sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Crise adia obras de sete corredore de transportes em Fortaleza

02/10/2015 - O Povo - Fortaleza

Com a crise no Governo Federal, que repercute em anúncio de cortes no orçamento, a Prefeitura de Fortaleza vai adiar as obras dos sete corredores expressos na Capital. As três obras de mobilidade já iniciadas na Cidade, além de outros dois pacotes, estão com recurso garantido, segundo a Secretaria da Infraestrutura (Seinf).

O pacote que contempla os sete corredores expressos, cujas obras deveriam começar ainda este ano, será adiado. O valor total está aproximado em R$ 1,12 bilhão. "O cronograma de implantação desses projetos está sendo revisto pra que sejam adiados. A expectativa era que ficassem prontos em 2018. A gente está replanejando pra 2020. Nossa expectativa é que a gente possa começar a implantar alguns deles em 2016. Vai depender muito do comportamento da economia no próximo ano”, pondera.

Essa situação, segundo o titular da Seinf, Samuel Dias, é porque a União não está aprovando novos projetos. Ele lembra que, pelo porte das obras de mobilidade, é necessário a Prefeitura recorrer a dois tipos de financiamento: por meio de repasse do Orçamento Geral da União e através de empréstimos, com bancos nacionais e internacionais. "O Governo Federal é avalista de todas as operações de empréstimo. Nesse sentido, no ponto de vista operacional, acaba sendo muito parecido o dinheiro do Orçamento Geral e o do empréstimo: os dois estão sujeitos à liberação do Governo Federal”, detalha.

Obras asseguradas

Em Fortaleza, afirma o secretário, as obras em andamento, "com garantia de execução”, têm recurso de financiamento da Caixa e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "A gente não vai começar nenhuma obra em que não haja recurso financeiro garantido”, afirma o titular da Seinf.

As obras iniciadas são do túnel da Engenheiro Santana Júnior com Padre Antônio Tomás, do túnel da avenida Padre Antônio Tomás sob a Via Expressa e do viadutos e rotatória da avenida Raul Barbosa com Murilo Borges. Esse conjunto está orçado em aproximadamente R$ 73 milhões. Além desses, Samuel Dias afirma que há recurso assegurado para as outras obras do corredor Parangaba/Papicu e de parte das obras do corredor da avenida Aguanambi.

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