sábado, 7 de agosto de 2010

Prefeitura interdita elevado


Tráfego é interrompido devido a rachaduras, que podem ter sido provocadas por infiltração na obra

07 de Agosto de 2010 - Diário da Manhã

Catherine Moraes
Da editoria de Cidades
O tráfego no elevado João Alves de Queiroz, que faz parte do viaduto localizado entre as avenidas 85 e T-63, foi interrompido na noite de ontem. A interdição aconteceu devido a rachaduras nos primeiros vinte metros do trecho sentido Jardim América-Pedro Ludovico. A Agência Municipal de Trânsito (AMT) ficou responsável pelo monitoramento e desvio de veículos no local. A principal suspeita é de que haja uma infiltração e, se confirmada, a obra de reconstrução pode durar 30 dias.
As placas de proteção do viaduto estavam amassadas até a parte inferior do monumento. Local em que também podiam ser vistas rachaduras no asfalto e nas calçadas ao longo de toda a avenida. A prefeitura foi comunicada do problema por meio de um motorista que passou no viaduto no fim da tarde de ontem. Em seguida, a construtora responsável pela obra foi avisada do problema e prometeu arcar com as despesas.
Técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e engenheiros da construtora estiveram no local para dar os primeiros esclarecimentos. Eles afirmaram que a obra poderia ter início ainda durante a madrugada, sendo necessário interditar por completo o viaduto. A construtora afirmou que funcionários vão trabalhar durante o fim de semana para recompor a parte danificada o mais rápido possível.
Os engenheiros afirmam que o trecho danificado, na verdade, não faz parte da estrutura do viaduto, sendo restrita a um aterro (parte do asfalto da T-63 que antecede o elevado). A maior suspeita da prefeitura e da empresa é que o problema seja resultado de uma infiltração. Fato que só será provado após escavação. Para eles, esta infiltração pode ter umedecido a terra lavando-a por baixo e fazendo com que a parte de cima tenha recalcado. “Quando fazemos alguma obra, não esperamos problemas como esses, mas eles surgem. Sabemos que houve um aprofundamento na parte do aterro, mas não podemos afirmar categoricamente a causa. A pior das hipóteses é a infiltração, mas ainda assim é fácil de reverter”, afirmou o secretário municipal de Infraestrutura, Leodante Cardoso.

Providências 
Para o diretor municipal de Programação de Obras Especiais, Márcio Correa, todas as providências necessárias foram tomadas a fim de evitar transtornos maiores. Ele pede para que a população evite transitar pelo local. Segundo Márcio, mesmo que apenas meia pista esteja interditada, o excesso de trânsito pode atrapalhar a escavação. “O viaduto está intacto, e agora só escavando para descobrir a real causa”, disse o diretor.
O consultor tributário Luciano Libório, 47, que é morador do local, disse que há alguns dias é notório o afundamento do asfalto na parte inferior ao viaduto. Segundo ele, há aproximadamente quatro meses começou a brotar água do chão. A Saneago teria resolvido o problema, mas em seguida o asfalto e a calçada começaram a rachar.

Inauguração em dezembro de 2008
O elevado que faz parte do viaduto da T-63, inaugurado em 12 dezembro de 2008, leva nome de João Alves Queiroz. A homenagem ao empresário foi proposta pelo vereador Clécio Alves e foi aprovada por unaminidade pela Câmara. A decisão foi sancionada pelo prefeito Iris Rezende em 16 de junho daquele ano. Clécio Alves destacou que, na época, pela história do homenageado, a prestação de contas de Goiânia com ele era pequena. “A Câmara entendeu que era o momento de homenageá-lo”, explicou o vereador.
O elevado passa por cima da trincheira Simão Carneiro, na Avenida 85, e possui 250 metros de extensão. Ao lado há um monumento  parecido ao construído na Praça Latiff Sebba (Praça do Ratinho). Este possui 72 metros e fica a 63 metros do chão por causa da inclinação. O custo total do empreendimento foi de aproximadamente R$ 20 milhões.

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