhões, e o Paraná, 10,9 milhões de moradores. Em seguida aparecem Pernambuco com 9,21 milhões de habitantes, Ceará com 8,78 milhões, Pará com 7,97 milhões, Maranhão com 6,79 milhões, Santa Catarina com 6,63 milhões e Goiás com 6,43 milhões.

Com menos de cinco milhões de habitantes, estão Paraíba (3,91 milhões), Espírito Santo (3,84 milhões), Amazonas (3,81 milhões), Rio Grande do Norte (3,37 milhões), Alagoas (3,3 milhões), Piauí (3,18 milhões), Mato Grosso (3,18 milhões), Distrito Federal (2,79 milhões), Mato Grosso do Sul (2,59 milhões), Sergipe (2,19 milhões), Rondônia (1,73 milhão) e Tocantins (1,48 milhão).

A região Norte, tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes. Roraima é o menos populoso, com 488 mil habitantes. O Acre tem 776,5 mil habitantes e o Amapá, 735 mil.

Veja abaixo a população de cada unidade da federação:

Unidade da Federação
População total
Região SUDESTE
 
São Paulo
43.663.672
Minas Gerais
20.593.366
Rio de Janeiro
16.369.178
Espírito Santo
3.839.363
Região NORDESTE
 
Bahia
15.044.127
Pernambuco
9.208.551
Ceará
3.184.165
Maranhão
6.794.298
Paraíba
3.914.418
Rio Grande do Norte
3.373.960
Alagoas
3.300.938
Sergipe
2.195.662
Piauí
3.184.165
Região SUL
 
Rio Grande do Sul
11.164.050
Paraná
10.997.462
Santa Catarina
6.634.250
Região Norte
 
Pará
7.969.655
Amazonas
3.807.923
Rondônia
1.728.214
Tocantins
1.478.163
Acre
776.463
Amapá
734.995
Roraima
488.072
Região CENTRO-OESTE
 
Goiás
6.434.052
Mato Grosso
3.182.114
Distrito Federal
2.789.761
Mato Grosso do Sul
2.587.267

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O prédio mais alto da América do Sul

26/08/2013 - Brasil Econômico

O mais alto prédio da América do Sul, com 237 metros de altura e vista eterna para o mar, ocupa 50 mil metros quadrados. Com 66 andares, o Infinity Coast Ficará no Balneário Camboriú (SC) e deve ser inaugurado em 2017. O título foi conferido pelo Skycraper Center, banco de dados mundial sobre grandes torres. O edifício usará cinco mil toneladas de aço ArcelorMittal em sua estrutura.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Com 30 mil novos carros por mês, Curitiba dobra frota em dez anos

22/08/2013 - Portal 2014

Capital paranaense tem hoje 1,65 milhão de veículos e deve atingir 2,85 milhões em 2040

Presidente do Sinaenco, João Alberto Viol, abre o evento em Curitiba (crédito: Joka Madruga)

Diego Salgado - Curitiba 

A frota de veículos de Curitiba dobrou nos últimos dez anos e chegou à marca de 1,65 milhão de unidades. Em 25 anos, o número pode atingir 2,85 milhões. Nesse cenário, a cidade terá quase um carro para cada habitante. Hoje, a proporção é de 0,57.

A estimativa é que 3,39 milhões de pessoas morem na capital paranaense em 2040. Dessa forma, a taxa será de 0,84 veículo por cada habitante. O levantamento foi divulgado hoje (22), durante o evento "De olho no futuro: Como estará Curitiba daqui a 25 anos", promovido pelo Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) em 13 capitais do país.

O encontro contou com a presença do presidente do Insitituto de Pesquisa e Planajemanto Urbano de Curitiba (IPPUC), Sérgio Pires, do assessor de Ratinho Jr., secretário do Desenvolvimento Urbano do Paraná, Álvaro Cabrini, do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Jeferson Navolar, e do presidente do Sinaenco, João Alberto Viol, entre outros.

Durante o debate, foram abordadas questões atuais, como o esgotamento do Bus Rapid Transit (BRT) e o planejamento da cidade. As questões estariam diretamente ligadas à situação atual do trânsito. 

"É preciso debater o aumento da capacidade e da velocidade dos BRTs", disse Pires. Hoje, o sistema, que foi implantado de maneira pioneira no Brasil em 1974, comporta 20 mil passageiros por hora. De acordo com o presidente do IPPUC, a implantação de um metrô na cidade, idealizado desde a década de 1970, seria uma das saídas para frear o aumento da frota. 

A integração das cidades da Grande Curitiba tambpem foi apontada como uma possível solução. Para Navolar, o cenário é viável daqui a 25 anos. Já Cabrini ressalta a importância do planejamento. "Temos que convidar todos os planejadores, todas as pessoas para refletir sobre o assunto", disse. 

A ideia de criar empregos próximos às áreas residenciais também foi levantada. "A mobilidade é um dos principais desafios para o futuro. É possível resolver o problema dos deslocamento evitando o próprio deslocamento", disse Pires.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Salvador: Faixa Solidária entra em vigor na orla

21/08/2013 - A Tarde - Salvador

A partir desta quarta-feira, 21, quem trafega pela orla marítima de Salvador, no trecho entre o Sesc –  Piatã e o antigo clube do Bahia, na Boca do Rio, terá uma faixa a mais para transitar no sentido Itapuã-Pituba.

A ação, chamada Faixa Solidária, funciona na contramão como uma via adicional, de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h. Apenas veículos particulares com duas pessoas ou mais poderão ter acesso à faixa adicional.

De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), o objetivo é estimular as caronas e diminuir o congestionamento na região.

Segundo o diretor de trânsito do órgão municipal, Marcelo Corrêa, a ação foi idealizada após um estudo realizado no local.

Corrêa informou que a pesquisa constatou que, entre 7h e 8h, horário de maior fluxo, cerca de 5,6 mil carros passam pelo trecho Piatã-Boca do Rio (sentido Centro). Já no sentido contrário, em direção ao aeroporto, o fluxo é de cerca de dois mil automóveis.

"O estudo apontou que 76% dos veículos que passam pelo local neste horário, no sentido Centro, têm apenas uma pessoa", completou.

"Queremos incentivar a carona solidária, priorizando veículos com dois ou mais passageiros. Dois vizinhos que têm carro podem, por exemplo, combinar de irem juntos em apenas um veículo", explicou o diretor.

Fiscalização

Para viabilizar a criação da Faixa Solidária, foram abertos dois desvios no canteiro central da orla para facilitar o acesso de veículos à nova faixa, na contramão.

O desvio de entrada foi feito em frente ao Sesc, e o de saída, em frente ao Instituto Municipal de Educação Professor José Arapiraca (Imeja), após o antigo clube do Bahia (Boca do Rio).

Os ônibus coletivos não terão acesso à faixa, pois, segundo explicou Corrêa, o novo trecho não terá pontos de parada.

A fiscalização será realizada por um efetivo de 14 agentes, em cinco viaturas e duas motocicletas. Para sinalizar a nova faixa e evitar acidentes, os fiscais do órgão vão utilizar 600 cones de borracha.

Na manhã de terça-feira, 20, agentes da Transalvador implantaram placas de sinalização em trechos da orla para orientar os motoristas sobre a Faixa Solidária.