segunda-feira, 9 de julho de 2012

Horário de pico acontece cada vez mais cedo nas grandes cidades

09/07/2012 - G1

Há seis anos, o horário entre 7h e 8h era considerado horário de pico. Mas o período crítico da manhã passou a ter três horas a mais.

Nas grandes cidades do país muita gente fica engarrafada desde cedo. Às 5h30 o trânsito já é intenso nas principais avenidas da capital mineira. E muitos enfrentam essa lentidão apertados nos ônibus, antes mesmo de o dia amanhecer.
“A gente pega o ônibus no meio do caminho e ele já vem cheio”, conta uma passageira.
Às 6h30, a grande quantidade de veículos trava quase todas as ruas e avenidas que levam ao Centro.
Os congestionamentos têm começado cada vez mais cedo e se estendem até mais tarde. Há seis anos, o horário entre 7h e 8h era considerado horário de pico. Agora virou hiperpico! O período crítico da manhã passou a ter três horas a mais.
“Cada dia pior, você anda, qualquer lugarzinho está agarrando”, diz um motorista.
Motoristas de Salvador , Rio de Janeiro e Brasília também enfrentam trânsito lento cada vez mais cedo. A paciência começa a ser testada entre 6h e 6h30.
“Continuar neste ritmo, nós vamos ter nessas cidades um chamado fenômeno paulistano. Ou seja você tem uma lentidão o dia inteiro, e nas principais vias. Ou seja, o horário de pico ele vai se estendendo, estendendo, até um ponto onde o pico da manhã se encontra com o pico da tarde. E aí você tem realmente a lentidão permanente”, analisa o especialista em planejamento e transporte Paulo Resende.
Para o especialista, é urgente a necessidade de se investir em transporte público de qualidade.
“Cidades como Nova York e Paris tem mais de 400 quilômetros de metrô. A cidade brasileira que tem mais quilometragem de metrô que é São Paulo não tem nem 80. Se nós tivéssemos o metrô principalmente o subterrâneo, ele poderia atingir as cidades da região metropolitana, garantindo essa fluidez de muita gente e mantendo o espaço urbano com uma qualidade de vida melhor”, destaca.
 

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