sexta-feira, 27 de março de 2015

Em Porto Alegre, viaduto da Bento estreia com congestionamento

27/03/2015 - Zero Hora - Porto Alegre

Quem esperava trânsito livre depois de mais de dois anos de desvios na região onde está sendo construído o Viaduto São Jorge, sobre a Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre, teve uma surpresa negativa no início da noite desta quinta-feira. Os motoristas enfrentaram congestionamento na Terceira Perimetral próximo à estrutura, que foi liberada para automóveis durante a manhã.

Por volta das 18h30min, para percorrer a via entre a Avenida Protásio Alves, no bairro Petrópolis, e a Avenida Oscar Pereira, no bairro Glória, Zero Hora levou 34 minutos e 10 segundos. Uma fila de veículos chegou a se formar sobre o viaduto.

Como comparação, ZH percorreu, também, a partir das 19h30min, o trajeto entre os dois pontos (Protásio e Oscar Pereira) por caminhos alternativos, levando 23 minutos. O cálculo do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, era de economia de 15 minutos no deslocamento pela região.

— Porto Alegre tem a melhor velocidade média de trânsito entre 15 das capitais brasileiras. É onde se perde menos tempo no deslocamento pela cidade. Isso é qualidade de vida. E é o que ganhamos, cada vez mais, com obras como essas — disse o prefeito José Fotunati pela manhã, quando a estrutura foi parcialmente liberada.

Semáforos terão tempos corrigidos

Conforme a EPTC, a falta de costume dos motoristas de utilizar a Terceira Perimetral após tanto tempo de bloqueio pode ter causado confusão, gerando o congestionamento. Ao longo do caminho, a reportagem não constatou nenhum acidente que pudesse ter trancado o tráfego, o que foi confirmado pelo órgão. O gerente de Operações e Fiscalização da empresa, Paulo Gomercindo Machado, disse que a situação deverá se normalizar até terça ou quarta-feira da próxima semana:

— O primeiro dia é de adequação. Tem gente que nunca passa ali e resolve passar. Um dos problemas foi na conversão para chegar à PUCRS, fazendo um laço em frente à Amrigs (Associação Médica do Rio Grande do Sul). Os motoristas paravam para perguntar como chegavam na universidade.

Taxistas que circularam pela Terceira Perimetral no final da tarde concordaram que o fluxo estava pesado, como Gustavo dos Santos Polis, 24 anos.

— A gente espera que melhore na próxima semana — comentou.

Gomercindo afirmou que os tempos dos semáforos serão corrigidos hoje para aumentar a fluidez do trânsito. A passagem para ônibus, no nível inferior da estrutura, deverá ser aberta ainda neste semestre. O preço da obra é de R$ 79,4 milhões.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Mapa da urbanização pode ajudar na geração de novos negócios

26/03/2015 - Valor Econômico

Fonte de informação para a exploração de negócios por empresas privadas e uma base de dados que pode incentivar a parceria de municípios na oferta mais eficiente de serviços públicos. O inédito mapa da urbanização brasileira, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem, poderá servir, afirmam pesquisadores, tanto para a elaboração de novas políticas públicas quanto para a descoberta de estratégias de mercado pelos agentes da iniciativa privada.

Com o estudo "Arranjos populacionais e concentrações urbanas do Brasil", o IBGE amplia o conhecimento sobre as aglomerações urbanas no país, antes concentrado no grupo das grandes e mais importantes regiões metropolitanas - cuja delimitação nem sempre segue critérios técnicos. De acordo com a Constituição de 1988, cabe às Assembleias Legislativas estaduais definir que municípios participam dessas regiões, num processo fragmentado e sujeito a influência política.

A grande novidade é o fornecimento de informação baseada em critérios sociodemográficos, nacionalmente padronizada, e a inclusão de municípios que formam concentrações urbanas pequenas (até 100 mil habitantes) e médias (entre 100 mil e 750 mil habitantes), cujas populações são fortemente integradas, seja pelo deslocamento para estudar ou, principalmente, trabalhar.

Com o mapeamento do fluxo de pessoas entre os municípios, o IBGE destaca conjuntos, ou arranjos, de população que podem ser tratados como uma só unidade territorial. Foram identificados 294 arranjos populacionais, formados por 938 municípios, que reuniam 106,8 milhões de habitantes. Representavam quase 56% da população brasileira em 2010. O impacto do levantamento para as estratégias de empresas e governos é direto.

"Redes de lojas, por exemplo, terão uma unidade mais interessante para avaliar melhor o seu mercado, sua logística, seus investimentos", afirma Claudio Stenner, coordenador de geografia da diretoria de geociências do IBGE.

No setor público, o estudo deixa claro que, para determinados municípios, faz mais sentido uma atuação em parceria com outras prefeituras na solução de problemas. "Não adianta pensar no meu município, isoladamente, na hora de construir um hospital ou uma escola, ao saber que eles serão utilizados pela população de outros municípios", afirma o pesquisador Paulo Wagner Marques.

