terça-feira, 25 de julho de 2017

Piracicaba sediará oficina de trabalho do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado

23/07/2017 - G1

Cynthia Da Rocha





Piracicaba sediará a oficina de trabalho do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). O evento acontecerá na quinta-feira (27), às 8h, na Faculdade de Engenharia da Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba (Fumep). As oficinas também serão realizadas em Capivari (25/07), Limeira (26/70 e Rio Claro (28/7). As atividades devem propiciar ampla discussão regional, contribuindo para o levantamento, análise e formulação das principais questões a serem abordadas por políticas públicas de caráter metropolitano.

As oficinas, coordenadas pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A (Emplasa), contarão com a participação de membros do poder público dos municípios da região, da sociedade civil e de representantes do Estado, que terão como objetivo contribuir na formulação do Diagnóstico Problematizado da Aglomeração Urbana de Piracicaba (AUP).

Os temas que serão objeto do primeiro Plano da Aglomeração são: Desenvolvimento Urbano e Econômico (Planejamento e Uso do Solo, Habitação de Interesse Social, Desenvolvimento Econômico e Turismo); Meio Ambiente (Unidades de Conservação, Saneamento Básico, Recursos Hídricos e Resíduos Sólidos); Redes Estruturais (Transporte, Sistema Viário Regional e Energia); e Atendimento Social (Saúde Pública, Segurança Pública, Defesa Civil, Educação e Cultura).

O PDUI é uma exigência do Estatuto da Metrópole, lei Federal nº 13.089, sancionada em 12 de janeiro de 2015, que determina que todas as regiões metropolitanas e aglomerações urbanas brasileiras desenvolvessem em três anos, a partir de 2015, seus Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUIs), a serem aprovados por lei estadual.

Aprovado o plano, os 23 municípios que integram o Aglomerado Urbano de Piracicaba deverão compatibilizar seus Planos Diretores às novas regras. O PDUI, como instrumento legal de planejamento, estabelece diretrizes, projetos e ações para orientar o desenvolvimento metropolitano e regional, buscando reduzir as desigualdades e melhorar as condições de vida da população das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. Também fixa as bases de atuação conjunta entre Estado e municípios.

Integram a Aglomeração Urbana de Piracicaba os seguintes municípios: Águas de São Pedro, Analândia, Araras, Capivari, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Corumbataí, Elias Fausto, Ipeúna, Iracemápolis, Laranjal Paulista, Leme, Limeira, Mombuca, Piracicaba, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra e São Pedro.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Inaugurado segundo viaduto complementar das obras do metrô na Paralela

12/07/2017 - Jornal da Mídia

Motoristas e passageiros que utilizam o transporte público em Salvador passaram a contar com mais conforto e segurança ao trafegarem pela Avenida Paralela. Isso porque mais um viaduto das obras complementares do metrô foi entregue pelo Governo do Estado,nesta terça-feira (11). O elevado, localizado na altura do Alphaville, vai garantir acesso mais rápido a outros pontos da cidade, incluindo os bairros do Trobogy, Nova Brasília e Cajazeiras.

Com aproximadamente 320 metros e duas faixas de tráfego, o viaduto contou com um investimento de R$ 16,7 milhões. (Foto: Carol Garcia/GOVBA)
Com aproximadamente 320 metros e duas faixas de tráfego, o viaduto contou com um investimento de R$ 16,7 milhões. (Foto: Carol Garcia/GOVBA) 

A inauguração foi feita pelo governador Rui Costa, que comemorou o avanço da mobilidade urbana na cidade. “Com todos esses avanços aqui na capital, logo estaremos disputando a liderança com outras capitais do país, no quesito mobilidade. Hoje, mais um viaduto da nova etapa do metrô está sendo entregue, com a função de oferecer segurança à população, melhorar o trânsito e evitar acidentes”, afirmou Rui.

A estrutura entregue nesta terça-feira é o segundo dos três viadutos previstos no pacote de obras complementares do Sistema Metroviário, na Avenida Paralela, e garante o retorno de quem segue no sentido aeroporto, saindo no sentido centro, na altura do Colégio Villa. Entre as funcionalidades do novo equipamento está a substituição do retorno em nível, na esquerda, que aumentava os congestionamentos na via principal e o risco de acidente, por causa da redução de velocidade no trecho.

Com aproximadamente 320 metros e duas faixas de tráfego, além de calçada para pedestres, iluminação pública e sinalização horizontal e vertical, o viaduto contou com um investimento de R$ 16,7 milhões. A estrutura faz par com o primeiro viaduto inaugurado, há cerca de vinte dias, na altura da Ferreira Costa. Estiveram presentes no evento de inauguração o titular da Casa Civil, Bruno Dauster; o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Fernando Torres; a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho; entre outras autoridades.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Viaduto é inaugurado nas imediações de shopping na Paralela

11/07/2017 - A Tarde

Viaduto permite o retorno no sentido aeroporto-Centro - Foto: Xando Pereira | Ag. A TARDE
Viaduto permite o retorno no sentido aeroporto-Centro - Foto: Xando Pereira | Ag. A TARDE

O viaduto nas imediações do Shopping Paralela, em Salvador, foi entregue na manhã desta terça-feira, 11, por volta das 9h. Esse é o segundo equipamento que integra as obras complementares do metrô a ser inaugurado.

A estrutura foi alvo de polêmica no último domingo, 9. Isso porque a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) resolveu liberar o fluxo no local. Contudo, o viaduto foi fechado 20 minutos depois por policiais militares. O Governo do Estado, responsável pela obra, argumentou que o equipamento ainda não estava finalizado e passava pelos últimos retoques antes da inauguração. 

Durante a inauguração, o governador Rui Costa (PT) explicou que, a após a conclusão da obra pela CCR Metrô, é realizada uma inspeção final por representantes do estado para vistoriar o trabalho, o que foi feito neste fim de semana.

O elevado vai permitir o retorno no sentido aeroporto-Centro e tem como objetivo desafogar o fluxo na avenida Paralela, uma das principais da cidade.

O governador defendeu que além de melhor do trânsito na Paralela, a inauguração do viaduto beneficia o metrô. "A obra do metrô avança mais rapidamento com a conclusão desse viaduto. Então, até dezembro vamos comemorar a conclusão de todas as estação da Paralela". 

A estrutura tem aproximadamente 320 metros de extensão, com duas faixas de tráfego. O investimento foi de R$ 16,7 milhões.

O estado já tinha liberado o viaduto  que fica nas imediações da Ferreira Costa. Outro equipamento no acesso ao bairro de Stella Maris está em construção, sem previsão para liberação.

domingo, 2 de julho de 2017

Evolução Urbana de Cuiabá

Fonte: INSTITUTO de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Cuiabá). Perfil socioeconômico de Cuiabá – v. IV. Cuiabá, Central de Texto, 2010. Com adaptações.

Cuiabá, hoje um dos principais pólos de desenvolvimento da Região Centro-Oeste do Brasil, nasceu da expansão das bandeiras sequiosas de riqueza e conquista territorial. Com as descobertas das Lavras do Sutil, em 1722, no morro do Rosário, no lugar denominado Tanque do Arnesto, teve início a ocupação da Região Central da cidade, à margem direita do córrego da Prainha. O povoamento teve como limites naturais, à esquerda, o morro do Rosário e, à direita, como ponto mais distante, o morro da Boa Morte.

No ano de 1723, nas proximidades do córrego, num lugar plano e mais elevado, foi construída a Igreja Matriz, dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Próximo às minas, os escravos construíram uma capela dedicada a São Benedito. As minas e a Igreja Matriz foram importantes focos de atração do povoamento da cidade no sentido leste-oeste. Assim orientadas, foram surgindo ruas paralelas ao córrego da Prainha, aproveitando as curvas de nível do terreno, e nelas levantadas as primeiras habitações que consolidariam o espaço urbano de Cuiabá.

Distante 1,5km das Lavras do Sutil, à margem esquerda do rio Cuiabá, foi construído um porto, criando novo eixo de expansão do núcleo urbano. O Porto Geral ligava Cuiabá ao centro político e econômico do Brasil pela navegação nas bacias do Paraguai e do Plata.

Após a chegada do governador Rodrigo César de Menezes, em 1727, o povoado foi elevado à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Iniciou-se, então, ao redor do Largo da Matriz, a construção de prédios públicos para abrigar a administração portuguesa em Mato Grosso.

No decorrer do século XVIII, as diversas crises pelas quais passou Cuiabá fizeram que se alternassem fases de fluxo e de refluxo populacional, tendo por consequência a expansão descontínua do espaço urbano. Mesmo assim, por volta de 1775, a área central da cidade já se encontrava definida. Mapas da Vila dos anos setentas do século XVIII mostram, na margem direita do córrego da Prainha, as Igrejas Matriz e Senhor do Passos, além da Igreja do Rosário, esta na margem esquerda; no morro da Boa Morte, um largo vazio, local onde seria edificada, no início do século XIX, a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte; mostram também os Largos da Matriz e da Mandioca. 

