segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

As 10 igrejas mais antigas do Brasil

19/01/2016 - Aventuras na História

Conheça a história das dez igrejas mais antigas do Brasil

Tiago Cordeiro

1. Igreja da Misericórdia, 1526, Porto, Seguro (BA)

Erguida com o nome de Nossa Senhora dos Passos, era feita de taipa de pilão. Foi reconstruída logo em 1535. A versão atual é resultado de uma reforma de 1776. Atualmente, abriga um museu de arte sacra, que inclui uma peça rara, de 1585, uma escultura de Nosso Senhor dos Passos, cravejada com rubis. Faz parte do complexo de edifícios tombados da chamada cidade alta de Porto Seguro.

2. Igreja da Graça, 1535, Salvador (BA)

Foi construída por Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru, quando Salvador era apenas um povoado pequeno, gerido por degredados. Sua esposa, a índia convertida ao cristianismo Paraguaçu, teria tido a visão da imagem de Nossa Senhora que inspirou a construção – e que depois teria sido encontrada na costa. Desde 1586 o templo pertence ao Mosteiro de São Bento, e foi reformado e ampliado em 1645 e em 1770.

3. Igreja do Rosário, 1535, Vila Velha (ES)

A capela foi construída a mando do primeiro donatário da capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho, que trouxe para a região relíquias de dois santos e mártires, São Colombo e São Liberado. Em 1551 foi ampliada por jesuítas, que incluíram no espaço único planta com nave, coro e capela principal. Uma de suas reformas foi realizada com dinheiro cedido pelo imperador dom Pedro II, que visitou o templo em 1860.

4. Igreja dos Santos Cosme e Damião, 1536, Igarassu (PE)

Levantada a mando do capitão Afonso Gonçalves para celebrar uma vitória contra os índios caetés onde hoje fica a cidade vizinha de Recife, foi depredada durante a invasão holandesa a Pernambuco e reconstruída em 1654 – em 1690, veio abaixo novamente, para ser reerguida em 1696. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1951.

5. Igreja Nossa Senhora Santana, 1537, Ilhéus (BA)

Construída em uma área doada à família do terceiro governador-geral do Brasil, Mem de Sá, que também ergueu ali um engenho de açúcar que se manteve produtivo por mais de 300 anos. A capela foi usada pelos missionários cristãos como base para catequizar o litoral e o interior da região. Fica no distrito de Rio de Engenho, zona rural da cidade. Foi aberta ao público em 2013, após ser restaurada.

6. Igreja Nossa Senhora do Monte, 1537, Olinda (PE)

As monjas que mantêm o templo cantam durante as missas e, na porta lateral, vendem biscoitos de uma receita suíça. Duarte Coelho Pereira, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, escolheu o local para receber uma igreja, entregue aos monges beneditinos em 1596, que construíram um mosteiro e uma enfermaria. Grande parte da arquitetura e da decoração atuais data de ampliações do século 17.

7. Paróquia de Nossa Senhora da Luz, 1540, São Lourenço da Mata (PE)

Desabou parcialmente em 1998, mas continua aberta aos fiéis desde os tempos em que a região servia de refúgio para os portugueses que se escondiam dos índios ou dos holandeses. No dia 2 de fevereiro é celebrada a festa da padroeira, cuja estátua teria sido encontrada a primeira vez por caçadores e, então, roubada várias vezes, para sempre reaparecer de forma misteriosa.

8. Igreja de Nossa Senhora da Graça, 1551, Olinda (PE)

Feita de taipa para dar suporte ao trabalho dos evangelizadores jesuítas, foi reconstruída em 1567, em alvenaria, e ampliada duas vezes, ainda no século 16. Sofreu com um incêndio em 1631 e ficou fechada durante a ocupação dos holandeses. Reaberta na década de 1660, a igreja passou a fazer parte de um complexo que incluía um colégio onde o padre Antônio Vieira, no início das suas atividades, deu aulas de retórica.

9. Igreja Nossa Senhora da Vitória, 1561, Salvador (BA)

Instalado no começo do Corredor da Vitória, perto do Museu de Arte da Bahia, o templo preserva uma coleção de imagens barrocas do século 18. A atual fachada data da reforma de 1910. Mas a igreja ainda segue com elementos do desenho inicial, projetado pelos portugueses para dar conta da população de fiéis que aumentava rapidamente desde a transformação da cidade em capital do Brasil, em 1549.

10. Igreja Nossa Senhora do Carmo, 1590, Rio de Janeiro (RJ)

Era a igreja oficial da família real brasileira, onde foram coroados dom Pedro I e dom Pedro II. Os mais importantes integrantes da realeza casaram ali. A História da igreja data da consolidação do controle português sobre o Rio de Janeiro. Escavações de 2008 localizaram sinais de que a primeira capela ficava sobre a areia e de frente para o mar. A igreja é obra dos carmelitas.

http://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/terra-brasilis/lista---as-igrejas-mais-antigas-do-brasil.phtml#.VqZG6lUrLIV

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Governo usa dinheiro do BRT para subsidiar transporte público

02/01/2016 - Século Diário - Vitória

Em decreto publicado na edição do Diário Oficial da última quarta-feira (30), o governo Paulo Hartung mostra por que o projeto do BRT (vias exclusivas para ônibus) não é tão prioritário assim. O governador abriu crédito suplementar à Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas ( Setop) no valor de R$ 1,5 milhão para subsídio ao transporte público.

O recurso anulado é oriundo do projeto de implementação do sistema BRT na Grande Vitória. O problema não é subsidiar o transporte público, mecanismo que, por exemplo, até certo ponto, evita reajustes exorbitantes de tarifas. O problema está na fonte da anulação dos recursos: justamente um projeto que, embora questionável como modelo para a Grande Vitória, viria para redefinir o padrão de deslocamento na região.

Hartung parece disposto a preservar o modelo vigente de transporte pública na Grande Vitória, sustentado pelas viagens longas, cansativas e apinhadas dos ônibus do Sistema Transcol. Hartung relega um novo modelo para priorizar uma lógica já gasta de transporte coletivo.

Vale destacar que o decreto foi publicado no dia seguinte à coletiva de imprensa em que o governador Paulo Hartung repisou o discurso da "reestruturação” do BRT (vias exclusivas para ônibus). O governador fez questão de afugentar uma impressão geral de que o modal não consta entre as prioridades de sua gestão: garantiu que voltou a conversar, e foi bem acolhido, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para refazer o projeto do BRT.

Mas ficou visível neste primeiro ano de governo que as obras rodoviaristas é que são prioridade da gestão Hartung: ampliação da Avenida Leitão da Silva (Vitória), a conclusão da Rodovia Leste-Oeste (entre Vila Velha e Cariacica), Viaduto entre as avenidas Fernando Ferrari e Adalberto Simão Nader (Vitória), Portal do Príncipe (Vitória), Túnel na região da Faesa, para ligar as avenidas Cesar Hilal e Vitória (Vitória), e Mergulhão na Avenida João Palácio (Serra), uma ligação entre a avenida e a BR-101. A velha requalificação de ruas e avenidas.