Para Maurício Gonçalves e Silva, também da equipe do IBGE, os municípios grandes, geralmente capitais que formam regiões metropolitanas, percebem que devem buscar parcerias com seus vizinhos. "Mas não sei se todos têm a mesma noção do que está acontecendo e de que têm que sentar juntos. Nos municípios que formam médias concentrações urbanas, uns têm, outros não. Mas os pequenos não têm essa noção", diz.

Para Tânia Bacelar, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e sócia da consultoria Ceplan, o estudo do IBGE está em sintonia com uma nova realidade. Os Censos, afirma a economista, têm apontado uma mudança na urbanização brasileira. Há o crescimento mais lento das grandes metrópoles e uma taxa maior registrada pelas chamadas "cidades intermediárias", entre 200 mil e 2 milhões de habitantes. "Esse mapeamento está buscando as novas tendências. E isso é verdade, realmente está acontecendo", diz Tânia, ao citar a integração recente e intensa entre os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, no Ceará, que formam um arranjo de 426.690 pessoas pelo estudo do IBGE.

Tânia afirma que esse fenômeno é impulsionado menos pela indústria e mais pelos setores de comércio e serviços, principalmente no Nordeste. A região, lembra, experimentou na última década um crescimento de renda, "que acionou o consumo e que, por sua vez, acionou o comércio". O novo quadro é ainda incentivado pela descentralização na oferta de serviços de saúde e educação. "É uma festa de motos, ônibus, micro-ônibus, que levam e trazem pessoas de um município para o outro nessas cidades", diz.

Entre os menores arranjos populacionais identificados pelo IBGE estão o de Serranos-Seritinga, em Minas Gerais, e um dos 27 arranjos fronteiriços, formado pelo município gaúcho Porto Vera Cruz e o argentino Panambí, ambos com menos de 4 mil habitantes. O maior arranjo é o de São Paulo, com 19,6 milhões de pessoas, formado por 36 municípios.

Por se articular intensamente com outros dez arranjos paulistas (entre eles os liderados por Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Baixada Santista e São José dos Campos), São Paulo é considerada a única cidade-região do Brasil, termo que extrapola a ideia de metrópole e se aplica a enormes concentrações urbanas globais, como as de Tóquio e Nova York. A cidade-região de São Paulo engloba 89 municípios, tem 27,4 milhões de habitantes e responde por 25% do PIB nacional, impulsionado por quase 1 milhão de empresas (993.789, em 2011).

O estudo do IBGE será realizado a cada dez anos a partir de dados do Censo Demográfico. Por enquanto, não permite comparações. Mas favorece cruzamentos com dados sobre PIB, números de empresas e põe o Brasil na linha de frente em relação a outros países, argumenta Sérgio Besserman Vianna, professor da PUC-Rio e ex-presidente do IBGE. "Sempre fomentei que se usassem critérios sociodemográficos. Portugal tem um modelo sofisticadíssimo e até a Argentina. Aqui, costumava-se a usar a lei orgânica dos municípios e nossa taxa de urbanização atinge mais de 80%. Ocorre que qualquer município tem interesse em aumentar sua área urbana para aumentar a arrecadação, já que o IPTU é sempre um imposto mais alto do que o IPTR. Fora o estigma de que o rural representa o atraso", afirma.


SP e Rio aceleram arranjo

Separados por cerca de 430 quilômetros, Rio e São Paulo ainda não formam um arranjo populacional, mas, de acordo com os pesquisadores do IBGE, essa tendência está em andamento e pode ocorrer naturalmente ou ser acelerada com projetos voltados para a área, como é o caso do trem-bala, adiado pelo governo federal.

Cerca de 13,4 mil pessoas se deslocaram para trabalhar ou estudar entre as maiores capitais do país. Em números absolutos, o recorde nacional de deslocamentos entre dois municípios é mais de dez vezes maior do que o que ocorre no eixo Rio-São Paulo. Trata-se da ligação entre São Paulo e Guarulhos, que registrou movimento de 146,3 mil pessoas. Logo atrás vieram os municípios fluminenses de Niterói e São Gonçalo, com 120,3 mil pessoas que realizaram o movimento pendular de sair e voltar para casa para trabalhar ou estudar na cidade vizinha.

Pelo estudo do IBGE é possível saber que, embora o movimento para trabalhar seja sempre majoritário, Belford Roxo e Nova Iguaçu, também no Estado do Rio, se destacam por terem 36% dos deslocamentos voltados para o estudo.

Pesquisadora do instituto, Mônica O'Neill não arrisca dizer que se trata de uma especialização, mas seis dos sete maiores fluxos para estudar, em termos percentuais e em arranjos com mais de 2,5 milhões de habitantes, foram realizados entre municípios do Rio.

Mônica, no entanto, é mais afirmativa ao dizer que se "percebe uma revitalização econômica do Rio de Janeiro" pelo fato de que três arranjos do Estado - Campos dos Goytacazes, Macaé-Rio das Ostras e Resende - constam entre os dez maiores PIBs entre as concentrações urbanas de médio porte.