Essa primeira área povoada estendia-se ao longo do córrego da Prainha, entre as minas e seu entorno, de um lado, e a foz do córrego Cruz das Almas, doutro lado, local este último onde hoje a Avenida Isaac Póvoas encontra a Praça Ipiranga. À margem direita do córrego da Prainha o espaço urbano estende-se entre o Largo da Boa Morte e seu entorno até o Campo d’Ourique, atual Praça Moreira Cabral (endereço do Palácio Pascoal Moreira Cabral, nova sede da Câmara Municipal de Cuiabá). 

Na margem esquerda do Prainha o povoamento, ainda rarefeito, concentrava-se nas imediações da Igreja do Rosário e nas proximidades da subida onde se localiza hoje a Santa Casa de Misericórdia, construção que data do início do século XIX. Eram três as pontes do córrego da Prainha: uma localizava-se próximo das Minas, outra nos fundos da Igreja Senhor dos Passos e a última na altura da atual Travessa João Dias.

Elevada à categoria de cidade em 1818, Cuiabá seria logo depois, em 1836, declarada oficialmente capital provincial, fato decisivo na configuração e fixação de suas ca­racterísticas urbanísticas: a construção de edifícios públicos diversificou e enriqueceu o repertório arquitetônico, tornando o desenho urbano nítido. Em meado do século XIX, o povoado de Cuiabá ligou-se ao povoado do Porto, reunindo cerca de 10.000 ha­bitantes. A malha viária central ganhou contornos claros com a definição das Ruas de Baixo, do Meio e de Cima (atuais Ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino, respectivamente). 

Esta última transformou-se na mais importante rua da vila, seguida da Rua Bella do Juiz (atual Rua 13 de Junho), via nobre de ligação entre o Largo da Matriz e o Porto Geral. As ruas transversais começaram a se definir tendo como pontos de amarração o córrego da Prainha, o Largo da Matriz e a Igreja da Boa Morte. O Largo, que existia na parte lateral da Igreja Matriz, passou a ser chamado Largo do Palácio Provincial, após a construção do edifício-sede do governo. 

Com desenhos definidos, as praças passaram a constituir pontos de atração, amarrando novas vias paralelas e transversais. A mancha urbana densificou-se entre o Largo da Mandioca e os Largos do Palácio Provincial e da Matriz. O movimento urbanístico decorrente da transferência da capital para Cuiabá contribuiu para que, no início do século XX, a cidade começasse a ganhar as características de me­trópole que tem hoje.

Na segunda metade do século XIX, a Guerra do Paraguai repercutiu no desenho da cidade. No Porto Geral, às margens do Cuiabá, assentou-se o acampamento militar Couto Magalhães, dando origem à formação de um bairro popular que atingiria grande densidade populacional na primeira metade do século XX. 

Em frente ao Porto, na margem direita do rio Cuiabá, formou-se novo núcleo urbano, a partir das instalações militares de um acam­pamento e de uma prisão. Assim nascia Várzea Grande, cuja fundação oficial deu-se em 15 de maio de 1867, tendo sido desmembrada de Cuiabá em 23 de setembro de 1948.

Nessa fase o crescimento urbano permeava os dois polos de atração nucleados anteriormente: o das minas do Rosário e o do Porto Geral. O crescimento deu-se do Rosá­rio em direção ao Porto, seguindo duas vias de ligação: uma pela margem direita do Prainha, continuando a Rua Bella do Juiz; outra pela margem esquerda, a partir da Santa Casa, rua por onde caminhavam os pescadores, posteriormente chamada Rua Nova. Hoje se chama Rua D. Aquino. 

A construção do Arsenal de Guerra, do Quartel da Legião da 1.ª Linha, do Laboratório Pirotécnico e da Cadeia Pública, nas proximidades do Porto Geral, ensejaria o ordenamento de importantes vias públicas, como a 13 de Junho e a 15 de Novembro. Porém, o tecido urbano apresentava muitos cortes, pois não se fez contínua e uniformemente: grandes lacunas espaçavam os pequenos aglomerados de casas que esboçavam as novas vias.

Em 1858 foi fundado o Seminário da Conceição na colina do Bom Despacho, e em 1871 foi construído um chafariz no Largo da Conceição, ao pé do morro posteriormente denominado Dom Bosco. Várias moradias construíram-se no Largo da Conceição e arredores, morro acima na direção da Santa Casa de Misericórdia — começava o Mundéu.

No final do século XIX, com a expansão da atividade extrativista e da produção agroindustrial, consolidou-se a mancha urbana do Porto Geral. Teve início também a integração da pequena localidade do Coxipó à malha urbana da cidade. O Coxipó veio a se firmar definitivamente como aglomerado urbano após a abertura da estrada para Campo Grande nos anos de 1940.

Com o declínio da economia das usinas de cana-de-açúcar e da exportação da borracha, Cuiabá conheceu período de profunda estagnação econômica. A cidade ensimesmada passou a estado de quase isolamento, não se operando nela nenhuma mudança urbana por largo tempo. 

Em contrapartida, curiosamente, fez-se o letargo econômico acompanhar do avivamento das tradições cuiabanas, um quê de efervescência cultural num certo sentido compensatório da mediocridade da vida econômica. A cidade, isolada pela reduzida navegação do rio Cuiabá e pela falta de estradas, teve intensificadas as relações comunitárias de reciprocidade. A retomada do crescimento só se daria a partir dos anos 40 do século passado, no período da interventoria de Júlio Müller, pela efetiva intervenção do poder público no meio urbano. 

Na área central, rompendo com os padrões tradicionais do arruamento, desde o Jardim Alencastro, antigo Largo do Palácio, abriu-se larga rua por sobre a antiga Rua Poconé. A nova via recebeu o nome de Avenida Getúlio Vargas, e nela foram construídos o Grande Hotel, o Cine-Teatro e as repartições do serviço público. Na região do Porto Geral construiu-se a primeira ponte de concreto do rio Cuiabá, a Júlio Müller, que ligou Cuiabá ao município vizinho de Várzea Grande, franqueando o trânsito que de Cuiabá demanda as cidades do Norte e do Oeste mato-grossenses.

Direcionando o crescimento da cidade no sentido norte, realizou-se na Avenida Getúlio Vargas série de importantes construções, como o Colégio Estadual de Mato Grosso e, adiante, cerca de um quilômetro da atual Rua Batista das Neves, o Quartel do 16.º Batalhão de Caçadores, hoje 44.º Batalhão de Infantaria Motorizada, além da Estação de Tratamento de Água, na rua Presidente Marques e o Campo de Aviação, nas imediações da atual Vila Militar, localizada na Av. Miguel Sutil, como também, na Rua 13 de Junho, um Centro de Saúde. 

No final do governo de Júlio Müller executou-se o levantamento da Planta Cadastral e o Plano de Expansão e Urbanização da Cidade. Depois de 1945, prolongou-se a Avenida Getúlio Vargas até o final, na Praça 8 de Abril, havendo sua urbanização sido completada quando nela as famílias mais abastadas da sociedade local construíram residências de alto padrão.

Em 1948 o poder público municipal, pela Lei n.º 11, autorizou a doação de terreno à Fundação da Casa Popular para a construção de moradias. Assim começava o primeiro conjunto habitacional construído em Cuiabá, o qual consolidaria a ocupação do espaço no entorno da Av. Getúlio Vargas, iniciada no Governo Júlio Müller. 

A construção de Brasília comunicaria forte impulso desenvolvimentista a toda a Região Centro-Oeste. Cuiabá, enquanto capital de Mato Grosso, rapidamente despontou como centro de captação e distribuição de recursos para as áreas agricultáveis e outras de expansão da bovinocultura no Estado de Mato Grosso. 

Com o início da construção da Rodovia Cuiabá — Porto Velho chegaram à região os primeiros migrantes. Cuiabá deixava de ser uma cidade de “fim de linha” para assumir a posição de medianeira urbana do projeto de integração nacional da Amazônia meridional. A construção da Ponte Nova no rio Cuiabá, em 1964, fortaleceu mais ainda a ligação com Várzea Grande e estimulou o prolongamento da Rua Barão de Melgaço até o rio.

Em 1966 o governo estadual, pressionado pelas migrações que começaram a acelerar incontroladamente o crescimento urbano, criou a Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso (Cohab). Esta construiria o Núcleo Residencial Cidade Verde, hoje chamado Cohab Velha, nas proximidades do rio Cuiabá. Primeiro núcleo de habitação popular de iniciativa estadual e polo de atração de crescimento na direção oeste da cidade, a Cohab Velha estimulou o adensamento dos bairros próximos, como Goiabeiras e Cidade Alta.

Por volta de 1968 as frentes pioneiras do Norte mato-grossense já haviam transformado Cuiabá na base urbana regional de apoio ao processo de expansão. Em função desse crescimento foram tomadas as seguintes medidas urbanísticas na cidade de Cuiabá: a abertura de um amplo corredor, a partir da Igreja do Rosário até o Porto, com a canalização do córrego da Prainha, a construção de pontes de concreto e a abertura de pistas laterais; o asfaltamento e a arborização da Avenida 15 de Novembro até a Ponte Júlio Müller; a iluminação a vapor de mercúrio; e a construção da primeira e acanhada rodoviária de Cuiabá, na Rua Miranda Reis. Marca essa época a demolição da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, e em seu lugar a posterior construção da Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Esta obra, que custou a demolição da velha matriz, alguns ainda hoje lastimam, compenetrados do maior valor do que se perdeu diante do que se ganhou na (des)construção.

