sábado, 1 de dezembro de 2012

Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

Ampliação é caminho de centros bem-sucedidos

30/11/2012 - Valor Econômico, Cezar de Oliveira Faccioli

Não há caminho mais curto para o sucesso do que investir na ampliação de um empreendimento que já provou sua viabilidade. O Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP), construído na década de 80, já programa sua terceira expansão, prevista para 2013. O projeto ainda se encontra em estudo. Mário Alves de Oliveira, diretor de desenvolvimento da Sonae Sierra Brasil, controladora do empreendimento, diz que a meta é agregar atividades complementares ao mix que o shopping já oferece, de acordo com a demanda da região, apontada em pesquisas. "Com o boom do mercado imobiliário, o perfil urbano e sócio-econômico da região vem alterando-se significativamente", diz o executivo.
O centro comercial, que teve 7,8 milhões de visitantes no ano passado, já havia passado por uma ampliação concluída em novembro de 2011. Após investimentos de R$ 56,8 milhões o Metrópole foi expandido em 8,7 mil m2 e ganhou 31 lojas, sendo uma âncora, a C&A, e uma área gastronômica, com três redes de restaurantes que ainda não atuavam na região. O australiano Outback, o La Pasta Gialla, de culinária italiana com assinatura do chef Sergio Arno; e o Mr. Jack's, lanchonete com decoração estilo anos 50.
As novidades do empreendimento incluem também novas instalações de fraldário, um "Family Room", um novo ambulatório. e um novo cinema, com nove salas stadium da rede Playarte, uma delas com tecnologia 3D.
Nas entradas do Shopping, painéis de cores se destacam com iluminação noturna feita de lâmpadas LED, mais econômicas que as convencionais. O shopping também revitalizou as áreas já existentes: pisos, tetos, iluminação, sinalização, novo mobiliário, além da instalação de escadas rolantes para facilitar e dar conforto aos acessos ao estacionamento, onde uma nova área foi criada com serviço de manobristas.
A HSI e a Saphyr também estão investindo R$ 24,5 milhões para uma primeira expansão do Shopping Pátio Maceió. A inauguração de uma nova ala, prevista para outubro do ano que vem, abrirá espaço para uma loja âncora, uma megaloja, uma academia, quatro quiosques e 22 lojas-satélites, numa área total de 6 mil m2.
Atualmente, cerca de 600 mil consumidores visitam por mês o centro de compras composto de 100 lojas satélites, nove lojas âncoras e oito megalojas, além de uma praça de alimentação com dois restaurantes e 18 operações de fast-food. Nos últimos dois anos, o público do Pátio Maceió cresceu 20% e as vendas 31%.
Esses números não impediram que a associação de lojistas do shopping questionasse a expansão anunciada, temendo um aumento da concorrência num mercado, segundo eles, com 13% de ociosidade. A direção do shopping argumenta que o investimento foi precedido de pesquisas atestando o potencial de público das novas lojas.
Já o grupo Tenco Shopping Centers. inaugurou em junho a duplicação do Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, no Ceará, que passou a ser o maior centro de compras do interior do nordeste", diz Eduardo Gribel, presidente da empresa.
Gribel diz que a estratégia do grupo é atender as aspirações dos consumidores das cidades do interior e das capitais de estados menores em ter acesso aos serviços disponíveis nos grandes centros urbanos. "As pessoas no interior têm a mesma necessidade de consumo das capitais, só que não tem em seus municípios infraestrutura de varejo organizada presente nas grandes cidades. Quando se define o mix, é avaliado o varejo local, as necessidades do público da cidade, e a prospecção das grandes marcas nacionais para fazer parte do empreendimento," diz o executivo.
Segundo Gribel, em cidades em que o consumidor nunca teve acesso a marcas como McDonald's, Riachuelo, Renner, C&A, Americanas e Marisa, lojas de 180 m2, por exemplo, chegam a vender R$ 1 milhão por mês.
Essa constatação levou a Tenco priorizar cidades sem grandes shoppings. No momento, eles estão construindo quatro empreendimentos a serem entregues até o primeiro semestre do ano que vem: o Via Vale Garden Shopping, em Taubaté (SP), com a inauguração prevista para este mês, o Metropolitan Garden Shopping, em Betim (MG), o Pátio Arapiraca Garden Shopping, em Arapiraca (AL) e Amapá Garden Shopping, em Macapá (AP). Os investimentos nessas unidades ultrapassam R$ 500 milhões.
A Tenco também lançou recentemente dois empreendimentos que, somados, correspondem a um investimento de R$ 220 milhões. Um será o Via Café Garden Shopping, localizado em Varginha, no sul de Minas Gerais, e o outro o Bragança Garden Shopping, em Bragança Paulista, no interior paulista.
O grupo João Fortes Engenhari a também aposta em cidades de porte médio. No momento, desenvolve dois shoppings no Estado do Rio, um em Cabo Frio e outro em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
O Park Lagos, em Cabo Frio, a cidade mais populosa da região dos lagos, tem a entrega prevista para novembro de 2013, com 198 lojas, área construída de 38 mil m² e área bruta locável de 26 mil m². O investimento total nessa primeira fase será de R$ 160 milhões, divididos pela João Fortes, Shopinvest e Big Burguer. A administradora será definida em seis meses, a partir de negociação com os empreendedores.
O Park Sul, em Volta Redonda, por sua vez, receberá R$ 200 milhões em investimentos. A ideia é aproveitar o crescimento do sul fluminense, em decorrência da ampliação da siderúrgica CSN, e do sucesso das montadoras em Porto Real, antigo distrito de Resende.
As obras do novo shopping começam em abril do ano que vem, com a inauguração prevista para dois anos depois. Serão 200 lojas, em 33 mil m² de área bruta locável e 90 mil m² de área construída e o estacionamento comportará 1800 veículos. Além de Shopinvest e João Fortes. o projeto tem o aporte da VR Empreendimentos . A expectativa é de quem em um ano, antes da data prevista para a inauguração, os investidores tenham definido a administradora responsável pelo shopping.
O exemplo seguido pela parceria Shopinvest e João Fortes é o Park Europeu, em Blumenau. Inaugurado em dezembro de 2011, ao final de dois anos de obras, o shopping catarinense recebe uma média anual de 300 mil visitantes. São 180 lojas, ocupando uma área bruta locável de 33 mil m2, a mesma projetada para o Park Sul, em Volta Redonda, em uma área construída de 84 mil m2. A administradora escolhida foi a Alliansce, dona do Shopping Leblon.


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