sábado, 21 de agosto de 2010

Perimetrais vão permitir crescimento da ferrovia no porto de Santos


20/08/2010 - Porto Gente

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Veículos aguardam trem passar no cruzamento em frente ao terminal de transatlânticos do porto de Santos
O Porto de Santos, com seus 12 quilômetros de cais e responsável por mais de 25% das exportações brasileiras, está próximo de solucionar um problema histórico: os conflitos rodoferroviários. Nos cruzamentos entre linhas férreas e vias urbanas, enquanto o trem pede passagem, caminhões e demais veículos ficam parados. A situação era incômoda para os empresários, que reclamavam melhores acessos terrestres ao porto santista. Aos poucos, a realidade está mudando com a construção da avenida perimetral da margem direita, na cidade de Santos, e dos viadutos incluídos no projeto, que têm a função de eliminar esses indesejáveis cruzamentos. De acordo com o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Paulino Moreira da Silva Vicente, as perimetrais vão possibilitar um aumento substancial do uso das ferrovias no acesso ao Porto nos próximos três anos.
* Capítulo 1: Perimetral garantirá logística eficaz ao maior porto do Brasil
O diretor da Codesp explica que o reordenamento de terminais no Porto e a crescente participação do modal ferroviário na região criaram, ao longo da idealização da perimetral da margem direita, a necessidade de nova configuração da obra. A última grande alteração aconteceu em 2007, ano em que foram iniciadas as obras. “A margem direita era restritiva à ferrovia no passado. Hoje estamos criando a possibilidade de um grande crescimento ferroviário nos próximos anos”.
A Codesp, destaca, está trabalhando para mudar a matriz de transportes dentro do porto santista. O equilíbrio na utilização entre os modais é uma orientação federal, seguindo diretrizes da Secretaria de Portos (SEP). Atualmente, o transporte de cargas do Porto de Santos e dos demais portos brasileiros está concentrado no modal rodoviário. O diretor da Codesp classifica essa mudança como “altamente desejável” e aponta a importância de estimular o crescimento do transporte por dutovias e hidrovias, segmentos que têm grande potencial de utilização em Santos.
A busca pelo equilíbrio na utilização dos diferentes modais de transporte também é uma diretriz que será seguida na construção da avenida perimetral da margem esquerda, na cidade de Guarujá, que deve ter início ainda este ano. Além do aperfeiçoamento logístico na entrada e saída das mercadorias, Paulino revela uma grande preocupação socioambiental da direção da estatal, que busca reduzir os níveis de dióxido de carbono gerado pela “fumaça preta” dos caminhões.

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