A criação de cursos de nível superior pelo governo estadual levou posteriormente à construção dos edifícios do Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá, na Avenida Fernando Correa, Coxipó da Ponte. Essas instalações formariam, juntamente com outras do Centro de Vivência, o núcleo originário da Universidade Federal de Mato Grosso. O asfaltamento da Avenida Fernando Correa reforçou o corredor de ligação do Centro com o Coxipó, e em poucos anos esta via orientava o crescimento da cidade na direção sudeste. O intento de fazer um anel rodoviário levou à construção da Avenida Miguel Sutil e da Avenida Beira-Rio (oficialmente, Avenida Prefeito Manoel José de Arruda). Hoje estão integradas à cidade como vias estruturais e não perimetrais.

O crescimento da cidade trouxe também a revalorização da memória urbana, com a construção dos calçadões nas ruas setecentistas do Centro. Ao devolver esse espaço tradicional à população, agora defeso aos veículos, a cidade assume a consciência do seu passado como importante marca de sua identidade no presente.

No decorrer da década desde 1970 a expansão dos serviços públicos tornou espacialmente insuficientes as instalações do Palácio Alencastro, sede do governo estadual. As secretarias e autarquias do governo estadual se dispersavam por vários edifícios particulares do Centro da cidade. O adensamento do Centro aumentou os problemas de trânsito, prejudicando o acesso do público aos serviços da administração pública. Então o governador José Fragelli mudaria o desenho da cidade, ao criar o Centro Político-Administrativo (CPA) como a nova sede do Estado. A via estrutural de acesso ao CPA alterou o traçado urbanístico da cidade, incorporando novas áreas até então distantes do Centro Histórico. A nova e monumental avenida, denominada Historiador Rubens de Mendonça, prolongou a Avenida Tenente-Coronel Duarte (Av. da Prainha), descentralizando a disposição urbana. As novas áreas livres e dotadas de infraestrutura atrairiam para a região do CPA empreendimentos imobiliários. Concomitantemente à construção do Centro Político, foram construídos conjuntos habitacionais para a população de baixa renda (CPA I, II, III, IV) e para a classe média (Morada do Ouro). A ocupação gradativa do Conjunto Habitacional do CPA iniciou-se no segundo semestre de 1979. Depois disso veio a instalação de infraestrutura e a decisão do então DNER de pavimentar o anel rodoviário (Avenida Miguel Sutil), posteriormente a construção de viadutos nos cruzamentos da Avenida Miguel Sutil com as avenidas Historiador Rubens de Mendonça e Fernando Correa. O córrego da Prainha (Avenida Tenente-Coronel Duarte), anteriormente canalizado, também coberto e a avenida ampliada com mais duas faixas e um canteiro central nos anos 1990. Na mesma época foi edificado, no Bairro Cidade Alta, o Estádio de Futebol Governador José Fragelli, conhecido como Verdão.

Nas últimas décadas as áreas vazias do sítio urbano vêm sendo paulatinamente ocupadas, consolidando-se cada vez mais a junção do Centro da cidade com o Distrito do Coxipó da Ponte e com o CPA. Cuiabá verticaliza-se rapidamente, e os números de seu crescimento comparam-se àqueles das cidades médias brasileiras de economia mais dinâmica.

A cidade cresceu tanto que houve conurbação com Várzea Grande, o município vizinho do outro lado do rio Cuiabá. A nova realidade urbana tomou forma administrativa como o Aglomerado Urbano Cuiabá — Várzea Grande. Sua criação deu-se pela Lei Complementar Estadual n.º 028, de 1993, e foi disposta pela Lei Complementar Estadual n.º 83, de 2001. Entretanto, em maio de 2009, essas leis foram revogadas com a promulgação da Lei Complementar n.º 359, a qual dispõe sobre a criação da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (RMVRC), tendo por base a Lei Complementar n.º 340, de 2008.

A criação da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (RMVRC), conforme a Constituição Estadual, levou em consideração os municípios limítrofes, em processo de conurbação, integrantes do mesmo complexo geoeconômico e social, que exige planejamento integrado, com organização e execução compartilhadas das funções públicas de interesse comum. 

A RMVRC representa nova organização regional do Estado e reúne os seguintes municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio do Leverger. A mesma lei criou também o Entorno Metropolitano, formado pelos municípios de Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nobres, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé e Rosário Oeste, porquanto contíguos à RMVRC e envolvidos no processo de metropolização.

A Constituição de 1988 determina que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem seu Plano Diretor como marco regulatório básico do ordenamento municipal. A Carta Magna fez que a Lei Orgânica Municipal, de 1990, reafirmasse o Plano Diretor como condição sine qua non do planejamento e estabelecesse os critérios de sua elaboração. Dando continuidade a esse processo, em dezembro de 1992 foi aprovada a Lei Complementar Municipal n.º 003 — Lei do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, que ordenou o crescimento da cidade e estabeleceu diretrizes para o desenvolvimento social integrado e ecologicamente sustentável. Juntamente com a Lei do Plano Diretor e como parte integrante dessa, aprovou-se também a Lei Complementar Municipal n.º 004 — Lei de Gerenciamento Urbano, que institui o Código Sanitário e de Posturas do Município, o Código de Defesa do Meio Ambiente e Recursos Naturais e o Código de Obras e Edificações.

Visando a regulamentar a Lei do Plano Diretor foram elaboradas as Leis do Perímetro Urbano e a de Uso e Ocupação do Solo Urbano.

A Lei do Perímetro Urbano, Lei n.º 3.412, de 1994, teve como diretrizes a incorporação ao perímetro urbano das parcelas urbanas localizadas fora dos limites legais e a ampliação de oferta de áreas para fins industriais. Esta lei passou por alterações, vigorando atualmente o texto da Lei n.º 4.719, de 2004 e, conforme Lei do Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico – PDDE (Lei Complementar n.º 150, de 2007), este limite deve permanecer pelo período mínimo de dez anos após a data da sanção do Plano, ou seja, até janeiro de 2017. Apenas em caso de calamidade pública pode o perímetro ser ampliado.

A Lei de Uso, Ocupação e Urbanização do Solo, Lei Complementar nº 231, de 2011, que alterou a Lei Complementar n.º 044, de 1997, busca assegurar condições de integração harmoniosa entre as diversas funções urbanas e padrões mínimos e máximos de intensidade de ocupação do solo. Essa lei define o zoneamento urbano, com a descrição do perímetro e definição dos padrões de uso e ocupação das Zonas Urbanas, discriminando e relacionando as atividades e empreendimentos que compõem as categorias de uso urbano, e ainda especificou os critérios de sua localização e instalação.
Dentro das determinações desta lei, foi elaborada e aprovada a Lei de Hierarquização Viária — Lei Complementar n.º 232, de 2011, que classificou as vias em estruturais, principais, coletoras e locais e fixou seu padrão geométrico mínimo (PGM). 

Por serem leis recentes, suas alterações ainda não trouxeram mudanças estruturais à cidade. Prevalecem ainda os efeitos do zoneamento determinado pela Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano, de 1982, que vigorou até 1997 e da Lei Complementar nº 044, de 1997. A primeira, dispunha os ‘corredores de uso múltiplo’ e as ‘zonas de uso’, não levando em conta a disponibilidade de infraestrutura da via. A lei atual incentiva a ocupação dos vazios urbanos, mas fazendo o grau de adensamento depender da infraestrutura instalada: onde há mais infraestrutura, maior pode ser o adensamento.

Nos últimos anos a expansão da cidade vem se caracterizando pela implantação de condomínios fechados, que levaram a Prefeitura a elaborar leis disciplinando esse tipo de empreendimento. Condomínios urbanísticos ou condomínios urbanísticos integrados à edificação, horizontais ou verticais, com mais de 100 unidades imobiliárias, foram classificados na categoria Alto Impacto Não Segregável, e para a liberação do Alvará de Obras deverá apresentar o ‘Estudo de Impacto de Vizinhança’ (EIV) e seu respectivo ‘Relatório de Impacto de Vizinhança’ (RIV). 

Estes são instrumentos de antecipação de eventuais problemas ambientais ou urbanísticos, na área de influência dos condomínios, decorrentes de sua implantação, cuja solução ou mitigação devem ser previstas. Na verdade, porém, os condomínios têm prejudicado muito a mobilidade urbana. Eles acarretam problemas no trânsito de veículos e de pedestres. 

Em algumas partes da cidade o simples e natural ato do caminhar já não serve à locomoção, pois o pedestre não tem destino em longos trechos de ruas emparedadas pelos muros dos condomínios. Nesses lugares só circulam veículos automotores. Além disso, ocorrem congestionamentos em diversas vias, devido aos longos percursos por que os condutores são obrigados a passar, antes de chegarem a seu destino.

Em 2007 começou a construção da Avenida Prof.a Edna Affi (Av. das Torres). Já em 2009 estava aberta parcialmente ao trânsito. Em 2010 estava concluída. A Avenida, uma via estrutural, resulta das determinações da Lei de Hierarquização Viária, tendo por função descongestionar o tráfego na Av. Fernando Correa. Com extensão de 12,5km, interliga a região do Bairro Pedra 90 à do Bairro Pedregal, margeando o córrego do Barbado (para este há projetada outra via estrutural), até atingir a Av. Gonçalo Antunes de Barros. Sua construção induziu significativas alterações nos bairros de seu entorno, atraindo novos empreendimentos imobiliários.