Já o arranjo de Campinas mostra sua força quando comparado ao de Salvador. Tem quase o mesmo número de empresas (66.281 contra 68.925), embora a população seja de 54% do total em torno da capital baiana.





quarta-feira, 25 de março de 2015

Bicicletar bate novo recorde de utilização em Fortaleza

25/03/2015 - O Povo - Fortaleza

O Sistema de Bicicletas Compartilhadas da Prefeitura de Fortaleza (Bicicletar) bateu um novo recorde de utilização, no domingo, 22, com 1.842 viagens. O número de viagens com os equipamentos do sistema superou as utilizações do feriado de São José, em que foram contabilizadas 1.445 viagens.

O novo número de viagens é bastante expressivo, pois conforme a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), a média aos domingos era de 1.400 viagens. Nos dias úteis, a média de utilização diária cai para 1.100 viagens nas estações disponíveis. Com as estações inauguradas no fim de semana, nos bairros Benfica, Farias Brito e Monte Castelo, o sistema já conta com 35 estações.

Segundo a SCSP, mais cinco novas estações devem ser inauguradas até o fim de março, completando as 40 previstas para a primeira fase do projeto. O Bicicletar foi implantado em dezembro de 2014 e integra o Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito (Paitt).

Serviço

Para utilizar o sistema, é necessário o cadastro no site www.bicicletar.com.br. O usuário do Bilhete Único (BU) pode utilizar gratuitamente o sistema.

Taxa: R$ 5 (diária); R$ 10 (mensal); R$ 60 (anual)

O serviço funciona todos os dias, de 5 às 23h59 para a retirada dos equipamentos e de 24h para devolução.

terça-feira, 24 de março de 2015

Com 92% de conclusão, Trecho Leste do Rodoanel será entregue em maio

24/03/2015 - Mogi News

As obras de pavimentação da última etapa do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21) estão 92% concluídas. De acordo com a Concessionária SPMar, responsável pela construção da via, a nova estrada estará totalmente concluída em maio. Até o momento, no trecho inaugurado no ano passado, entre Poá e Itaquaquecetuba, circulam diariamente 20 mil veículos.

A última etapa da estrada compreende cinco quilômetros (13% do total) entre as rodovias Ayrton Senna (SP-70) e Presidente Dutra. "A concessionária mantém ritmo forte e conta hoje com mais de 750 colaboradores e cerca de 210 equipamentos próprios em atividade no local. Todo trabalho ocorre em regime estendido, sendo que a execução dos serviços já superou 92% de conclusão do pavimento", informou a empresa, por meio de nota. Ainda segundo a SP Mar, já começaram a ser instaladas placas, telefones de emergência e os painéis de mensagem variável no trecho.

A primeira parte do Rodoanel foi entregue em junho de 2014 pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Até o momento, foi concluído o trecho de quase 40 quilômetros entre Poá e Itaquá, cortando também Suzano.

O atraso de quase um ano na entrega da estrada já rendeu uma multa de R$ 54 milhões para a concessionária.

Somente após a conclusão total das novas pitas é que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) calculará o valor integral que a SPMar terá que pagar. A empresa esclarece "que as reprogramações do cronograma de obras foram ocasionadas por eventos que vão além da ação da concessionária. Como, por exemplo, as aprovações dos projetos do entroncamento com a rodovia Presidente Dutra que só ocorreram em outubro, 15 meses após o previsto". Outros fatos que impactaram na construção, ainda de acordo com a concessionária, foram acréscimos de obras que não estavam previstas, entre elas interferências não cadastradas, aumento em mais de 60% do volume de terraplanagem e diferença de profundidade em áreas alagadas e várzea. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Empresa dona do Rockefeller Center terá empreendimento em Minas Gerais

03/03/2015  - Folha de São Paulo

A americana Tishman Speyer, desenvolvedora e gestora de fundos de imóveis de alto padrão, como o Rockefeller Center, em Nova York, uniu- se às mineiras Caparaó e Codeme para construir um complexo corporativo na região de Belo Horizonte.

Esse será o primeiro projeto da Tishman em Minas - a empresa já atua em São Paulo, no Rio e em Brasília. O empreendimento terá quase 60 mil metros quadrados de área construída e receberá um aporte de R$ 350 milhões.

Apesar do momento ruim da economia e da desaceleração do setor imobiliário no país, os sócios avaliam que a demanda estará mais aquecida daqui a três anos, quando as obras forem concluídas.

"Hoje, não estamos no melhor dos cenários, mas empreendimentos como esse não são de curto prazo", afirma Maria Cristina Valle, vicepresidente da Caparaó.

"Além disso, diferentemente do que ocorre em São Paulo, Belo Horizonte não tem tantos edifícios corporativos de alto padrão."

A estrutura tem potencial para locação em bloco para duas ou três companhias, segundo a executiva. "Principalmente grandes empresas que estão com unidades espalhadas pela capital e querem unificar suas operações para reduzir custos e melhorar sua produtividade."

O prédio será construído em Nova Lima, município vizinho de Belo Horizonte que é um dos vetores de expansão da região metropolitana.

Com um portfólio avaliado em US$ 66,9 bilhões, a Tishman é responsável por quase 360 projetos no mundo.