quarta-feira, 23 de julho de 2014

Viaduto da avenida Bento Gonçalves deve abrir até o fim do ano

23/07/2014 - Jornal do Comércio - RS

"A principal obra de mobilidade urbana da Capital." Assim o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, definiu o viaduto da avenida Bento Gonçalves, no cruzamento com a Terceira Perimetral. Ele realizou ontem, junto com secretários e técnicos de diversas pastas, uma vistoria à obra, que conta com dois andares – um para a circulação de veículos particulares e outra onde passarão os ônibus BRTs. A previsão de abertura para o trânsito nas duas vias, dada pelo secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, é o final deste ano. Já Fortunati é menos otimista e acredita que ocorrerá apenas no início de 2015. Conforme a prefeitura, a estrutura viária está 70% concluída.

Segundo Schmitt, o viaduto é considerado de extrema importância, visto que a área possui um dos maiores pontos de conflito no trânsito da Capital. "Será uma grande solução, tanto para a Terceira Perimetral quanto para a avenida Bento Gonçalves. Todo o fluxo ficará extremamente facilitado e não teremos mais nenhuma dificuldade nesse sentido naquela região", afirma o secretário.

O investimento de R$ 69 milhões veio dos recursos destinados à Copa do Mundo e faz parte das obras de mobilidade urbana de Porto Alegre. O Consórcio Nova Bento (Construtora Cidade Ltda. e Sultepa Comércio e Construções Ltda.) é quem está executando a obra. O viaduto, que liga as avenidas Doutor Salvador França e Coronel Aparício Borges, sobre a Bento Gonçalves, terá 540 metros de extensão, tamanho maior do que o normal, em função de ser duplo. Atualmente, está com aproximadamente 70% das obras concluídas.

Segundo Fortunati, a obra foi idealizada para priorizar o transporte coletivo. "Passará por aqui o BRT e, no futuro, também teremos na avenida Bento Gonçalves a linha 2 do metrô. Isso fará uma integração fantástica entre todos os modais do transporte coletivo", projeta o prefeito. A região deve se transformar em um dos principais pontos de integração entre os passageiros da Capital e da Região Metropolitana, em especial pessoas que vêm de Viamão e do bairro Lomba do Pinheiro e se deslocarão para as zona Sul ou Leste, fazendo ali a baldeação.

Quanto ao prazo de entrega do viaduto, Fortunati ressaltou que pode atrasar. "Queremos entregar até o início do ano, mas o importante não é o tempo, mas sim que a obra mudará a vida da cidade. Essa é uma das obras mais modernas do Brasil e visa à qualificação do transporte", define.

'Elevados têm plena e total segurança', garante prefeito

Após moradores de Porto Alegre divulgarem nas redes sociais fotos do Viaduto Pinheiro Borda com problemas de acabamento, muita gente questionou a segurança desse elevado e do localizado na avenida Julio de Castilhos. O prefeito, contudo, alega estar convicto de que, no que se refere à segurança técnica, não há riscos.

"O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/RS), inclusive, já atestou que eles têm plena e total segurança. O que as pessoas veem são problemas estéticos que serão resolvidos antes de recebermos a obra", explica Fortunati. Agora, conforme o prefeito, está ocorrendo a segunda etapa da construção, que são os cuidados com a estética.

Urbano Schmitt assegurou que, estruturalmente, não há problemas, e que a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) ainda fará a fiscalização para encaminhar as correções necessárias. "As obras não ficaram mal acabadas, nós só temos algumas partes que não estão tão bem acabadas, como acontece em todas as obras", pondera. O secretário garantiu, ainda, que não há qualquer perigo de ocorrer a queda do viaduto, como aconteceu em Belo Horizonte. "Todos os nossos projetos foram bem estruturados e bem estudados. Essa foi uma situação atípica", argumenta.

Falha em projeto executivo causou queda de estrutura em Belo Horizonte

Depois de perícia técnica terceirizada, a construtora Cowan reconheceu ontem que houve falha no projeto executivo do Viaduto Guararapes, que desabou em uma avenida do bairro da Pampulha, em Belo Horizonte, matando duas pessoas, no dia 3 deste mês. O laudo mostra que o projeto não previu o uso de aço suficiente para aguentar o peso demandado.

"O projeto executivo estrutural da fundação e do bloco do pilar P3 foi equivocado e não atende aos esforços solicitantes previstos para a situação construtiva da obra", divulgou em nota a construtora. O viaduto estava em fase de acabamento e seria entregue no final deste mês

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