O outro empreendimento, a Rodovia do Contorno, ou Rodoanel, como também é chamada, será uma via expressa que, partindo do km 394 da BR 364, na região Sudeste do município, em zona rural da saída para Rondonópolis, contornará a área urbana no sentido norte até atingir a região do Sucuri, a Oeste, seguindo para Várzea Grande pelas comunidades de Passagem da Conceição, até atingir a BR 163, a aproximadamente 6km do Trevo do Lagarto. Essa rodovia, como novo polo de atração, levará à ocupação do solo às suas margens, o que pode forçar a ampliação do perímetro urbano, apesar de a Lei Complementar n.º 150/2007, Lei do Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico proibir.

Com a realização de partidas do campeonato mundial de futebol em Cuiabá, Copa 2014, planejam-se intervenções estruturais na cidade. As mudanças alcançarão, principalmente, equipamentos esportivos e turísticos, como também o sistema viário, com a construção e ampliação de vias e obras complementares, como calçadas, pontes, viadutos e trincheiras. Haverá ainda a implantação do sistema de transporte público chamado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no centro das vias estruturais. O VLT ligará a região do Centro Político-Administrativo ao Aeroporto Mal. Rondon, em Várzea Grande, atravessando a cidade na direção nordeste­–sudeste, e outra linha do mesmo sistema ligará a região Sul da cidade, na saída para o município de Santo Antonio do Leverger à região Central.

Ainda como implicação da organização dos jogos da Fifa em Cuiabá, o Bairro Cidade Alta já vem passando por mudanças. O velho Estádio de Futebol José Fragelli foi demolido por exigência da Fifa. As áreas sob intervenção e seu entorno já estão passando por grandes modificações estruturais quanto a uso e ocupação do solo, preços do mercado imobiliário, aspectos paisagísticos etc.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá 
Visite o website: http://www.cuiaba.mt.gov.br/

Expansão do agronegócio aumentou população e criou 'vazios urbanos'

01/07/2017 - Aquidauana News

Campo Grande tem cerca de 35% do território urbano formado por ‘vazios’, segundo estudo coordenado pelo pesquisador de arquitetura da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Angelo Arruda. A expansão das fronteiras agrícolas do Estado e a consolidação do agronegócio têm relação direta com esse problema. É o que indica um estudo desenvolvido pelo Planurb (Instituto municipal de planejamento urbano) e adicionado à revisão do plano diretor elaborada pela Urbitec, empresa contratada durante a gestão de Alcides Bernal (PP).

Os vazios urbanos são um dos principais desafios da administração municipal em uma cidade que tem cerca de 154,45 Km² de perímetro urbano para pouco mais de 800 mil habitantes. Os especialistas em urbanismo que participam das discussões da revisão do Plano Diretor afirmam que solucionar os vazios resolveria uma série de problemas: favelas, dificuldade na mobilidade e falta de dinheiro para levar infraestrutura à periferia.

Expansão do agronegócio

Em 1919 o número de habitantes da Capital era de apenas 3.367, com taxa de crescimento de 10% ao ano. Ao final da década de 1920 esse número pula para 10.117. Em 1940, a cidade tinha apenas 25 mil habitantes. De acordo com o estudo publicado pelo Planurb, Mato Grosso do Sul foi alvo, na década de 1960 de grande fluxo migratório.

À época, o território ainda integrava o Estado de Mato Grosso e a expansão das fronteiras agrícolas no centro-oeste intensificou a migração de pessoas para Campo Grande, seja pela busca de oportunidades no Estado ou pela expulsão do campo de quem vinha do interior,

Como resultado, as pessoas começaram a se abrigar nas margens da cidade. “Para acomodar esse contingente de novos moradores surgem grandes loteamentos afastados do núcleo central da cidade, em geral concentrados ao longo das rodovias de acesso à cidade, destinados a abrigar prioritariamente a população mais carente”, afirma a publicação.

“Tem-se assim uma explosão do tecido urbano, a formação de vazios urbanos, a necessidade de grandes deslocamentos desses moradores para acessar o centro e o conflito de uso das rodovias como ligações centro-bairro. A área central se consolida como local infraestruturado, polo de serviços e de equipamentos de uso coletivo, enquanto que os bairros periféricos são marcados pela precariedade da habitação, de infraestrutura e serviços, portanto dependentes do centro”.

Tragédia anunciada

Já naquela época, segundo a pesquisa, os problemas urbanos de Campo Grande eram discutidos. No final da década de 1960 a Prefeitura Municipal contratou uma empresa de consultoria de São Paulo, Hidroservice, para desenvolver um Plano de Desenvolvimento Integrado para a cidade.

Nos levantamentos realizados pela empresa, conforme o estudo, “constatou-se a extrema deficiência de infraestrutura nos bairros periféricos; a pavimentação só existia no centro e nas vias principais, a rede de coleta de esgotorestringia-se ao centro e o abastecimento de água atendia o centro e alguns bairros maisadensados”.

O problema dos vazios urbanos pode ter começado na década de 1960, mas perdura até hoje. Um morador da região das Moreninhas, por exemplo, leva mais de 30 minutos para alcançar o centro. Além disso, a Capital que antes carregava o slogan de cidade sem favelas, hoje já tem diversos núcleos de ocupações irregulares, que aumentam cada dia mais.

“O crescimento da população nas décadas de 1970 e 1980, a importância da proximidade a áreas mais centrais em função da localização dos polos geradores de emprego aos equipamentos públicos e também a dificuldade de acesso à moradia ocasionaram a origem de ocupações irregulares em áreas públicas, principalmente ao longo dos cursos dos córregos urbanos, em áreas sujeitas à inundação. Além disso, havia áreas de alagamentos na área central que prejudicavam as atividades comerciais e o transporte urbano”, comenta o estudo.

Para se ter uma ideia, o número de pessoas morando em residências de Campo Grande em 1970 era 26.394. Já em 1980, esse número salta para 62.908.

Representante do CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul) na revisão do plano, o engenheiro Aroldo Figueiró, explica que essa ocupação da cidade acompanhava uma lógica familiar que também mudou.

“Até 1960 mais ou menos a gente comprava terreno para os filhos, meus avós, por exemplo, compraram muitas áreas. Mas aí, Campo Grande era uma cidadezinha, nós tínhamos 25 mil habitantes. Aí de repente nós passamos para quase R$ 1 milhão. Aí houve uma supervalorização de alguns locais”, explica.

O que Aroldo explica também é citado no estudo, que afirma que já na década de 1960 a especulação imobiliária valorizou e encareceu o centro e atuou para expulsar a população para as margens:

“Segundo Silva (2007), ‘é importante salientar que tal dispersão espacial não se devenecessariamente à ausência de barreiras físicas, mas sim pela política urbana adotadapelo poder público municipal e também pela forte influência dos proprietários fundiários e dos promotores imobiliários que atuaram com o propósito de obter lucro, gerando especulação imobiliária’”.

Dessa forma, sobrou à população mais pobre, loteamentos afastados e mais baratos. “São dessa época os conjuntos Moreninhas I, II e III, e Coophavilla,implementados a partir da política nacional de habitação e localizados aaproximadamente 15km de distância do centro de Campo Grande. O acesso a estasáreas se dava por poucas vias, em geral as rodovias, que acabaram por desempenharum papel local de conexão ao centro da cidade”.

Como resolver?

Arquiteto, Jean Claud faz parte do DAEX (Departamento de Auxílio aos órgãos de Execução), órgão de perícia técnica do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). Ele explica que a tentativa, hoje, é de fazer com que a cidade se adeque a um modelo mais moderno, já que a ideia de ‘cidade espraiada’ não acomoda mais a realidade brasileira, pois gera conseqüências sociais, ambientais e até mesmo econômicas.

“Estudos urbanísticos indicam que a urbanização compacta tem vários benefícios, tais como: preservação de espaços não urbanizados necessários à qualidade do meio ambiente urbano, tais como preservação de áreas ambientais e reserva de áreas para recreação; economias nos custos de urbanização; redução do consumo de energia per capita; intensificação da vida urbana; dentre outros”, complementa.

Para Jean, o momento é crucial para discutir instrumentos que poderiam promover a ocupação dos vazios, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) Progressivo e o estabelecimento de um coeficiente único para construir.

O IPTU Progressivo pode taxar gradativamente os proprietários que não derem uma destinação aos locais. Já o coeficiente igual para todos os moradores pode planejar melhor onde os núcleos de urbanização ocorrem, evitando as ‘ilhas verticais’ e a supervalorização de algumas áreas.
“Existem também vários outros instrumentos urbanísticos para atender a população de baixa renda, porque isso é uma deficiência histórica no processo de ocupação das cidades brasileiras, marcadas por processos de urbanização excludentes. Um desses instrumentos consiste nas Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS). A prefeitura pode delimitar áreas da cidade destinadas a implantação de programas habitacionais para população de baixa renda. Isso é uma discussão muito importante também”, complementa.

