segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Pedra Branca, cidade planejada que conecta para a inovação

15/09/2014 - Diário Catarinense


Baseada em Palhoça entre a serra e a BR-101, a Cidade Pedra Branca é um dos maiores empreendimentos imobiliários privados do país. Para o fundador e presidente, Valério Gomes Neto, é o melhor e mais criativo. Na última semana, a cidade conquistou o PRÊMIO Master  Imobiliário, um dos mais importantes do Brasil.O projeto é dirigido por Valério (foto) e seu filho Marcelo Gomes, (imagem abaixo). Como a sustentabilidade é um dos focos na nova urbanização, ambos circulam de bicicleta.

O empreendimento Pedra Branca adotou o modelo de cidade criativa. Como é esse conceito urbanístico?

Valério Gomes – A gente está surfando a onda das coisas boas que estão acontecendo no mundo. As cidades mais agradáveis, hoje, são as criativas, ou seja, lugares que proporcionam e facilitam encontros, que induzem as pessoas à convivência, à troca de ideias e isso gera bons negócios. Estamos buscando construir um endereço que seja agradável de se morar, de se viver, mas principalmente siga esse caminho da inovação e da criatividade visando muito um público de pessoas especiais, de tecnologia, um pouco desse sonho de um Vale do Silício.

Quando o projeto começou e como virou uma cidade?

Valério – Nós começamos em 1999, em novembro o projeto fará 15 anos. A Pedra Branca era uma fazenda de 250 hectares. Quando começamos não enxergávamos isso tudo, foi um aprendizado. A gente continua aprendendo, foram muitas etapas com a colaboração de muitas pessoas. A gente vinha assinando "cidade sustentável", mas no final do ano passado mudamos para "cidade criativa". Entre as cidades com esse perfil estão Londres e HafenCity, em Hamburgo, na Alemanha.

Quantas pessoas vivem na cidade e qual será a capacidade total até o fim do projeto?

Valério – Hoje, são cerca de 6 a 7 mil moradores, mas o projeto vai chegar a uns 40 mil. Então, ainda estamos engatinhando. Temos mais uns 20 anos pela frente.

Por que o Passeio?

Valério – É o quarto capítulo – moradia, trabalho, estudo e lazer. Faltava no bairro o lazer, que é exatamente essa rua de comércio para as pessoas desfrutarem e se encontrarem, Ela foi concebida por um grupo enorme de arquitetos sonhadores com o que tem de mais moderno em termos de concepção de uma rua compartilhada, desde o uso do sapato de salto, a bicicleta, as pessoas de idade, a calçada e a rua no mesmo nível, o piso não escorregadio, onde o espaço mais nobre é sempre do pedestre, seguido pela bicicleta e por último o automóvel. E isso está acontecendo.

Como está a área empresarial da Pedra Branca?

Valério – A parte industrial foi lançada há dez anos. Agora vamos lançar um novo empreendimento chamado Aeroparque, que é no município de São José mas também faz parte da Pedra Branca, que passa ter área territorial em dois municípios. Serão lotes industriais para pequenas e médias empresas porque há demanda grande para esses espaços. A pessoa pode residir na Pedra Branca e ir ao trabalho de bicicleta.

E o centro tecnológico?

Valério – Nós estamos muito focados na atração de empreendedores e retenção desses talentos. Há o Inaitec, que é uma incubadora, o Instituto de Tecnologia e Inovação do Continente, fundado pela prefeitura, Unisul e outros parceiros. É gerido pela Unisul, justamente porque tem nesse campus universitário baseado na Pedra Branca o DNA.

Há mais projetos para breve?

Valério – Estamos projetando um teatro em parceria com a Unisul, que poderá sediar também eventos. Além disso, estamos elaborando um plano de 70 quilômetros de ciclovias para a prefeitura de Palhoça porque a cidade é plana e o uso de bicicletas é crescente. O prefeito Camilo Martins está entusiasmado.

Quais são os planos para melhorar o sistema viário?

Valério – Temos uma parceria com o governo do Estado para fazer a Avenida das Universidades, ligando Palhoça a São José e Biguaçu. Sai do Bairro Pagani, passa pela Pedra Branca e vai até a SC-407. E o contorno da BR-101 passará entre a Cidade Pedra Branca e o morro ao lado.

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