O arquiteto destaca que as ZEIS possuem vários objetivos, dentre eles “ampliar a oferta de infraestrutura e equipamentos urbanos para esse tipo de área; introduzir a gestão participativa na definição dos investimentos públicos em áreas de interesse social; reconhecer a diversidade no processo de desenvolvimento urbano; promover a regularização fundiária das áreas socialmente frágeis; aumentar a oferta de terras para os mercados urbanos de baixa renda; favorecer a produção de Habitação de Interesse Social”.

Revisão atrasada

Campo Grande já tem um Plano Diretor, a lei 94/2006, que orienta as políticas públicas na cidade. A revisão desse documento, segundo o Estatuto das Cidades (lei federal de 2001), deve acontecer a cada 10 anos. Em 2016, a administração deveria ter finalizado o novo plano, mas questionamentos quanto à discussão junto a sociedade fizeram com que a revisão tivesse que voltar ao processo de consulta popular.

A revisão tem, agora, 3 minutas: uma elaborada pela Urbitec (empresa contratada pela administração de Alcides Bernal); outra que foi resultado da minuta elaborada pela empresa após discussão em reuniões e audiências; e por último, uma apresentada pela administração de Marquinhos Trad (PSD).

A reportagem consultou o Planurb (Instituto municipal de planejamento urbano), sobre o IPTU Progressivo e outros instrumentos discutidos no Plano, mas ainda não recebeu resposta. Entre junho e julho, o Planurb realiza reuniões nos bairros para discutir a revisão. O Jornal Midiamax traz, ao longo desta semana, uma série de matérias discutindo pontos que geraram polêmica na revisão do plano.

Midiamax

domingo, 25 de junho de 2017

Prefeitura de Niterói inicia a desapropriação de 35 imóveis no Centro

24/06/2017 - O Globo

Objetivo é eliminar o gargalo no trânsito à saída do mergulhão; governo pagará R$ 11,8 milhões em indenizações
   
POR LEONARDO SODRÉ 

Maior parte das desapropriações que serão feitas na Avenida Marquês do Paraná são de imóveis localizados próximo a esquina com a Rua Dr Celestino - Analice Paron / Agência O Globo

NITERÓI - A prefeitura anunciou que vai desapropriar 35 imóveis no entorno do mergulhão para o alargamento da Avenida Marquês do Paraná no trecho da Rua Doutor Celestino até o condomínio no número 360, ao lado do Clube Rio Cricket, no sentido Icaraí. Os decretos, que declaram de utilidade pública uma área de 2.100 metros quadrados, foram assinados pelo prefeito Rodrigo Neves quarta-feira. Ele afirma que pretende pagar R$ 11,8 milhões em indenizações para construir mais uma faixa de rolamento no local, requalificar as calçadas e implantar uma ciclovia ligando as avenidas Amaral Peixoto e Roberto Silveira. 

A verba é parte dos R$ 14 milhões que serão pagos, via outorga onerosa, por investidores imobiliários que planejam erguer um shopping no terreno onde atualmente funcionam uma filial da rede Hortifruti, uma loja de autopeças, uma marmoraria e um estacionamento.

As intervenções no local devem começar a partir de setembro, após o fim das obras do mergulhão da Praça Renascença, mas não têm data para terminar. A prefeitura não estipula prazos devido às negociações com os proprietários dos 35 imóveis, a maior parte concentrada próximo à esquina com a Rua Doutor Celestino. 

Na semana que vem, a Secretaria de Fazenda começará as negociações: alguns donos perderão parte de seus terrenos; e outros, toda a área. Cinco decretos serão publicados na edição do Diário Oficial de hoje, dez, amanhã; e os 20 restantes, no decorrer da semana que vem. As indenizações devem seguir o valor de mercado para a área central da cidade, atualmente estimado em R$ 5.600 o metro quadrado, de acordo com o Índice FipeZap de maio. Essa será a primeira intervenção em via pública feita no âmbito do projeto da Operação Urbana Consorciada (OUC) do Centro, lançado em 2013 pela prefeitura.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/prefeitura-de-niteroi-inicia-desapropriacao-de-35-imoveis-no-centro-21511222#ixzz4l3f16qA7 
stest 

terça-feira, 20 de junho de 2017

MULTI Open Shopping deve gerar dois mil empregos na região Sul da Ilha

19/06/2017 - Notícias do Dia

Janine Alves

A estimativa é que o empreendimento gere cerca de dois mil empregos diretos

Com a confirmação da comercialização de todas as 155 salas dos Offices do MULTI Open Shopping, a estimativa é de que o empreendimento no Rio Tavares, em Florianópolis, gere cerca de dois mil empregos diretos. Os offices vão receber profissionais liberais de diversas áreas e empresas de tecnologia.            

Com  previsão de inauguração para setembro de 2017, o MULTI Open Shopping tem potencial para movimentar a economia da região, garantir e proporcionar um fluxo maior de pessoas no novo espaço de convivência do Sul da Ilha de Santa Catarina.

O empreendimento será o primeiro open shopping da região, se tornando destino de gastronomia, lazer, cultura e serviços, em seu mix variado no térreo com aproximado 30 lojas, também terá a primeira sala de cinema da região, com 98 lugares, mais de 150 offices, em três blocos, e um Centro de Convenções no terraço com vista privilegiada da praia do Novo Campeche.

Agora empresários e profissionais da região que desejam oferecer serviços e desfrutar de um ambiente de convivência profissional e de lazer, seguro e perto de casa, podem alugar as salas disponíveis para locação. As imobiliárias responsáveis pela locação são Buzz + Brognoli e UNIK . 

Com a confirmação de todos os offices comercializados, o empreendimento que tem investimento na ordem de R$ 33 milhões, já alavanca a economia local, com a geração de emprego e renda na região, bem como se posiciona como um empreendimento de sucesso.

sábado, 17 de junho de 2017

Prefeitura recebe projeto para construção de shopping em Araguari

16/06/2017 - G1 Triângulo Mineiro

Empresa MAP Mall deve começar a terraplanagem da área em 60 dias. Operação do shopping deve oferecer 800 empregos diretos.

Por Karla Pereira

Projeto do Strip Mall foi enrtregue esta semana (Foto: MAP Mall/Divulgação)
Projeto do Strip Mall foi enrtregue esta semana (Foto: MAP Mall/Divulgação) 

Araguari receberá em breve o primeiro shopping da cidade. Foi entregue nesta semana ao prefeito Marcos Coelho o projeto do Strip Mall, que será construído em um terreno de 22.000 m², na Avenida Coronel Teodolino Pereira de Araújo. Após receber a licença para início da obra, a MAP Mall, empresa de gestão de corporação de shoppings, deverá iniciar as obras de terraplanagem em 60 dias. O investimento gira em torno de R$ 60 milhões.

Segundo o empresário Márcio Malamud, do MAP Mall, o projeto foi protocolado junto ao prefeito e secretários para que sejam seguidos os trâmites de aprovação e, em seguida, iniciada a obra com a terraplanagem. “O acerto do terreno a ser feito é muito grande. Em seguida será fechado um cronograma de obras que também será apresentado para aprovação, determinando as datas de início, término e entrega das lojas”, disse Malamud.

Enquanto isso, estão sendo comercializadas lojas de Araguari, Uberlândia e São Paulo para o shopping. “Temos muitas reservas confirmadas entre interessados locais, de São Paulo e de Uberlândia, aproximadamente 50% a 60% de interessados já estão certos”, acrescentou Márcio Malamud, explicando ainda que o projeto permite crescer em até 60% em capacidade, ou seja, a medida que necessitar, o empreendimento comporta esse crescimento”, acrescentou o empresário.

Márcio Malamud ainda ressalta que para a construção, 100% da mão de obra será de Araguari. Ele disse também que durante a operação do shopping serão oferecidos 800 empregos diretos do município.

Operação de shopping deve oferecer 800 empregos diretos (Foto: MAP Mall/Divulgação)
Operação de shopping deve oferecer 800 empregos diretos (Foto: MAP Mall/Divulgação) 

Prefeito em exercício vistoria obras da Ponte e de requalificação da Avenida Beira Rio

16/06/2017 - Prefeitura de João Pessoa

Por Flávio Asevêdo 


O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Junior, vistoriou, na manhã desta sexta-feira (16), as obras de requalificação da Avenida Beira Rio e da Ponte sobre o Rio Jaguaribe, nas proximidades da rotatória do Altiplano. As ações da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que tornarão a avenida na mais completa do ponto de vista da mobilidade urbana, por contemplar pedestres, ciclistas e transporte público, somam um investimento de mais de R$ 12,7 milhões e estarão totalmente concluídas até março do próximo ano.

Manoel Junior iniciou a vistoria verificando o andamento das obras da requalificação das calçadas que estão sendo totalmente padronizadas com piso intertravado. Para este trabalho, foi desenvolvido um projeto envolvendo técnicos, professores universitários, ciclistas e a sociedade, considerando todo o levantamento detalhado da área, com registro fotográfico, topográfico e presencial. Esse trabalho respeita o meio ambiente, com a arborização da via, iluminação e as normas da ABNT quanto à acessibilidade.

Em outro trecho da avenida, Manoel Junior acompanhou o andamento da obra das ciclovias, que segue mais adiantado. O projeto de requalificação atinge toda a avenida, desde o início da Beira Rio, nas proximidades da Igreja Batista, até a chegada à orla de Cabo Branco. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, toda a obra de requalificação representa um investimento de R$ 6,7 milhões e deve ser concluída até dezembro.

“A gestão do prefeito Luciano Cartaxo está fazendo uma grande obra na Avenida Beira Rio, contemplando todos aqueles que utilizam a avenida, desde o pedestre, até os ciclistas e quem utiliza seu veículo próprio ou transporte coletivo. Esta será a avenida mais completa da Capital e servirá de modelo para todas as demais intervenções de mobilidade. Seguindo a determinação do prefeito, estamos vistoriando a obra e verificamos que elas seguem dentro do planejado e a entrega seguirá o cronograma previsto”, afirmou Manoel Junior.

A Ponte sobre o Rio Jaguaribe, outra obra da PMJP, faz parte do conjunto de intervenções que resolverão definitivamente os problemas de alagamento e de fluidez do trânsito nas proximidades do acesso para o bairro do Altiplano. Ela se integrará às obras de requalificação da avenida e irá melhorar a mobilidade urbana da região. Orçada em R$ 6 milhões, sua terceira etapa deve ser concluída em março do próximo ano. A ponte consiste em um elevado no nível da pista em cerca de dois metros e meio, acabando de vez com o risco de o nível do rio subir mais que a altura da ponte, dando fim aos alagamentos que inviabilizavam totalmente o trânsito nos períodos chuvosos, pois a via se constituía apenas de uma pista sobre um bueiro.

Dentre as intervenções com foco na mobilidade urbana na Avenida Beira Rio para melhorar a fluidez do trânsito e resolver problemas históricos, primeiro foi feita a duplicação da Avenida Panorâmica, no Altiplano, o acesso da Avenida Epitácio Pessoa à Beira Rio através da Rua do Capim, e o desassoreamento do rio.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fatma emite licença prévia para terminal marítimo de passageiros da Grande Florianópolis

12/06/2017 - Notícias do Dia

O empreendimento será construído no aterro da baía Sul e contará com um investimento de R$ 8,5 milhões

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

O primeiro passo para a implantação do transporte marítimo na Grande Florianópolis foi dado nesta segunda-feira (12). A Fatma (Fundação Estadual do Meio Ambiente) emitiu ao Deter (Departamento de Transportes e Terminais) a LAP (Licença Ambiental Prévia) do terminal marítimo de passageiros intermunicipal da Grande Florianópolis.

“O documento atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e é a primeira de três licenças, conforme prevê a legislação. Com isso, o Deter pode dar andamento ao projeto que é tão esperado para a região”, disse o presidente da Fatma, Alexandre Waltrick.

Conforme a licença, o empreendimento será construído pelo Deter em uma área de 8.000 m², no aterro da baía Sul, entre a passarela Nego Quirido e o CentroSul. O investimento estimado é de R$ 8,5 milhões, que inclui a construção do terminal, obras de dragagem e duas embarcações. Segundo o presidente do Deter, Fúlvio Rosar Neto, depois da conclusão do terminal será aberta uma licitação para escolha da empresa que irá operar o transporte marítimo na região.

O local a ser dragado é o acesso até o terminal que deverá ter 2,60 metros de profundidade, 260 metros de comprimento e 80 metros de largura. “É um empreendimento esperado há anos por toda a região e que vai contribuir muito para a mobilidade urbana. Agora poderemos autorizar alguns estudos complementares e outros detalhes para licitar”, afirmou Rosar Neto.

“O transporte marítimo tem um grande potencial na região. Foi dado um passo significativo para desenvolver novas opções de transporte coletivo”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Luiz Fernando Cardoso. Também acompanharam o encontro o diretor de Transportes da Secretaria de Infraestrutura, José Carlos Müller Filho, e o gerente de Transportes Aquaviários, Mané Ferrari.

Somente após a apresentação do projeto executivo na Fatma é que os técnicos poderão avaliar a viabilidade da emissão das próximas duas licenças. O documento tem validade de 24 meses.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Grupo anuncia investimento de R$ 130 milhões em construção de Shopping em Araguaína

13/06/2017 - JM Notícia

O Araguaína Park Shopping contará com dois pisos, 41 mil metros quadrados de área construída, estacionamento para 1.700 veículos, 110 lojas, seis salas de cinema no formato multiplex stadium e geração de 1.500 empregos diretos e três mil indiretos.

Grupo anuncia investimento de R$ 130 milhões em construção de Shopping em Araguaína
O anúncio foi feito durante coletiva na tarde da última sexta-feira, 9 de junho, em Araguaína -TO, região norte do Tocantins, para a imprensa, representantes de entidades civis, como a Associação Comercial e Industrial de Araguaína, e cidadãos interessados no empreendimento.

O proprietário do Grupo Saudibras, novo gestor da construção do shopping, Obeid Wahib Said Binzagr, afirmou que, até maio de 2018, as obras do Araguaína Park Shopping devem ser retomadas com recursos próprios e de investidores, somando o valor de aproximadamente 130 milhões de reais.


Na ocasião, Obeid ressaltou que, do montante total, quase 25 milhões de reais já foram investidos na parte de fundação, drenagem e terraplanagem. Além do recurso, o empresário assegura a experiência técnica para a construção do empreendimento e o interesse das lojas âncoras.

“O período até a retomada das obras é necessário para cumprir toda a parte burocrática, como atualização dos projetos, orçamentos, licenças e alvarás a nível municipal, estadual e federal. Após isso, a obra do Shopping será reiniciada com recurso garantido”, informou Obeid.

A partir do retomada, o prazo médio para conclusão do shopping será de 24 a 30 meses. “A gente entende que, há tempos, Araguaína tem o potencial para receber um varejo diferenciado”, pontuou o empresário.

O Araguaína Park Shopping contará com dois pisos, 41 mil metros quadrados de área construída, estacionamento para 1.700 veículos, 110 lojas, seis salas de cinema no formato multiplex stadium e geração de 1.500 empregos diretos e três mil indiretos.

Parceria forte

O Grupo Saudibras conta com a sociedade da Nacional Shopping, empresa com expertise em planejamento estratégico de shoppings, prospecção e relacionamento de lojas âncoras e franquias, e administração de empreendimentos desse porte. A empresa tem presença em grandes empreendimentos em todo o país.

“Um dos motivos da coletiva é anunciar o interesse das âncoras como Riachuelo, Renner, Cinemark, que são responsáveis pela movimentação maciça de qualquer shopping no Brasil”, comentou Obeid.

Além das âncoras citadas, Avenida e Planet Park também confirmaram interesse no Araguaína Park Shopping.

Nova gestão

A Saudibras assumiu a gestão do empreendimento há cerca de seis meses. “Essa obra só tem um caminho a seguir: para frente. E o projeto do shopping será diferenciado, porque Araguaína é uma cidade diferenciada e isso agrada a todos: aos cidadãos araguainenses, aos comerciantes parceiros locais, às lojas âncoras e franquias e aos investidores”, completou Obeid.

Linha de crédito

Sobre as dúvidas referentes ao financiamento buscado junto ao Banco da Amazônia, Obeid esclareceu que o crédito foi solicitado e está em andamento.

“Essa parceria é estratégica e será útil para alavancar outros empreendimentos. É sempre bom ter uma Instituição financeira para nos fiscalizar, auditar, além do compromisso mútuo de desenvolvimento regional social e econômico. Mas a estratégia para esse empreendimento mudou, já contamos com os recursos necessários para o Araguaína Park Shopping”, informou.

O gerente de Vendas do grupo, André Simonassi, acrescentou que os trâmites internos dentro do banco já acontecem há pelo menos seis meses. “Por se tratar de recursos públicos, as análises financeiras e exigências documentais são grandes e por isso leva tempo até a aprovação final do financiamento. Por isso não há ainda informações concretas sobre a linha de crédito. Mas estamos nos adequando às solicitações e estamos tranquilos quanto a isso”.

Andamento da obra

No fim da coletiva, os participantes foram convidados a visitar o canteiro de obras do Araguaína Park Shopping. No local, mais de 78% das estacas já estão instaladas, assim como as lajes, já assentadas. No total, quase R$ 25 milhões foram investidos nesta primeira etapa.

Grupo Saudibras

A empresa, de origem saudita, tem 120 anos de história e atuação em diversos segmentos em três continentes. No Tocantins, a Saudibras atua há 40 anos, principalmente nos ramos agropecuário, imobiliário, construção civil e, recentemente, energia renovável.

Em Araguaína, os trabalhos começaram em 2011, por meio do Loteamento Lago Sul. “Nos últimos cinco anos, investimos mais de 200 milhões de reais no Tocantins com recursos próprios ou de investidores parceiros. Diante disso, tranquilizamos a população quanto às nossas intenções com a economia da cidade, pois nosso grande compromisso com a cidade é investir neste shopping”, garantiu Obeid.

domingo, 11 de junho de 2017

Entidades do setor produtivo elaboram novo plano de mobilidade urbana para Manaus

11/06/2017 - A Crítica

Diante da dificuldade da prefeitura em implantar o PlanMob, documento sugere ações de curto a longo prazo

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Plano do setor produtivo sugere novas obras de infraestrutura viária na cidade. Foto: Winnetou Almeida

Priorizar as ações de infraestrutura para o transporte motorizado e não motorizado, bem como o transporte de cargas voltado ao Distrito Industrial, que tornem Manaus uma cidade mais humanizada e competitiva. Essa proposta faz parte das “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus”, um documento elaborado sob a coordenação técnica das entidades do setor produtivo e entregue ao poder público municipal, no último dia 25, pelo Comitê Cidadão - uma coalizão da sociedade amazonense organizada em defesa dos direitos civis.

O Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob), concluído pela prefeitura há um ano e meio, mas até hoje não colocado em prática, não atende todas as áreas da cidade e tampouco é ambicioso, apontou um dos coordenadores do projeto do setor produtivo Augusto Rocha.

 A maior crítica do documento elaborado pelo setor produtivo é que o projeto não considera que a capital amazonense é uma cidade industrial: ao contrário, restringe a movimentação de cargas pelas vias públicas, o que aumenta o custo e reduz a competitividade da indústria, prejudicando os novos investimentos.


Propostas

Dentre as propostas feitas no documento para o transporte de cargas e Distrito Industrial, levando em conta que grande parte das receitas de Manaus vem do Polo Industrial (PIM), estão: a criação de um anel viário com o propósito de reduzir o tempo de deslocamento nos extremos da cidade, tal qual adotado em diversas cidades do mundo; a permissão para trafegar nas vias com faixas exclusivas fora do horário de exclusividade para ônibus; e zonas de carga e descarga, rotas alternativas dos postos.

Para o transporte motorizado, o projeto contempla a implantação dos sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e BRS (Bus Rapid System), conectando áreas de grande densidade populacional a polos geradores de viagem, como shoppings centers e aeroporto. No BRT, os ônibus do transporte público têm corredores exclusivos, já no BRS têm faixas exclusivas. No Centro, a proposta é a criação de VLP (veículo leve sobre pneus) e de uma rede aquaviária para auxiliar o transporte rodoviário.

Augusto Rocha ressalta que a quantidade de terminais de integração tem que ser maior, de  forma que as pessoas possam utilizar o sistema de transporte como se fosse um metrô. “É preciso criar linhas coletoras que deixem as pessoas num determinado ponto e de lá seguir em outra. Não há necessidade de termos 35 linhas passando pela Constantino Nery. Desse jeito vamos desafogar o trânsito e diminuir o tempo de viagem”.

Humanizar é a meta

Rocha enfatiza que a cidade é para as pessoas, portanto, acima de tudo, devem ser priorizadas as ações do transporte não motorizado, com a implantação de pista de caminhada, ciclovias, playgrounds, campos e quadras esportivas, além de academia ao ar-livre em várias partes da cidade. “Temos que construir uma cidade mais humana e incentivar o transporte não motorizado porque traz melhoria de qualidade de vida das pessoas, mas para isso temos que oferecer estrutura”.

Parceria

O plano “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foi desenvolvido por engenheiros da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam), Federação da Agricultura do Amazonas (Faea), Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Conselho Regional de Arquitetura (Crea-AM), além do Sinduscon-AM, CAU/AM, Corecon-AM, Cremam, Setcam, Comitê Cidadão, Sifretam, Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas.

Entidades parceiras

 O coordenador-geral do Comitê Cidadão, Stanley Braga, classificou a elaboração das “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” como um marco, representando que os atores resolveram assumir seu protagonismo cidadão ao ofertar, sem custo para a Prefeitura de Manaus, um projeto bem feito e tecnicamente respaldado. “O plano é da própria sociedade, que reuniu alguns autores para contribuir com a sua visão, necessidade e voluntariado para termos uma cidade melhor. Quem ganha somos todos nós”, apontou.

Propostas devem ser avaliadas e podem ser absorvidas pela PMM

O plano de mobilidade urbana elaborado pelo setor produtivo foi entregue ao diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Guenka. Ele afirmou que, até a próxima quarta-feira, finalizará a análise do documento e levará as considerações para serem submetidas aos órgãos de trânsito e ao próprio prefeito e vice-prefeito Artur Virgílio Neto e Marcos Rota, respectivamente.

Guenka adiantou que a contribuições que estão sendo analisadas derivam justamente do Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob), aprovado no fim de 2015, e beneficiam a população em geral, não apenas a classe empresarial. “A viabilidade das propostas serem adotadas pela prefeitura é grande, até porque tem algumas nas quais temos interesse e outras foram implantadas na administração atual”, revelou.

Contudo, o diretor-presidente do Implurb ressaltou que o projeto precisa passar por uma avaliação particular pelo chefe do Executivo Municipal. “Especialmente as propostas de médio e longo prazo. Estamos implantando o planejamento estratégico para 2030 e essas contribuições são importantíssimas e, se for o caso, pode haver a inserção dessas propostas nesse planejamento”, observou.

Cláudio Guenka garante finalizar a análise do documento antes do feriado (dia 15) e prevê que até o fim do mês a administração municipal dê um retorno ao setor produtivo. “Desde já digo que é um documento interessante e bastante técnico. Nós gostaríamos de tempo para analisá-lo para responder um ‘sim’ de forma responsável ou um ‘não’ embasado  tecnicamente em algo que a gente possa adequar e buscar uma solução em conjunto. Esse ‘não’ não será definitivo”, evidenciou.

Para ele, essa vontade do setor produtivo em querer ajudar a prefeitura a tornar Manaus uma cidade melhor para a população é fundamental para a concretização do projeto. “Queremos buscar as alternativas em conjunto com essas entidades que representam a sociedade porque, sozinha, a prefeitura não consegue nada. O envolvimento de quem conhece o assunto é importante para fazermos essas implantações”, afirmou.


Problemas causam prejuízos à industria 

A frota de veículos que buscam e levam em casa os trabalhadores da indústria, em Manaus, é quase o dobro da frota de coletivos municipais. E o transporte dos funcionários do setor produtivo é muito lenta e custosa devido ao problema de mobilidade urbana da cidade, apontou Augusto Rocha, que integra a Coordenadoria de Sistema de Transporte e Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Foi pensando em ajudar a solucionar estes problemas que o projeto “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foi desenvolvido.

Passou-se quase um ano entre as primeiras conversas das entidades do setor produtivo e a finalização do projeto, revelou Rocha. “Em vez de apontar problemas nos reunimos para apresentar uma solução que leve a uma maior competitividade de Manaus e a melhoria da qualidade de vidas das pessoas nesse reconhecimento de que a cidade é industrial”, disse.

Na avaliação dele, o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob) foi feito no momento em que existia uma legislação que obrigava a definição de um prazo para sua elaboração e, talvez, a prefeitura não tenha tido tempo suficiente para refletir sobre o assunto. “Apresentou um plano de mobilidade muito interessante, apontando o que tinha que ser feito emergencialmente, mas não conseguiu incluiu a indústria, a movimentação de cargas, entre outras questões”, analisou.

Conforme Rocha, as “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus” foram criadas com base no PlanMob,que na avaliação dele tem “convergência de filosofia”, mas sua forma não é a mesma. Ele classifica o projeto como sendo o “próximo passo” a ser dado, agora que a cidade tem um plano de mobilidade. “Esperamos que esse próximo passo seja dado em conjunto com a sociedade”.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Desvios alteram o tráfego pela Via Expressa

29/05/2017 - Diário do Nordeste

Os desvios têm como intuito reduzir os transtornos para quem trafega pela área durante as intervenções


Começaram, na noite da última sexta-feira, os primeiros desvios de trânsito referentes à construção dos dois novos túneis na Avenida Almirante Henrique Saboia (Via Expressa), no cruzamento com a Avenida Alberto Sá, e na linha férrea, entre as avenidas Santos Dumont e Padre Antônio Tomás. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) reabriram o canteiro central do cruzamento da Avenida Engenheiro Santana Júnior com a Rua Bento Albuquerque, e o semáforo do local passou de pedestre para veicular. A medida deve facilitar o acesso de quem vem da Cidade 2000 e deseja dobrar à esquerda na Avenida Engenheiro Santana Júnior, em direção ao Iguatemi.

A gerente do Controle de Tráfego em Área de Fortaleza (CTAFOR), Juliana Coelho, explica que, para fazer esse deslocamento, o condutor tinha que seguir pela Avenida Padre Antônio Tomás, utilizar a alça do túnel, dobrar à direita na Via Expressa e à direita na Rua Bento Albuquerque até chegar à Avenida Engenheiro Santana Júnior. "Hoje, para fazer esse deslocamento, outra opção, que muitos passaram a utilizar, foi fazer o retorno embaixo do viaduto da Engenheiro Santana Júnior sob a Avenida Santos Dumont", explica.

Na segunda quinzena de junho, período previsto para o início das obras, a Via Expressa será bloqueada, no sentido sertão/praia, no trecho entre a Avenida Padre Antônio Tomás e Rua Vilebaldo Aguiar. A alternativa será dobrar à direita na Rua Tertuliano Potiguara, à esquerda na Avenida Engenheiro Santana Júnior e à esquerda na Avenida Alberto Sá, retornando à Via Expressa. Além disso, agentes de trânsito, distribuídos em rotas volantes e em postos fixos, devem dar apoio durante toda a intervenção, orientando os usuários.

Mudanças

As intervenções fazem parte do projeto do Corredor Expresso Parangaba Papicu, que terá 70% concluído com o fim destas obras. O orçamento é de R$ 67 milhões e a previsão de entrega, conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), é em dezembro de 2018. A obra deve contemplar a retirada de semáforos da Via Expressa, a inclusão de um corredor de ônibus entre os terminais do Papicu e da Parangaba e maior fluidez entre o Aeroporto e a rede hoteleira. O projeto inclui também quatro faixas de tráfego, sendo duas por sentido; novos plano paisagísticos, pavimentação e iluminação em LED.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Terras nas mãos de estrangeiros somam um Estado de Alagoas

07/03/2017 - Valor Econômico

Ainda envolta em um nevoeiro de indefinições, a regulamentação da compra de terras por estrangeiros no país é encarada pelo governo e por parte do agronegócio brasileiro como algo capaz de gerar bilhões em investimentos no setor. Mas, ainda que gere grandes expectativas positivas entre seus defensores e muita preocupação entre os opositores, apenas a mudança regulatória não é garantia de que a porção do território nacional nas mãos de investidores de fora aumentará a olhos vistos ou em ritmo acelerado.

Conforme levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a área ocupada por estrangeiros em zonas rurais brasileiras (que incluem locais não agricultáveis) soma 2,81 milhões de hectares, um pouco maior que a do Estado de Alagoas, mas equivalente a apenas 1% da extensão total ocupada por atividades agropecuárias Brasil. O levantamento inclui propriedades em zonas rurais em geral, não apenas aquelas dedicadas à agropecuária, e espelha sobretudo uma situação estabelecida antes das travas estabelecidas pela Advocacia Geral da União (AGU), em 2010.

Dessa área detida por estrangeiros, 31% estão no Centro-Oeste, que lidera a produção de grãos no país. E na região, de acordo com o levantamento, os portugueses representam 79% dos investidores de outros países em terras. Os portugueses, por sinal, ainda têm cerca de um quarto das terras em mãos de estrangeiros em todo o Brasil, seguidos pelos japoneses, com uma fatia de 12,9% - em parte ampliada pelo Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), estabelecido na década de 1970 pelos governos dos dois países para incentivar a produção de alimentos no bioma.

Os investimentos de pessoas jurídicas estrangeiras em terras brasileiras estão mais presentes no Sudeste, que puxa a produção brasileira de culturas como cana, café e laranja. No total detido por empresas de fora no país - 631 mil hectares, conforme o Incra -, 46% estão nessa região. Vale ressaltar que, conforme o levantamento, a maior parte das pessoas jurídicas com capital estrangeiro que faz parte dessa lista tem CNPJ brasileiro.

Diante desse breve raio-X (ver infográfico), de fato o potencial de expansão dos investimentos estrangeiros em terras no país, uma vez definidas as regras para tal (ver Contexto), parece ser bastante expressivo, embora a maior parte dos analistas e corretores que acompanham o mercado de terras no Brasil encare qualquer cálculo com ceticismo neste momento. Não é para menos. Enquanto avaliações privadas ventiladas até agora citam um potencial de investimentos de R$ 20 bilhões a R$ 50 bilhões, o governo já indicou que prevê a entrada de até R$ 72 bilhões apenas nos dois primeiros anos.

Se a avaliação do governo se confirmar, os novos investidores conseguiriam adquirir mais de 3 milhões de hectares em Sorriso (MT), por exemplo, considerando os atuais preços das terras na região - pouco menos de R$ 23 mil o hectare, conforme a consultoria FNP Informa Economics. Ou seja, mesmo se investissem apenas nessa área valorizada os estrangeiros mais do que dobrariam sua presença em território brasileiro e passariam a deter uma área maior que a do Estado da Paraíba.

Mas é apenas um exemplo, já que certamente haverá restrições para coibir "invasões" do gênero. E também é preciso levar em conta que as atuais barreiras aos estrangeiros não impedem apenas investimentos em ativos agropecuários. Envolvem também empreendimentos imobiliários, mineração e mesmo segmentos industriais.

Apesar de alguns observadores projetarem uma inundação de aportes estrangeiros a partir da liberação, em um primeiro momento talvez o movimento não se reflita em preços. Segundo Marcio Perin, analista da FNP Informa Economics, entre o primeiro e o segundo ano após a mudança regulatória, o impacto no mercado poderá ser basicamente na liquidez, que anda muito baixa.

"Todos sabem que o mercado está com muitos produtores endividados e alavancados, precisando vender terras", afirma. O recente ciclo de baixa das cotações das commodities - que começou a ser revertido no ano passado, mas ainda não teve reflexos nos preços das terras -, ajudou a reduzir os ganhos dos produtores. Nesse cenário, alguns produtores chegar inclusive a pedir proteção judicial contra seus credores.

Segundo Perin, há algum tempo o mercado adotou como premissa que a liberação dos investimentos estrangeiros em terras no país acontecerá neste primeiro semestre, mas mesmo assim até agora não houve reação dos preços. "Se a liberação não acontecer em 2017, os preços poderão até cair". Para ele, uma reação nos preços só ocorrerá se houver segurança política e jurídica e se as commodities não estiverem em baixa - e isso apenas no médio prazo.

Mas mesmo só uma injeção de liquidez já daria uma boa mexida no mercado de terras, que no ano passado ficou às moscas. Aloisio Feres Barinotti, CEO da NAI Commercial Properties (corretora com foco no agronegócio), avalia que o volume de vendas poderia crescer entre 40% e 50% sobre os patamares considerados "normais" - como o de 2015, quando a empresa negociou 147 mil hectares, por R$ 655 milhões.

O potencial de investimentos, porém, dependerá das restrições que serão impostas - como costuma acontecer em todos os países com relevante produção agropecuária. Já defendida pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, cuja família controla a maior trading de grãos de capital nacional (Amaggi), o estabelecimento de uma trava à aquisição de terras onde são plantadas culturas anuais como soja, milho e algodão poderá ser fundamental para a definição das estratégias estrangeiras.

"Se colocar essa limitação, praticamente mata o mercado. Sobrariam poucas opções, apenas em eucalipto, laranja, café e outras culturas menores", afirma Perin. Outra alternativa seria a aquisição de terrenos hoje ocupados por pastagens, mas em geral os estrangeiros têm interesse em converter esses terrenos em lavouras de grãos, o que poderia ser proibido pelas novas regras.

Segundo o analista, a taxa de retorno da pecuária alcança no máximo 10% ao ano e não é suficiente para atrair capital estrangeiro, enquanto uma conversão de pastagem em lavouras de grãos levaria a taxa de retorno para 20% ou 30% ao ano após uma década de atividade.

Um segmento que poderia passar livre dessa limitação seria o de florestas, justamente um dos principais defensores da liberação. Nesse caso, o receio é com uma restrição à extensão a ser adquirida pelo investidor. "Com uma área de aproximadamente 8 milhões de hectares, a plantação de pinus e eucalipto para fins produtivos - cujo ciclo de plantação e colheita leva sete anos -- requer área extensa", diz Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

O câmbio pode ser outro fator limitador para a entrada de capital estrangeiro nas terras brasileiras. O americano Kory Melby, consultor agrícola baseado em Goiás, avalia que pelo patamar atual do dólar, de R$ 3, "o Brasil fica muito caro para qualquer retorno de investimento". Para Melby, um dólar acima de R$ 3,50 já se torna mais atrativo, "assumindo que não haja restrições".

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Havan inaugura a segunda loja em Foz e a 95ª da rede

11/02/2017 - Rádio Cultura

A rede de lojas de departamento Havan, inaugurou na manhã deste sábado (11) a segunda loja em Foz do Iguaçu, com a presença do empresário Luciano Hang, proprietário da marca. No primeiro piso do Shopping Catuaí Palladium, no mais importantes corredor turístico da cidade, a loja de 4 mil metros quadrados, entrou em operação empregando 200 funcionários. Em 2007, a primeira unidade da Havan em Foz foi inaugurada no Cataratas JL Shopping.

A loja inaugurada neste final de semana, é a primeira do ano, sendo a 95ª unidade da rede, presente em 14 estados brasileiros: Bahia, Espirito Santo, Goias, Minas Gerais, Mato Grosso Do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio De Janeiro, Rondonia, Santa Catarina, Sao Paulo, Tocantins. A primeira loja Havan foi aberta na cidade catarinense de Brusque, 1986, vendendo tecidos. Com a abertura do mercado de importados no Brasil, Hang viu a oportunidade de ampliar os negócios.

O objetivo do empresário é contar com 200 lojas no país, abrindo cem já nos próximos cinco anos. Este ano a rede deve abrir mais 11 unidade, que Hang faz questão de chamar de Megaloja.

As portas da nova Havan de Foz do Iguaçu abriam às 11h, após uma festa promovida entre Luciano Hang e a nova equipe de funcionários. Sobre o que levou a abertura de uma segunda loja na cidade, o empresário ressalta a importância de estar perto do cliente. Hang ainda destacou, o potencial consumidor da região trinacional, com compristas brasileiros, argentinos e paraguaios.